Passámos um fim-de-semana excelente, rodeados de amigos e de uma natureza belíssima. À beira de um lago, no meio de um enorme pinhal, numa zona que ainda não é conhecida dos turistas (só agora começa a ser conhecida pelos locais, pois durante várias décadas havia ali um centro da polícia política do comunismo e ninguém se atrevia a chegar-se sequer perto). As crianças adoraram, fartaram-se de brincar, correr, saltar, andar descalças e rebolar no chão. Ao fim do dia iam encardidas para o banho, mas muito felizes.
Na sexta apanhámos uma trovoada monumental à saída de Varsóvia, mas em contrapartida no sábado esteve um calor brutal. As peles mais claras (na nossa família o S. e a T.) ficaram logo queimadinhas. Passámos o dia numa quinta onde as crianças fizeram várias actividades e os pais relaxaram por aqui e por ali (os mais ousados foram fazer alguns desportos radicais). Eu ainda joguei um bocado de badmington, coisa que não fazia há anos. Ao fim do dia, de regresso à casa onde estávamos alojados, fizemos uma fogueira onde se assaram salsichas, cantou, conversou e passou um bom bocado.
O Domingo foi um dia mais relaxado, de passeio e descanso à beira do lago. Os mais novos e alguns pais (a propósito, ontem era o Dia do Pai na Polónia... e eu não sabia!! Ups...) aventuraram-se para dentro da água. Em suma, foi um fim-de-semana muitíssimo bem passado. Chegados a casa depois de uma viagem de várias horas (demorámos quase mais 2h para cá do que para lá... ainda estou para perceber como perdemos tanto tempo em paragens!!!), caímos todos na cama e dormimos, dormimos, dormimos... O M. foi o primeiro a acordar, por volta das 8h30 e a T. a última, já bem depois das 9!! Mas acordaram todos muito bem dispostos.
PS - Como não há bela sem senão, neste fim-de-semana calhou precisamente o solstício de Verão. Algo de que sempre gostei muito, por ser o dia maior do ano. No dia 21 tivemos um pôr-do-sol lindíssimo, com o sol enorme e o céu todo cor-de-rosa. Anoiteceu tardíssimo, o que também gosto muito. Só que, obviamente, nesta latitude, o sol nasce tão cedo que a pessoa fica toda baralhada. E o pior disso tudo é as casas não terem estores, cortinas escuras, o que quer que seja. Para não variar, o nosso quarto tinha apenas uns cortinados cor-de-laranja a fingir que tapavam a janela. Numa das noites tive o azar do M. acordar às 4h30 para beber leite. Bebeu e voltou a dormir, mas eu... quando acordo e vejo que já é completamente dia e o sol a brilhar com força na minha janela, por mais que queira já não consigo dormir a sério. Ainda consegui dormir um pouco até às 6h30, mas depois disso foi impossível. Devo ter algum bloqueio no cérebro que me diz que quando há sol, é para levantar. Claro que com nenhum dos polacos isto aconteceu, só mesmo comigo.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Sol vs. Melgas
Mais um fim-de-semana na Mazúria (argh!!), no qual se avizinha muito calor, sol e... melgas!! Tendo em conta que as melgas polacas atacam mesmo durante o dia, a questão é: devo pôr às crianças protector solar ou anti-melga??... Acho que vamos decidir no local.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Caraças de carraças!
Há coisa de mês e meio fomos passar umas mini-férias à região da Vármia. Também chamada Região dos Lagos, a Vármia-Mazúria é uma das minhas regiões preferidas da Polónia. É absolutamente lindíssima! Fomos num dia de grande calor e apanhámos imenso frio enquanto lá estivemos (com as malas feitas com roupa ligeira... enfim... mãe portuguesa nunca aprende!!). Acabámos por passear menos do que queríamos, mas ficámos num hotel sobre um lago, então paisagem tínhamos.
Esta região, para além de lagos e florestas enormes tem algo muito característico deste tipo de ambiente: melgas e... carraças! Há dias alguém me contou que houve nessa região uma acção de "des-melguização" das florestas para atrair turistas. Não sei até que ponto isso é possível, mas enfim. Mas com as carraças não é possível fazer isso. Do que percebi, os polacos estão muito habituados às carraças, quer dizer, mais do que os portugueses. No início de casados, quando íamos passear a alguma floresta, o S. regressava a casa e pedia-me para ver se não tinha carraças em alguma parte do corpo. Sempre achei isso um exagero e nunca liguei muito. Mas a verdade é que nunca vi nenhuma. Até ao dia. E esse dia foi horrível.
Tínhamos regressado das nossas mini-férias, as crianças já estavam na cama e eu tinha acabado de me sentar no sofá a ler um livro. O S. vem ter comigo, com a mão na barriga, e diz:
- Estou a sentir aqui uma coisa estranha. Vê lá o que é isto.
Aproximei-me e vi uma coisinha pequena escura. Pareceu-me uma crosta de uma ferida pequena que estava a sair. Ele, alarmado, diz:
- Vê lá se não é uma carraça...
- Não! Claro que não! É uma crosta. Espera aí, já a tiro...
E tirei. De repente, olho para o que tenho entre os dedos e vejo que tem umas patinhas minúsculas e que se está a mexer.
- Aaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!
Apanhei um susto daqueles e larguei logo o que tinha nas mãos. Imediatamente olhámos para a barriga do S., onde ela estava, mas não parecia ter nada de estranho. De qualquer maneira, lá foi o coitado para as urgências do hospital ver se não tinha nada. E só depois me lembrei que tinha deixado cair a carraça... E onde está? Pois é... procurei por toda a parte e... nada! Pus a roupa toda para lavar, aspirei o chão, no dia seguinte o S. voltou a aspirar a sala toda, sofás, etc. Esperemos que ela tenha ido embora... Felizmente a picadela foi mínima, pois consegui arrancá-la logo no momento certo (e da maneira adequada, sem o saber) e não trouxe consequências. Agora o stress que tive naqueles dias, a pensar que ela andaria por aqui por casa, à caça de uma próxima vítima...!!!
Entretanto informei-me e há imensos produtos para as carraças, desde kits especiais para as tirar do corpo, até coisas para aplicar nas picadas, etc. Nós agora já temos uma coisa para as tirar do corpo.
