É certo e sabido que as comidas de escola ou de cantinas nunca são grande coisa. Acredito que haja excepções, mas regra geral são sempre meio sem graça. Estive a ver a tabela com as refeições da minha filha no infantário e confesso que o coração ficou um bocadinho pequenino. Ela não se queixa e do que tenho sabido até come tudo (ou quase). Se gosta ou não, não sei, mas que come porque não tem outra opção e está cheia de fome, lá isso é verdade. Até agora, sempre que chega a casa, mesmo depois de lanchar lá, vem com um apetite voraz.
Algumas das refeições servidas até não são más, mas há outras...!! Até o meu marido, polaco, diz que são uma porcaria. Talvez estejamos todos mal habituados, pois aqui em casa predomina a cozinha portuguesa e raramente comemos coisas tipicamente polacas. Agora na escola, ela vai ter de se habituar a novos sabores. Enquanto não se queixar, tudo bem. Tenho é de começar a investir mais nos lanches pós-infantário.
PS - Não quero com isto dizer que a cozinha polaca seja má, simplesmente a conjugação que fazem neste infantário não nos parece das mais felizes... Felizmente não é assim todos os dias.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O primeiro dia no infantário!
Hoje, dia 1 de Setembro, é um dia muito importante na Polónia. Não, não me estou a referir ao aniversário da invasão da Alemanha que despoletou o início da IIª Guerra Mundial. Hoje é o dia em que começa a escola em todo o país. Foi, por isso, também o primeiro dia de infantário da nossa pequena Teresa. Eu aguardava este dia com alguma expectativa, pois não fazia ideia de como ela iria reagir. Lembro-me bem do meu primeiro dia e lembro-me de passar o tempo todo a chorar à espera da minha mãe. O meu maior terror era ela ter um dia igual. Para além disso, sendo a primeira filha e tendo estado comigo até aos três anos, previ logo que para mim não ia ser fácil. Ontem à noite recebi um sms gozão, em que me diziam que eu me ia fartar de chorar. Claro que me ri, mas achei que seria mesmo assim. O Stas preparou tudo de véspera com ela: a roupa, o saco para levar, o ursinho de peluche que lhe iria fazer companhia, etc. Hoje, quando acordou, foi só pegar no que já estava pronto e arranjou-se num instante. Estava entusiasmada, porque sabia que ia brincar com outras crianças. Quando chegámos à porta do infantário, cruzámo-nos com uma mãe que saía apressada, bem vestida, com ar de quem ia para o trabalho, e a limpar as lágrimas que discretamente deixara escapar. Fiquei logo com o coração apertado, a pensar se me iria acontecer o mesmo. Descobrimos o lugar para a Teresa deixar as suas coisas (ela decorou logo onde era), ajudámo-la a tirar os sapatos (eles cá andam de pantufas na escola) e o casaco, porque ela estava ocupada a olhar para tudo o que havia naquela divisão. Depois fomos juntos até à sala, onde ela encontrou logo uns brinquedos que lhe interessaram. Quisemos ainda ir mostrar-lhe onde era a casa-de-banho, mas foi difícil arrancá-la da sala; não queria sair de lá!! Tinha tanta coisa nova e interessante! Mostrámos-lhe onde era e depois voltámos aos brinquedos. Entretanto a Irmã responsável pelo grupo apareceu e deu-lhe a mão. Disse-lhe para se despedir dos pais, o que ela fez, meio envergonhada, meio sem saber muito bem o que ia acontecer. E depois saímos. Ouvimos ainda uma criança a chorar imenso, mas ela não chorou. Olhou para ela, viu o que se estava a passar, mas não se deixou contagiar. Acho que no fundo ela sabe sempre que os pais vão voltar (regra geral nunca chora em situações de separação).
As horas que foram desde o momento em que a deixámos lá até ao momento em que a fomos buscar (umas meras três e meia, por ser o primeiro dia) foram longas. É estranho de repente voltar a ter tempo livre. Despachei o meu trabalho mais rapidamente, fui fazer compras, arrumei a cozinha e ainda tive tempo para não fazer nada. Claro que isto é tudo temporário, até o maninho vir cá para fora. Foi uma sensação nova, sobretudo quando fui às compras, ir sozinha, sem a minha companheira habitual. Quando a fomos buscar, lá estava ela, a acabar de almoçar tranquilamente. Ficou toda contente de nos ver, mas depois queria voltar para a sala e ficar a brincar. Explicámos que no dia seguinte iria voltar e que era altura de ir para casa. No caminho disse-nos que gostou e que o ursinho também gostou. Esperemos que nos outros dias também seja assim.