Nunca mais vi nenhuma, apesar de ter a sensação que um dia no banho do M. houve uma que foi pelo cano abaixo.
Conclusão: Gosto muito da Vármia-Mazúria, mas... acho que agora tenho outra região de que gosto mais...
Esta região, para além de lagos e florestas enormes tem algo muito característico deste tipo de ambiente: melgas e... carraças! Há dias alguém me contou que houve nessa região uma acção de "des-melguização" das florestas para atrair turistas. Não sei até que ponto isso é possível, mas enfim. Mas com as carraças não é possível fazer isso. Do que percebi, os polacos estão muito habituados às carraças, quer dizer, mais do que os portugueses. No início de casados, quando íamos passear a alguma floresta, o S. regressava a casa e pedia-me para ver se não tinha carraças em alguma parte do corpo. Sempre achei isso um exagero e nunca liguei muito. Mas a verdade é que nunca vi nenhuma. Até ao dia. E esse dia foi horrível.
Tínhamos regressado das nossas mini-férias, as crianças já estavam na cama e eu tinha acabado de me sentar no sofá a ler um livro. O S. vem ter comigo, com a mão na barriga, e diz:
- Estou a sentir aqui uma coisa estranha. Vê lá o que é isto.
Aproximei-me e vi uma coisinha pequena escura. Pareceu-me uma crosta de uma ferida pequena que estava a sair. Ele, alarmado, diz:
- Vê lá se não é uma carraça...
- Não! Claro que não! É uma crosta. Espera aí, já a tiro...
E tirei. De repente, olho para o que tenho entre os dedos e vejo que tem umas patinhas minúsculas e que se está a mexer.
- Aaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!
Apanhei um susto daqueles e larguei logo o que tinha nas mãos. Imediatamente olhámos para a barriga do S., onde ela estava, mas não parecia ter nada de estranho. De qualquer maneira, lá foi o coitado para as urgências do hospital ver se não tinha nada. E só depois me lembrei que tinha deixado cair a carraça... E onde está? Pois é... procurei por toda a parte e... nada! Pus a roupa toda para lavar, aspirei o chão, no dia seguinte o S. voltou a aspirar a sala toda, sofás, etc. Esperemos que ela tenha ido embora... Felizmente a picadela foi mínima, pois consegui arrancá-la logo no momento certo (e da maneira adequada, sem o saber) e não trouxe consequências. Agora o stress que tive naqueles dias, a pensar que ela andaria por aqui por casa, à caça de uma próxima vítima...!!!
Entretanto informei-me e há imensos produtos para as carraças, desde kits especiais para as tirar do corpo, até coisas para aplicar nas picadas, etc. Nós agora já temos uma coisa para as tirar do corpo.
Nunca mais vi nenhuma, apesar de ter a sensação que um dia no banho do M. houve uma que foi pelo cano abaixo.
Conclusão: Gosto muito da Vármia-Mazúria, mas... acho que agora tenho outra região de que gosto mais...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Retratos de Góra Kalwaria
Góra Kalwaria, a poucos quilómetros de Varsóvia, não é uma terra bonita e nem turística. O motivo de lá termos ido? Foi lá que nasceu e cresceu um grande, grande amigo das nossas famílias que infelizmente já não está entre nós. Numa tentativa meio virtual de querer ver alguns locais de interesse da terra dele, passámos por ali no Sábado. O pior foi tentar encontrar um sítio para almoçar... O único restaurante aberto - uma pequena pizzeria - estava sem electricidade. Acabámos por ir para Konstancin, uma terra um pouco elitista que faz fronteira com Varsóvia, onde - aí sim - encontrámos logo sítio para comer (só que caro, tendo em conta o sítio onde era). Deixo aqui umas poucas imagens deste dia de alguns pormenores de Góra Kalwaria.
***
Apenas um pouco de história: Góra Kalwaria era inicialmente uma grande colónia de judeus (onde ainda há um antigo cemitério judeu), chamada Nova Jerusalém. Entretanto, não sei bem explicar porquê, construíram ali uma espécie de Via Sacra gigante e por isso o nome da terra foi alterado para Góra Kalwaria (Monte Calvário). A estrutura original da vila era em forma de cruz, composta por duas ruas principais (uma delas onde hoje circula a maior parte do trânsito). À cabeça da cruz situava-se a igreja matriz dos Padres Marianos, comunidade fortemente presente no local. Ao longo dessa rua, de um lado e de outro, existiram outrora inúmeras capelinhas com as estações da Via Sacra, onde os peregrinos iam parando e fazendo as suas orações. No fim, aos pés da cruz, encontrava-se (e encontra-se ainda hoje) o cemitério de Góra Kalwaria. A maior parte disto já não dá para ver, pois existem apenas uns pequenos marcos que lembram esta estrutura inicial. De resto, como já referi, esta não é uma terra com grande interesse turístico.Casas antigas de Góra Kalwaria.
Via Sacra antiga no terreno de uma capela dos Padres Marianos.
Pormenor de uma das estações da Via Sacra.
Paisagem de Inverno.
A fachada da igreja matriz dos Marianos.
Patos resistentes ao frio em Konstancin.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Fim-de-semana de passeio... com frio!
Estamos em plena visita dos pais, o que implica uma certa saída da nossa rotina. Pensando que no fim-de-semana ia estar bom tempo, planeámos ir dar alguns passeios. Infelizmente, o tempo esteve manhoso, com vento frio e alguns momentos de chuva/neve. Passeámos dentro e fora de Varsóvia e tenho algumas fotos giras para mostrar. Só que ainda não vai ser agora que as vou publicar. Talvez amanhã ou depois. Me aguardem!
terça-feira, 30 de março de 2010
Retratos de Nałęczów
A ida a Lublin aconteceu apenas porque em Dezembro ganhei um fim-de-semana num hotel em Nałęczów. Nałęczów é terra de termas, um local muito conhecido pelos tratamentos que lá se fazem. Os seus ares são considerados muito bons para a saúde já há séculos. No primeiro dia fomos visitar Lublin, que fica a poucos quilómetros de distância, e no segundo dia passeámos por Nałęczów. Não há muito para ver e o pouco que há está aqui. É mais para se estar e relaxar do que propriamente visitar.

Estátua do escritor Bolesław Prus, autor de um livro muito conhecido pelos polacos chamado Lalka. Também ele passou muito tempo nos bons ares de Nałęczów. Na casa da foto de cima há um pequeno museu sobre ele.




domingo, 28 de março de 2010
Retratos de Lublin
Sem grande tempo para escrever no blog, aproveito para deixar aqui fotos da nossa viagem a Lublin e Nałęczów no mês passado. Para já, são só fotos de Lublin.
Ao longe a vista do castelo de Lublin. Infelizmente não o conseguimos visitar por dentro, porque chegámos tarde demais. Fica para uma próxima visita.
Casas bonitas da parte antiga da cidade. No meio desta praça vêem-se os fundamentos de uma antiga igreja que existia aqui e os russos destruíram no séc. XIX.
Uma das portas da cidade. Diz que o interior desta torre está conservado no museu da cidade. Não o vimos.
A entrada do antigo cemitério judaico, que data de há vários séculos. Tem um ar velho e abandonado por dentro, não sei se haverá alguém que tome conta dele. Lublin está muito ligada aos judeus, ali existe uma enorme escola rabínica (ou lá como se chama) e há mesmo um percurso turístico ligado aos judeus, que passa por vários locais com eles relacionados.
O portão de entrada do campo de concentração de Majdanek, para onde foram deportados os judeus do gueto de Varsóvia. Nunca estive em nenhum campo de concentração e tenho pouca vontade de estar. Aqui chegámos tarde demais e já não houve tempo de entrar. O simples facto de estar perto desta porta e olhar para ali, ver o arame farpado, etc, já faz muita impressão. Deixa mesmo o coração pequenino.
Mas, para não terminar com uma imagem triste, fica a promessa de em breve colocar aqui fotos de Nałęczów.
Mas, para não terminar com uma imagem triste, fica a promessa de em breve colocar aqui fotos de Nałęczów.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Retratos de Sulejówek
No Domingo esteve um dia muito manhoso, com muita chuva. Sem sabermos muito bem o que fazer, decidimos ir dar uma volta de carro por algum sítio interessante. Pegámos no mapa e começámos a olhar para os arredores de Varsóvia, à procura de uma direcção para onde não tivessemos já ido passear. Deparámo-nos com Sulejówek, uma vila a leste de Varsóvia. Há uns tempos tínhamos lido algo sobre a casa que o Piłsudski lá tinha. Decidimos assim tentar a nossa sorte para aqueles lados, à procura de qualquer coisa de interesse.
Sulejówek não tem muito que se lhe diga. É a típica zona suburbana, sem nada de especial. No entanto, lá pelo meio há uma ou outra casa digna de se ver. Uma delas é a do Piłsudski. Por sorte, está aberta só ao sábado e ao domingo, pelo que pudémos visitá-la.
Quando se começou a retirar um pouco mais da vida política, o marechal Piłsudski mudou-se para Sulejówek. A mulher dele encontrou lá uma casa boa para o casal e as duas filhas pequenas. Um par de anos depois, o exército polaco construiu outra ao lado, como agradecimento por tudo o que o marechal fez pela pátria. Piłsudski morreu poucos anos antes do início da IIª Guerra Mundial. Com a invasão da Polónia pelos alemães e pelos russos em 1939, a viúva pegou nas filhas e fugiu para Inglaterra, deixando a casa de Sulejówek ao cuidado de familiares próximos. Depois da guerra, os comunistas fizeram questão de dispersar essas pessoas e transformaram a casa num jardim infantil. Só há poucos anos é que conseguiram recuperá-la. Existe o projecto de fazer ali um museu, mas para já ainda está tudo muito provisório, pouco há para ver. A fase de jardim infantil alterou bastantes coisas no interior da casa e, apesar de agora já estar muito parecido ao que era, ainda pode ser melhorado. O piso de cima, por exemplo, não pode ser visitado por funcionar ali a administração da "casa-museu". O plano é passar essa administração para a casa antiga, lá ao lado, mas primeiro que isso aconteça... Essa casa está abandonada e aparentemente em muito mau estado.
O senhor que toma conta daquilo é um bom guia, que vai contando muitas coisas. Falou, entre outras coisas, da estadia do Piłsudski na Madeira, recomendada pelo médico, para ver se se tratava com os bons ares da ilha (tinha um câncro no fígado).
Mas, para já, deixo aqui algumas fotos do local.
Sulejówek não tem muito que se lhe diga. É a típica zona suburbana, sem nada de especial. No entanto, lá pelo meio há uma ou outra casa digna de se ver. Uma delas é a do Piłsudski. Por sorte, está aberta só ao sábado e ao domingo, pelo que pudémos visitá-la.
Quando se começou a retirar um pouco mais da vida política, o marechal Piłsudski mudou-se para Sulejówek. A mulher dele encontrou lá uma casa boa para o casal e as duas filhas pequenas. Um par de anos depois, o exército polaco construiu outra ao lado, como agradecimento por tudo o que o marechal fez pela pátria. Piłsudski morreu poucos anos antes do início da IIª Guerra Mundial. Com a invasão da Polónia pelos alemães e pelos russos em 1939, a viúva pegou nas filhas e fugiu para Inglaterra, deixando a casa de Sulejówek ao cuidado de familiares próximos. Depois da guerra, os comunistas fizeram questão de dispersar essas pessoas e transformaram a casa num jardim infantil. Só há poucos anos é que conseguiram recuperá-la. Existe o projecto de fazer ali um museu, mas para já ainda está tudo muito provisório, pouco há para ver. A fase de jardim infantil alterou bastantes coisas no interior da casa e, apesar de agora já estar muito parecido ao que era, ainda pode ser melhorado. O piso de cima, por exemplo, não pode ser visitado por funcionar ali a administração da "casa-museu". O plano é passar essa administração para a casa antiga, lá ao lado, mas primeiro que isso aconteça... Essa casa está abandonada e aparentemente em muito mau estado.
O senhor que toma conta daquilo é um bom guia, que vai contando muitas coisas. Falou, entre outras coisas, da estadia do Piłsudski na Madeira, recomendada pelo médico, para ver se se tratava com os bons ares da ilha (tinha um câncro no fígado).