Entretanto, nas ruas por onde passei hoje de manhã vi várias crianças e adolescentes, todos vestidos com o habitual traje elegante polaco (ou seja, camisa branca e calças/saia escura) para o primeiro dia de escola. Eles fazem sempre isto no primeiro e no último dia. É um espectáculo diferente do habitual, ver tantos miúdos vestidos desta forma (até os pequenos da primária usam estas cores soturnas!), em sítios tão aleatórios. Assim assinalam eles o início de mais um ano lectivo. E este ano, pela primeira vez - apesar de nos termos vestido "coloridos" - nós também.
As horas que foram desde o momento em que a deixámos lá até ao momento em que a fomos buscar (umas meras três e meia, por ser o primeiro dia) foram longas. É estranho de repente voltar a ter tempo livre. Despachei o meu trabalho mais rapidamente, fui fazer compras, arrumei a cozinha e ainda tive tempo para não fazer nada. Claro que isto é tudo temporário, até o maninho vir cá para fora. Foi uma sensação nova, sobretudo quando fui às compras, ir sozinha, sem a minha companheira habitual. Quando a fomos buscar, lá estava ela, a acabar de almoçar tranquilamente. Ficou toda contente de nos ver, mas depois queria voltar para a sala e ficar a brincar. Explicámos que no dia seguinte iria voltar e que era altura de ir para casa. No caminho disse-nos que gostou e que o ursinho também gostou. Esperemos que nos outros dias também seja assim.
Entretanto, nas ruas por onde passei hoje de manhã vi várias crianças e adolescentes, todos vestidos com o habitual traje elegante polaco (ou seja, camisa branca e calças/saia escura) para o primeiro dia de escola. Eles fazem sempre isto no primeiro e no último dia. É um espectáculo diferente do habitual, ver tantos miúdos vestidos desta forma (até os pequenos da primária usam estas cores soturnas!), em sítios tão aleatórios. Assim assinalam eles o início de mais um ano lectivo. E este ano, pela primeira vez - apesar de nos termos vestido "coloridos" - nós também.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Tudo igual
Algo que já comprovei que não mudou durante o nosso tempo de férias foi a praga dos mosquitos. Ontem, só no trajecto do carro até casa (tendo em conta que o carro ficou à porta), fui picada pelo menos três vezes e duas melgas vieram coladas a mim até casa. Estas melgas polacas são uns autênticos monstros. Antes de ir para Portugal, como estava traumatizada com elas, comprámos diferentes repelentes e levámo-los connosco. Acabámos por praticamente não os usar lá, porque não foi preciso. Já aqui, ontem à noite os ditos insectos fizeram questão de me lembrar que, antes de ir de férias, sempre que saíamos ao entardecer levávamos connosco um spray repelente para podermos sobreviver às picadelas (sim, porque há umas melgas que, quando picam, deixam uma marca durante vários dias - e às vezes dói!...). Lá vamos nós ter de voltar a essa rotina! Ora bolas...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Depois das férias
Lembro-me que, quando era pequena, o regresso a casa depois das férias era uma emoção. Passava quase dois meses longe de Lisboa e quando chegava era olhar para todos os lados e ver que lojas abriram, fecharam, mudaram a decoração, quais são as novas publicidades nos outdoors, etc. Havia sempre coisas novas ou pelo menos mudanças. Ontem regressámos de férias e quando estava a vir até casa olhei de relance para alguns sítios, mas estava tudo exactamente na mesma. Já não há a emoção de quando era criança, apenas o desejo de chegar o mais depressa possível para poder desfazer e arrumar as malas e "descansar" das férias.
A única alteração que notei - isso sim! - foi... o sabor da manteiga!! Depois de algumas semanas em Portugal, chegar a Varsóvia e comer torradas com manteiga sem sal foi um choque (sobretudo para o paladar). Felizmente hoje já vamos às compras para repor o stock.