Mas, para já, deixo aqui algumas fotos do local.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mazúria
No Verão do ano passado passámos um fim-de-semana na Mazúria. Na Polónia é conhecida como a região dos lagos, pois nela encontram-se imenso e enormes lagos. Gostei muito e fiquei mesmo com vontade de lá voltar.
Há poucos dias, em conversa com uma amiga originária da Mazúria, fiquei a saber que aquela região só há relativamente poucos anos pertence à Polónia. Durante séculos esteve sob o domínio da Prússia. Só depois da IIª Guerra Mundial passou novamente a fazer parte da Polónia. Nessa altura, como aconteceu
com todo o lado ocidental da Polónia (na altura pertencentes ao Reich alemão), os habitantes da Mazúria viram-se forçados a sair das suas casas, para irem para a Alemanha. Sabia que isto tinha acontecido com os alemães que viviam em toda aquela zona da Pomerânia, Silésia, etc, etc, e com os polacos que viviam nos territórios actualmente pertencentes à Ucrânia e Bielorrússia. Não fazia ideia que o mesmo se tinha passado na Mazúria. Mas pelos vistos assim foi.
Essa minha amiga contou algumas coisas sobre a avó, que se recusou a sair da sua terra nessa altura. Diz que não se considera nem alemã, nem polaca, mas sim "mazura", se é que assim se pode dizer. Por causa disto, acabou por sofrer bastante quando os russos entraram por ali a dentro. Como era considerada alemã (pois vivia em território prusso), acabou por sofrer represálias por isso. As irmãs dela, por exemplo, tiveram vários filhos fruto de violações por parte dos soviéticos (tios desta minha amiga! Admito que faz impressão...). Eram assim, os russos. Já tinha ouvido a visão da avó do Stas, que vivia na zona oriental da Polónia, sobre eles e agora pelos vistos a avó desta amiga, de uma região completamente diferente, tem uma opinião igual. Os russos eram definitivamente bárbaros (e de certa forma continuam a ser...).
Com tudo isto fiquei então a saber que a Mazúria tem uma cultura própria e até teve (não sei se ainda tem) um dialecto próprio. Uma das nossas próximas viagens sem dúvida será para aqueles lados.
Há poucos dias, em conversa com uma amiga originária da Mazúria, fiquei a saber que aquela região só há relativamente poucos anos pertence à Polónia. Durante séculos esteve sob o domínio da Prússia. Só depois da IIª Guerra Mundial passou novamente a fazer parte da Polónia. Nessa altura, como aconteceu
com todo o lado ocidental da Polónia (na altura pertencentes ao Reich alemão), os habitantes da Mazúria viram-se forçados a sair das suas casas, para irem para a Alemanha. Sabia que isto tinha acontecido com os alemães que viviam em toda aquela zona da Pomerânia, Silésia, etc, etc, e com os polacos que viviam nos territórios actualmente pertencentes à Ucrânia e Bielorrússia. Não fazia ideia que o mesmo se tinha passado na Mazúria. Mas pelos vistos assim foi.Essa minha amiga contou algumas coisas sobre a avó, que se recusou a sair da sua terra nessa altura. Diz que não se considera nem alemã, nem polaca, mas sim "mazura", se é que assim se pode dizer. Por causa disto, acabou por sofrer bastante quando os russos entraram por ali a dentro. Como era considerada alemã (pois vivia em território prusso), acabou por sofrer represálias por isso. As irmãs dela, por exemplo, tiveram vários filhos fruto de violações por parte dos soviéticos (tios desta minha amiga! Admito que faz impressão...). Eram assim, os russos. Já tinha ouvido a visão da avó do Stas, que vivia na zona oriental da Polónia, sobre eles e agora pelos vistos a avó desta amiga, de uma região completamente diferente, tem uma opinião igual. Os russos eram definitivamente bárbaros (e de certa forma continuam a ser...).
Com tudo isto fiquei então a saber que a Mazúria tem uma cultura própria e até teve (não sei se ainda tem) um dialecto próprio. Uma das nossas próximas viagens sem dúvida será para aqueles lados.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Retratos de Kazimierz Dolny
No sábado fomos passar o dia a Kazimierz Dolny. Há imenso tempo que tinha vontade de lá ir, mas nunca se tinha proporcionado. Este sábado, mesmo depois de ter arrancado um siso na véspera, lá nos metemos a caminho. Tivemos sorte, porque nos dias anteriores tinha chovido, mas naquele dia não caiu uma gota. A viagem é um bocado chata - como a maioria das viagens na Polónia, pela qualidade da estrada. Quer dizer, há zonas boas onde não dá para andar muito depressa e zonas com piso péssimo onde até se consegue andar alguma coisa de jeito. Coitadinho do nosso carro!...
Kazimierz é uma cidade situada na margem do rio Vístula. O rei Kazimierz o Grande construiu ali um castelo para vigiar o acesso por barco a Cracóvia (na altura a capital do reino). Devo dizer que o castelo tem de facto uma vista estrondosa para o rio. Era impossível alguém passar por ali despercebido. Infelizmente o castelo foi destruido durante a guerra com os suecos e depois com as partilhas da Polónia (Kazimierz ficou na parte que pertencia à Rússia), os russos não deixaram reconstruir o castelo. Anos mais tarde, no período entre guerras ainda tentaram, mas de tal modo o castelo estava degradado que não havia mesmo hipótese. Note-se que à saída da praça do mercado encontrámos um muro de uma casa curiosamente construido com pedras iguais à do castelo (típico, as pessoas roubarem das ruinas para as suas próprias casas...).
Kazimierz é uma vila que lembra um pouco o estilo de Sintra. Tem uma praça central onde há algumas casas bonitas e muitas lojas de recordações. Dizem que é típico de lá pão em forma de galo. Nós por acaso não comprámos, mas vi à venda em vários locais. Para além disso vendiam também muitas coisas de verga.
Mas em vez de estar a descrever, vou mostrar alguns pormenores interessantes da vila (se quiserem ver alguma das fotos com melhor qualidade, cliquem em cima dela).

Uma das casas bonitas da praça do mercado. Esta e a do lado têm a fachada toda esculpida, são muito bonitas.

Outra vista da praça, com umas arcadas onde há lojas e os típicos artistas que há em todos os centros de cidades...

A zona das esplanadas na praça central.

Uma fonte no meio da praça (já estava farta daqueles tipo que nunca mais saíam dali, por isso tirei a foto mesmo com eles...).


Um pormenor de uma janela e da porta principal da igreja de Kazimierz.

A vista do castelo sobre a cidade e o rio.

A torre, que fica a uns metros do castelo.

O castelo visto da torre.

Parte de cima da fachada do museu de Kazimierz.

Entrada da "Galeria do Vinho Tinto"...
Kazimierz é uma cidade situada na margem do rio Vístula. O rei Kazimierz o Grande construiu ali um castelo para vigiar o acesso por barco a Cracóvia (na altura a capital do reino). Devo dizer que o castelo tem de facto uma vista estrondosa para o rio. Era impossível alguém passar por ali despercebido. Infelizmente o castelo foi destruido durante a guerra com os suecos e depois com as partilhas da Polónia (Kazimierz ficou na parte que pertencia à Rússia), os russos não deixaram reconstruir o castelo. Anos mais tarde, no período entre guerras ainda tentaram, mas de tal modo o castelo estava degradado que não havia mesmo hipótese. Note-se que à saída da praça do mercado encontrámos um muro de uma casa curiosamente construido com pedras iguais à do castelo (típico, as pessoas roubarem das ruinas para as suas próprias casas...).
Kazimierz é uma vila que lembra um pouco o estilo de Sintra. Tem uma praça central onde há algumas casas bonitas e muitas lojas de recordações. Dizem que é típico de lá pão em forma de galo. Nós por acaso não comprámos, mas vi à venda em vários locais. Para além disso vendiam também muitas coisas de verga.
Mas em vez de estar a descrever, vou mostrar alguns pormenores interessantes da vila (se quiserem ver alguma das fotos com melhor qualidade, cliquem em cima dela).

Uma das casas bonitas da praça do mercado. Esta e a do lado têm a fachada toda esculpida, são muito bonitas.

Outra vista da praça, com umas arcadas onde há lojas e os típicos artistas que há em todos os centros de cidades...

A zona das esplanadas na praça central.

Uma fonte no meio da praça (já estava farta daqueles tipo que nunca mais saíam dali, por isso tirei a foto mesmo com eles...).


Um pormenor de uma janela e da porta principal da igreja de Kazimierz.

A vista do castelo sobre a cidade e o rio.

A torre, que fica a uns metros do castelo.

O castelo visto da torre.

Parte de cima da fachada do museu de Kazimierz.