A única alteração que notei - isso sim! - foi... o sabor da manteiga!! Depois de algumas semanas em Portugal, chegar a Varsóvia e comer torradas com manteiga sem sal foi um choque (sobretudo para o paladar). Felizmente hoje já vamos às compras para repor o stock.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
No Zoo
O Jardim Zoológico pareceu-me bem arranjado. Havia filas grandes para as bilheteiras, mas o mais cómico é que num dos lados havia uma fila enorme onde as pessoas, mal chegavam, se punham, achando que era para a bilheteira. Só que essa fila era... para o multibanco!! Então várias pessoas passaram uma meia hora nessa fila para descobrirem que estavam no sítio errado e depois passarem outra meia hora na filha para a bilheteira mesmo. Nós felizmente não caímos nessa asneira. A variedade de animais é grande e interessante. Claro que não há golfinhos, nem leões marinhos como em Lisboa, mas há muitos outros que fazem as delícias das crianças. Dentro do Zoo há vários locais onde se pode comprar comida e bebidas. Houve uma zona por onde passei que me cheirou à infelizmente já extinta Feira Popular de Lisboa. Não é muito agradável passar por uma nuvem de fumo mal cheiroso, mas apesar do cheiro ser mau, trouxe-me recordações boas da minha infância.
Em termos de infraestruturas há uma falha grande no Zoo: não há estacionamento, nem nada que se pareça com isso. Por isso, os carros têm de estacionar nos passeios ou entrar por outras zonas proibidas. Claro que a polícia anda à caça de multas e vi lá vários reboques (felizmente não chegaram a nós). A alternativa é ir de transportes públicos, o que no regresso se torna pouco agradável, sobretudo quando estamos exaustos.
Para concluir, para quem tem filhos uma ida ao Zoo é sempre uma alegria e uma lição viva de ciências. Assim uma vez por ano ou de dois em dois anos vale a pena lá ir. Já agora, recomendo uma espreitadela ao site do Zoo, onde se podem ver imagens em directo de alguns animais.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Palavras Cruzadas
Ontem pela primeira vez estive a fazer palavras cruzadas em polaco. Claro que não consegui chegar ao fim (até porque a grelha era daquelas enooormes), mas consegui descobrir várias palavras sozinha. Viva eu! :P
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Quando os filhos ensinam os pais
Ontem a Teresa estava a ver um livro com o pai e ia dizendo o que estava a ver. Eu, ao longe, ia ouvindo as palavras que ela dizia, mas a certa altura ela diz:
- To jest rąb.
- Tak, to jest rąb. - confirmou o pai.
E eu, feita parva, sem saber o que significava aquela palavra. Pela primeira vez ouvi a minha filha dizer algo em polaco cujo significado era para mim desconhecido. Ontem, graças a ela, fiquei a saber que rąb significa losango.
- To jest rąb.
- Tak, to jest rąb. - confirmou o pai.
E eu, feita parva, sem saber o que significava aquela palavra. Pela primeira vez ouvi a minha filha dizer algo em polaco cujo significado era para mim desconhecido. Ontem, graças a ela, fiquei a saber que rąb significa losango.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Há com cada uma...
Volta e meia algumas pessoas contactam-me porque querem ir a Portugal ou, mais frequentemente, porque conhecem alguém que vai lá e pedem-me informações. Onde ficar, o que visitar e outras do estilo. Ontem, por acaso, duas pessoas pediram-me informações deste estilo, mas uma delas de forma algo inesperada. A secretária de uma empresa de traduções para quem fiz recentemente um trabalho telefonou-me no fim do seu horário laboral (mas ainda do telefone da empresa) a dizer que vai de férias para Portugal e não sabe o que vale a pena ver. O mais estranho foi durante o tempo todo ela ter-me tratado como se fosse uma amiga qualquer dela, usando linguagem bastante coloquial e tudo. Digamos que fiquei muito surpreendida, até porque com esta agência contactei apenas uma vez, ou seja, há agências com quem tenho muito mais contacto e cujos funcionários poderiam ter comigo este tipo de à-vontade. Mas esta senhora foi uma revelação total. Bem, ao menos espero que tenha ficado elucidada...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Diálogo bilingue
Uma bela manhã, depois de acordar, a Teresa decide ir para o quarto dos pais. Ao ver como o pai continuava a dormir em vez de ir para o trabalho, decide chamá-lo à atenção e mandá-lo logo para o banho.