Entrada da "Galeria do Vinho Tinto"...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Primeiro contacto físico com o Mar Báltico
Na semana passada fomos passar uns dias à praia. Foi o meu primeiro contacto físico com o Mar Báltico. Há um ano e meio já tinha estado na zona da Trójmiasto (nome como é conhecida a região de Gdańsk, Gdynia e Sopot), mas como era Inverno limitei-me a olhar o mar, de kispo e gorro enfiado quase até ao nariz. Desta vez foi diferente.
Na 4ª feira ao fim da tarde partimos em direcção a Ustka, uma cidade
portuária no norte da Polónia. Pensámos muito sobre que trajecto tomar e por fim decidimos ir por um caminho um pouco mais estranho, mas em que beneficiaríamos de vários quilómetros de autoestrada. A viagem até nem se fez mal - só ao princípio a Teresa se queixou um bocado, mas depois sossegou. Chegámos à meia-noite. Estas viagens por dentro da Polónia são sempre longas, devido ao tipo de estradas. Elas até nem são más, há muitas rectas onde se anda bastante bem. O problema é que de repente entra-se numa povoação, surgem passadeiras, cruzamentos, etc, e lá se vai a boa velocidade a que vínhamos.
Para já, vou só referir a viagem de ida e de regresso, a estadia na praia fica para outro post. A piada de se andar por estas estradas nacionais é que se vão encontrando umas coisas interessantes. Tanto para lá como para cá cruzámos duas vilas onde havia ruínas de castelos dos templários. Numa delas, o castelo estava ainda muito bem conservado. Lembrou-me bastante o de Ciechanów, onde estivemos no ano passado, mas acho que era mais bonito. Tenho algumas fotos que tirámos na viagem de regresso, porque tivemos o azar (ou a sorte) de ficar parados numa fila nuns semáforos mesmo ali. Depois mostro. Acho muito interessante este tipo de castelos, porque não tem nada a ver com os nossos. São de tijolo, em algumas zonas há tijolos mais escuros a fazer um pequeno desenho, depois têm uns buracos onde se enfiavam umas grossas traves de madeira para formar pisos. São mesmo giros. Numa dessas vilas vimos, uns quilómetros à frente do castelo em ruínas, uma casa antiga também de tijolo. Tinha completamente ar de ter sido construída com os tijolos que faltavam ao castelo! Este pessoal pelos vistos desenrascava-se como podia.
Durante a viagem cruzámos o rio Vístula duas vezes, da segunda vez antes de entrar na autoestrada. A autoestrada é boa, anda-se lá muito bem. Só falta introduzirem Via Verde, para não se ter de ficar parado nas portagens, mas... para isso é preciso haver uns quilómetros mais de autoestrada na Polónia! Depois de sair, fomos por uma estrada secundária que atravessou a região dos Kaszubi. É uma região da Polónia muito característica, penso que a única que tem um dialecto próprio. As placas com os nomes das povoações apareciam sempre escritas em polaco e por baixo ou mais à frente em "kaszubiano". Não consegui tirar uma fotografia a nenhuma, porque já era muito tarde e íamos com alguma pressa.
Quase na etapa final da viagem, passámos por Słupsk. Para minha grande surpresa, esta cidade parecia não ter nada de polaco! O Staś dizia que parecia uma cidade alemã. Nunca estive na Alemanha (pelo menos fora dum aeroporto), mas de facto polaco é que aquilo não era! E, na realidade, aquela região pertenceu durante anos à Prússia, daí que seja muito normal ter influências germânicas. Não entrámos a fundo na cidade, só atravessámos algumas ruas principais. Mas devo dizer que a achei lindíssima.
Em relação a Ustka, a cidade portuária e de praia daquela zona, também não parece muito polaca. É uma típica cidade de praia, em alguns aspectos lembrou-me a Figueira. Não pensei que na Polónia pudesse haver sítios assim. Gostei de ver. É curioso ver letreiros escritos em polaco e alemão, para os turistas.
Da viagem de regresso pouco há a dizer. Desta vez, peguei no volante, pelo menos duas vezes, para não sobrecarregar o Staś. Achei um bocado chato conduzir nas nacionais, mas por sorte também pude guiar na circular de Grańsk e ainda um bocado de autoestrada. A viagem correu sem sobressaltos, mas a certa altura, numa dessas estradas meio secundárias, começámos a ver uns brutos a ultrapassar e a andarem a abrir. Uns quilómetros mais à frente apanhámos uma fila gigante de carros. Primeiro pensámos que seria um semáforo, pois estávamos à entrada de uma vila. Depois, percebemos que tinha sido um acidente... Provavelmente um daqueles alarves a conduzir... Sem saber o que fazer, decidimos inverter a marcha e ir em sentido contrário. Vimos uns carros à nossa frente que começaram a meter-se por um caminho de terra batida (seria mesmo um caminho?? Aquilo mais parecia a horta do Ti'Manel... Enfim...) e metemo-nos também atrás deles. Mais à frente virámos à direita, continuando no meio do campo e quando olhei para trás vi que vinha uma fila de uns 20 ou 30 carros atrás de nós. Decidiram todos fugir por ali. Tivemos sorte que o carro não se estragou (não temos propriamente um jeep...) e depois lá conseguimos retomar a viagem normalmente. O regresso, apesar de termos saído mais cedo, foi um bocado mais secante. A Teresa decidiu que não gostou do lanche a meio da viagem e forçou-nos a uma paragem numa terra desconhecida para trocar de roupa e limparmos o carro. Vicissitudes. À chegada a Varsóvia, tudo normal, como quando tínhamos saído. Os meus olhos esforçavam-se por estar bem alerta durante esta última fase da viagem. Demorámos quase 9h!... Foi um massacre, sem dúvida nenhuma. Mas acho que valeu a pena, só para poder estar uns diazitos na praia.
Na 4ª feira ao fim da tarde partimos em direcção a Ustka, uma cidade
Para já, vou só referir a viagem de ida e de regresso, a estadia na praia fica para outro post. A piada de se andar por estas estradas nacionais é que se vão encontrando umas coisas interessantes. Tanto para lá como para cá cruzámos duas vilas onde havia ruínas de castelos dos templários. Numa delas, o castelo estava ainda muito bem conservado. Lembrou-me bastante o de Ciechanów, onde estivemos no ano passado, mas acho que era mais bonito. Tenho algumas fotos que tirámos na viagem de regresso, porque tivemos o azar (ou a sorte) de ficar parados numa fila nuns semáforos mesmo ali. Depois mostro. Acho muito interessante este tipo de castelos, porque não tem nada a ver com os nossos. São de tijolo, em algumas zonas há tijolos mais escuros a fazer um pequeno desenho, depois têm uns buracos onde se enfiavam umas grossas traves de madeira para formar pisos. São mesmo giros. Numa dessas vilas vimos, uns quilómetros à frente do castelo em ruínas, uma casa antiga também de tijolo. Tinha completamente ar de ter sido construída com os tijolos que faltavam ao castelo! Este pessoal pelos vistos desenrascava-se como podia.
Durante a viagem cruzámos o rio Vístula duas vezes, da segunda vez antes de entrar na autoestrada. A autoestrada é boa, anda-se lá muito bem. Só falta introduzirem Via Verde, para não se ter de ficar parado nas portagens, mas... para isso é preciso haver uns quilómetros mais de autoestrada na Polónia! Depois de sair, fomos por uma estrada secundária que atravessou a região dos Kaszubi. É uma região da Polónia muito característica, penso que a única que tem um dialecto próprio. As placas com os nomes das povoações apareciam sempre escritas em polaco e por baixo ou mais à frente em "kaszubiano". Não consegui tirar uma fotografia a nenhuma, porque já era muito tarde e íamos com alguma pressa.
Quase na etapa final da viagem, passámos por Słupsk. Para minha grande surpresa, esta cidade parecia não ter nada de polaco! O Staś dizia que parecia uma cidade alemã. Nunca estive na Alemanha (pelo menos fora dum aeroporto), mas de facto polaco é que aquilo não era! E, na realidade, aquela região pertenceu durante anos à Prússia, daí que seja muito normal ter influências germânicas. Não entrámos a fundo na cidade, só atravessámos algumas ruas principais. Mas devo dizer que a achei lindíssima.
Em relação a Ustka, a cidade portuária e de praia daquela zona, também não parece muito polaca. É uma típica cidade de praia, em alguns aspectos lembrou-me a Figueira. Não pensei que na Polónia pudesse haver sítios assim. Gostei de ver. É curioso ver letreiros escritos em polaco e alemão, para os turistas.