- Tata, idź kąpać. (Pai, vai banho)
- Nie, "Tata, idź się wykąpać". (aqui o pai corrige a frase dela: "Pai, vai tomar banho")
- Tata, idź wy-się-kąpać. (basicamente baralhou-se toda)
- Nie, "idź się wykąpać". (nova tentativa de correcção)
- Tata, vai tomar banho!!
E assim se resolvem os impasses linguísticos.
- Tata, idź kąpać. (Pai, vai banho)
- Nie, "Tata, idź się wykąpać". (aqui o pai corrige a frase dela: "Pai, vai tomar banho")
- Tata, idź wy-się-kąpać. (basicamente baralhou-se toda)
- Nie, "idź się wykąpać". (nova tentativa de correcção)
- Tata, vai tomar banho!!
E assim se resolvem os impasses linguísticos.
domingo, 10 de julho de 2011
Distâncias
Se há uns anos já me tinha começado a habituar às grandes distâncias de Varsóvia, confesso que agora há alturas em que me cansam. Só de pensar, por exemplo, que tenho de ir a casa de uns amigos - que na perspectiva de Varsóvia até nem moram longe - cuja viagem de carro demora uns 20 minutos, começo logo a perder a vontade (o que falar daqueles que moram a 30 ou até 50km de nós!!...). Varsóvia é enorme e realmente estou muito contente por raramente ter de sair aqui do bairro. Nem consigo imaginar aqueles que todos os dias demoram horas para ir de casa para o trabalho e vice-versa!... Agora vou-me arranjar, porque vamos ter de nos meter no carro e fazer uns quantos quilómetros dentro da cidade. Bom Domingo!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Julho, mês de... galochas!!
Estou a viver um dos piores Verões da minha vida (no que diz respeito à meteorologia, entenda-se). Hoje a Teresa acabou de tomar o antibiótico que a pediatra lhe receitou na semana passada. Como chove e está mau tempo, com a filha debilitada não dá para fazer grandes passeatas. Mesmo assim, fartas de estar em casa, ontem decidimos aventurar-nos pela chuva dentro. Claro que poucos minutos depois de estar na rua, a pequena já tinha os pés todos molhados... Fomos então comprar-lhe umas... galochas!! Sim, em Julho, fomos comprar galochas - e por uma questão de necessidade urgente!! Só não comprei para mim também porque não encontrei. Cheguei a casa com os pés todos molhados. A Teresa, depois de ter posto as galochas, ficou toda contente a saltar nas poças de água. Basicamente adorou. Nestes dias só consigo pensar: se isto agora já é assim, como será no Outono??
Aparte disto, andam a arranjar algumas ruas de Varsóvia que estavam com o piso mau ou eram demasiado estreitas. Algumas já estão prontas e devo dizer que o resultado é muito bom. Gosto da forma rápida como se arranjam as estradas por aqui. Desde que vim para cá já nem sei dizer a quantidade de ruas que foram melhoradas e como ajudaram ao trânsito da cidade. É um ponto muito positivo.
Aparte disto, andam a arranjar algumas ruas de Varsóvia que estavam com o piso mau ou eram demasiado estreitas. Algumas já estão prontas e devo dizer que o resultado é muito bom. Gosto da forma rápida como se arranjam as estradas por aqui. Desde que vim para cá já nem sei dizer a quantidade de ruas que foram melhoradas e como ajudaram ao trânsito da cidade. É um ponto muito positivo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Satisfação
É o que sinto quando cozinho alguma coisa que em Portugal seria super banal, mas aqui deixa os meus convidados deliciados! :)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Excelente início de mês
Chegou Julho, com chuva puxada a vento e frio... E chamam a isto Verão?? Na Polónia sim. Aquecimento global no seu melhor.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Tradução ao vivo
Nos últimos dias tive a minha primeira experiência como tradutora "oral", como dizem os polacos. Estive num encontro profissional de uma empresa a fazer a tradução de polaco para português e vice-versa (felizmente a parte de traduzir para polaco foi indiscutivelmente menor). A certa altura, durante um almoço, um dos polacos virou-se para mim muito surpreendido, porque não tinha percebido que eu não era polaca. Achava que eu falava muito bem. Já não é a primeira vez que me dizem isto - e de todas as vezes penso sempre que, se eles acham que eu sou polaca, então devem achar que sou uma polaca meio atrasada mental, porque farto-me de cometer erros e muitas vezes não me lembro de palavras básicas... Então é melhor que saibam que sou portuguesa, porque assim passo de atrasada mental a super estrangeira que se deu ao trabalho de aprender a língua deles.