Da viagem de regresso pouco há a dizer. Desta vez, peguei no volante, pelo menos duas vezes, para não sobrecarregar o Staś. Achei um bocado chato conduzir nas nacionais, mas por sorte também pude guiar na circular de Grańsk e ainda um bocado de autoestrada. A viagem correu sem sobressaltos, mas a certa altura, numa dessas estradas meio secundárias, começámos a ver uns brutos a ultrapassar e a andarem a abrir. Uns quilómetros mais à frente apanhámos uma fila gigante de carros. Primeiro pensámos que seria um semáforo, pois estávamos à entrada de uma vila. Depois, percebemos que tinha sido um acidente... Provavelmente um daqueles alarves a conduzir... Sem saber o que fazer, decidimos inverter a marcha e ir em sentido contrário. Vimos uns carros à nossa frente que começaram a meter-se por um caminho de terra batida (seria mesmo um caminho?? Aquilo mais parecia a horta do Ti'Manel... Enfim...) e metemo-nos também atrás deles. Mais à frente virámos à direita, continuando no meio do campo e quando olhei para trás vi que vinha uma fila de uns 20 ou 30 carros atrás de nós. Decidiram todos fugir por ali. Tivemos sorte que o carro não se estragou (não temos propriamente um jeep...) e depois lá conseguimos retomar a viagem normalmente. O regresso, apesar de termos saído mais cedo, foi um bocado mais secante. A Teresa decidiu que não gostou do lanche a meio da viagem e forçou-nos a uma paragem numa terra desconhecida para trocar de roupa e limparmos o carro. Vicissitudes. À chegada a Varsóvia, tudo normal, como quando tínhamos saído. Os meus olhos esforçavam-se por estar bem alerta durante esta última fase da viagem. Demorámos quase 9h!... Foi um massacre, sem dúvida nenhuma. Mas acho que valeu a pena, só para poder estar uns diazitos na praia.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Retratos dispersos dos últimos tempos
Só hoje é que finalmente decidi passar para o computador algumas fotos que tinha no telemóvel. Aqui deixo estas três que achei interessantes para o blog (todas tiradas já há algum tempo).
No restaurante de fast food Mała Turcja (Pequena Turquia), no Centro Comercial de Sadyba, em Varsóvia, servem kebab, grill e... pide???
A típica cromice nas aldeias - um letreiro a dizer "Uwaga zły pies, a gospodarz jeszcze gorszy", ou seja, "Cuidado, cão feroz e dono ainda pior"...
Os famosos essenciais da Compal! Num hipermercado (sinceramente já não me lembro qual) encontrei no meio das alfaces e dos tomates este cartaz meio escondido. Tem por cima a marca Ogrody Natury, que penso que comercializava estes potezinhos na Polónia. Este cartaz estava nas costas de um frigorífico onde havia produtos marca Ogrody Natury, mas não estes. Infelizmente nunca os vi à venda por cá.
No restaurante de fast food Mała Turcja (Pequena Turquia), no Centro Comercial de Sadyba, em Varsóvia, servem kebab, grill e... pide???
A típica cromice nas aldeias - um letreiro a dizer "Uwaga zły pies, a gospodarz jeszcze gorszy", ou seja, "Cuidado, cão feroz e dono ainda pior"...
Os famosos essenciais da Compal! Num hipermercado (sinceramente já não me lembro qual) encontrei no meio das alfaces e dos tomates este cartaz meio escondido. Tem por cima a marca Ogrody Natury, que penso que comercializava estes potezinhos na Polónia. Este cartaz estava nas costas de um frigorífico onde havia produtos marca Ogrody Natury, mas não estes. Infelizmente nunca os vi à venda por cá.
terça-feira, 10 de março de 2009
Retratos do fim-de-semana
Um pormenor das paredes das casas de madeira. Elas costumam ter entre as traves estes rolinhos de palha (ou lá o que isto é) muito bem enrolados. Tradicionalmente, se entre as traves não houver isto, entra o ar. No entanto, hoje em dia há muita gente que usa estes rolinhos só para enfeitar e cola-os, para não saírem.
Vista de uma das estradas por onde tivemos de passar.
A pista de Kotelnica, em Białka Tatrzańska, por volta das 20h.
A vista de domingo de manhã. Estava tudo lindíssimo.
No caminho de regresso tivemos alguns problemas por causa da neve. Em certos sítios era quase impossível identificar onde ficava a estrada; tínhamos mesmo de conhecer o caminho ou então íamos parar sei lá onde.
O contraste no regresso: em Cracóvia apanhámos imenso sol e um dia lindo (à ida fomos por Katowice, no regresso por Cracóvia).
Vista de uma das estradas por onde tivemos de passar.
A pista de Kotelnica, em Białka Tatrzańska, por volta das 20h.
A vista de domingo de manhã. Estava tudo lindíssimo.
No caminho de regresso tivemos alguns problemas por causa da neve. Em certos sítios era quase impossível identificar onde ficava a estrada; tínhamos mesmo de conhecer o caminho ou então íamos parar sei lá onde.
O contraste no regresso: em Cracóvia apanhámos imenso sol e um dia lindo (à ida fomos por Katowice, no regresso por Cracóvia).
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