Fazer esta tradução foi interessante, sem dúvida um pontapé de saída para mais do género, mas muito cansativo. Ao fim de algumas horas o cérebro parece que começa a recusar-se a trabalhar. E o cansaço no final destes dias foi muito visível (não fosse o facto de estar grávida ainda piorar a situação). Felizmente, com o que se ganha por um trabalho destes, posso agora dar-me ao luxo de descansar nos próximos dias sem me preocupar muito.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Fim-de-semana prolongado
Ontem, tal como em Portugal, foi feriado na Polónia. Hoje não se celebra o S. João, mas há muita gente que não trabalha. Como Junho e Julho são os meses mais quentes na Polónia, muitos tiraram férias nesta altura. As escolas já estão de férias e, do que sei, as creches e jardins de infância públicos vão estar fechados durante o mês de Julho (estando depois abertos durante todo o mês de Agosto). Este esquema baralha-me um pouco, pois sempre considerei Julho e Agosto como os meses de férias por excelência. Mas depois de passar alguns Agostos na Polónia já percebi porque preferem fazer assim. Para aproveitar o bom tempo (suposto) nos dois lados, ficamos por cá nestes meses e em Agosto damos um salto até Portugal para aproveitar o calor. Depois, no dia 1 de Setembro começa impreterivelmente o ano escolar, o que também atrapalha, porque gosto de fazer férias no início de Setembro. E como a partir deste ano a Teresa já vai para a escolinha, teoricamente vamos passar a ter de estar cá nessa altura. Digo teoricamente, porque na prática na idade dela ainda não é importante estar presente nos primeiros dias. Que pena que Portugal não fica mais perto, assim poderíamos jogar melhor as férias e ir passar lá alguns fins-de-semana, como este.
terça-feira, 21 de junho de 2011
A cantar desde sei-la-quando na Polónia
Há algum tempo que não ia fazer compras à Biedronka. Ontem, quando lá passei, tive a alegria de encontrar azeite Gallo! Claro que comprei, uma garrafinha com orégãos e outra de reserva. Infelizmente sempre que vi azeite português à venda em supermercados polacos são sempre garrafas pequenas, ou ultra especiais e ultra caras. Estas até não eram caras e dentro das "cromices" eram bastante normais. Ah, para além disso comprámos também queijo português. :)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A Polónia é assim
Este fim-de-semana tomei a decisão de começar a fazer caminhadas a pé todos os dias para ver se me exercito. Só mesmo para chatear, hoje amanheceu um dia horrível, chuvoso e muito ventoso... Adeus, passeio a pé! - e agora vamos ver como vai estar o resto da semana...
O cavalo do campo
Na língua polaca existem algumas palavras compostas que, à primeira vista, não significam aquilo que na realidade significam. Vou explicar isto com um exemplo. Konik polny é o nome de um animal. Se formos ver o significado de cada uma destas palavras temos o seguinte: konik - cavalo e polny - do campo. Então, konik polny é um cavalo do campo, certo? Errado! Konik polny é... um gafanhoto!! Ah pois é! E como esta existem outras na Polónia que, quando oiço de repente, não consigo associar imediatamente ao que é. Preciso sempre de pensar um bocado até chegar lá (e às vezes nem sequer chego...).
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A água é blhec
O título deste post é uma frase que podia ser muito bem dita pela minha filha. Infelizmente é a realidade em Varsóvia. Claro que lavamos os dentes e cozinhamos com água da torneira, pelo que há sempre uma parte que acabamos por beber. Mas há que o admitir: a água da torneira é um bocado nojenta. Imaginem o que é estar a tomar banho e de repente olhar para o chão da banheira e ver uma poça de água bege... Blhec!!! E já nem falo da cor da água do autoclismo (parece que limpamos a retrete com xixi). Claro que isto não é todos os dias, mas para mal dos nossos pecados acontece várias vezes.
Esta semana tivemos reunião anual de condomínio e fiquei a saber que há vizinhos que se queixam que não podem usar roupa branca, porque quando a lavam na máquina sai sempre com manchas. Por acaso também já me aconteceu isso, mas foram situações pontuais e jamais pensei que fosse por culpa da água. Mas pelos vistos é. Apesar de no nosso condomínio terem andado recentemente a fazer obras na rede da água, dizem que o problema é da cidade e não do condomínio. Ao que parece, já fizeram várias queixas, mas a situação continua igual. O mais irritante é que basta afastarmo-nos uns quilómetros de Varsóvia e a água é normal e pode beber-se da torneira.
Hoje faltou a água, não só aqui em casa, mas em mais sítios do bairro e, claro, quando voltou lá vinha aquela minha adorada tonalidade bege, creme, ou lá o que seja. A Teresa pediu-me para lhe encher uma garrafinha de água para regar as plantas na varanda e quando lha dei até me fez impressão a cor da água. E não é aquela coisa de deixar a água correr durante um bocado até ficar transparente, porque podemos chegar ao fim de um banho, por exemplo, e continuar com a mesma cor do início. Bem, acho que a solução é não pensar muito nisso. Felizmente não é assim todos os dias.
Esta semana tivemos reunião anual de condomínio e fiquei a saber que há vizinhos que se queixam que não podem usar roupa branca, porque quando a lavam na máquina sai sempre com manchas. Por acaso também já me aconteceu isso, mas foram situações pontuais e jamais pensei que fosse por culpa da água. Mas pelos vistos é. Apesar de no nosso condomínio terem andado recentemente a fazer obras na rede da água, dizem que o problema é da cidade e não do condomínio. Ao que parece, já fizeram várias queixas, mas a situação continua igual. O mais irritante é que basta afastarmo-nos uns quilómetros de Varsóvia e a água é normal e pode beber-se da torneira.
Hoje faltou a água, não só aqui em casa, mas em mais sítios do bairro e, claro, quando voltou lá vinha aquela minha adorada tonalidade bege, creme, ou lá o que seja. A Teresa pediu-me para lhe encher uma garrafinha de água para regar as plantas na varanda e quando lha dei até me fez impressão a cor da água. E não é aquela coisa de deixar a água correr durante um bocado até ficar transparente, porque podemos chegar ao fim de um banho, por exemplo, e continuar com a mesma cor do início. Bem, acho que a solução é não pensar muito nisso. Felizmente não é assim todos os dias.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Festas à noite
No Sábado houve uma festa aqui no bairro*, com concertos, barraquinhas, comes e bebes, actividades para os mais novos, etc. Começou de manhã e penso que terá ido pela noite fora. Como vi que ia ter carrosséis, pensei que seria giro ir lá com a Teresa. Por força das circunstâncias não pudemos passar lá durante o dia. Decidi então que iríamos depois do jantar. Chegámos lá por volta das 22h. No palco estava a tocar uma banda de rock, aos berros, e a vista da "malta" toda espalhada pelo recinto, inclusive por uma pequena montanha que há ali, fazia lembrar-me o ambiente do Rock in Rio (em miniatura, claro). Havia ainda umas pessoas sentadas a comer nas barraquinhas e alguns sítios onde vendiam balões, óculos de sol, brinquedos irritantes daqueles como se vendem na rua (cãezinhos que andam e ladram, bolas psicadélicas, etc.) e outras coisas do estilo. Para os mais novos não havia já absolutamente nada. É o que dá estar-se na Polónia: a partir de certa hora já não se conta muito com as crianças. Ninguém da organização achou que às 22h andassem por ali crianças que quisessem andar de carrossel ou brincar em piscinas de bolas. Se calhar têm razão... Mas para mim, que estou habituada a ver, nas férias, crianças a passear na rua com os pais às quinhentas, foi estranho. Sendo um dia de festa, podiam ter mantido essas coisas mais tempo. Bem, os polacos lá sabem como é na terra deles...
* Sempre que digo "bairro" fico com a sensação que se entende um espaço tipo S. Sebastião da Pedreira, ou Alvalade. Há que ter em conta que aqui bairro é o equivalente a uma cidade pequena...
* Sempre que digo "bairro" fico com a sensação que se entende um espaço tipo S. Sebastião da Pedreira, ou Alvalade. Há que ter em conta que aqui bairro é o equivalente a uma cidade pequena...
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