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sábado, 28 de dezembro de 2013

O Natal no centro de Varsóvia

Sem muito tempo para descrever o nosso Natal polaco, deixo apenas algumas fotos das iluminações na zona histórica de Varsóvia. 

A praça do mercado com efeitos luminosos nas fachadas.

Por baixo destas luzes "à Santos Populares" havia um ringue de patinagem no gelo.

A praça do palácio, com a sua enorme árvore de Natal luminosa e efeitos na fachada do palácio.

A árvore de Natal e o presépio em frente à catedral do exército polaco, com uma mensagem de boas festas deste. Dentro do casebre do presépio havia ovelhas vivas, mas estavam escondidas a dormir (não deviam estar escondidas do frio, porque estavam 9ºC).

A praça do mercado da Cidade Nova.

Este urso gigante tinha altifalantes nos pés e mexia a boca, contando assim histórias de Natal às crianças. Muito giro.

A árvore de Natal e os enfeites luminosos na praça da Cidade Nova.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Um bocadinho do tempo de Portugal na Polónia

Há uma semana fomos passear ao centro de Varsóvia e, num jardim, assistimos a uma sessão fotográfica de uns noivos. Até aqui tudo bem, não fossem estar 9ºC ao sol, com vento gélido, e a noiva e a madrinha estarem com vestidos cai-cai... Para dar uma ideia, eu estava de sobretudo e cheia de frio. Mesmo o sol não me conseguia aquecer... Cheira-me que esta noiva passou a lua-de-mel a beber chá de limão com mel e a tomar anti-inflamatórios.

Agora, se tivessem decidido casar-se uma semana depois... a história era outra! Nos últimos dias temos tido um tempo espectacular por aqui. Com máximas à volta dos 20ºC!! A sair de casa sem casacos, nem chapéus, nem cachecóis. Com as botas bem fechadinhas em casa no armário. 
Para mim tem sido uma maravilha. É a primeira vez desde que vivo na Polónia que apanho uns dias assim no fim de Outubro. Deus queira que se mantenham ainda algum tempo! Só de pensar que exactamente há um ano caíram as primeiras neves!... :)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Água é vida

A bebida que mais bebo durante o dia é água. Às vezes bebo um chá, raramente bebo sumos. Já os polacos preferem beber chá, sumos, água com gás, água com limão,... Aos bebés, por exemplo, começam desde muito cedo a dar chás e sumos. Aquela imagem que temos dos bebés agarrados a um biberon ou caneca de água cá é alterada por recipientes com líquido colorido dentro. Sempre tive de lidar com a surpresa das mães polacas por os meus filhos preferirem beber água. Tanto um como outro prefere sempre água - e eu também.
Nos últimos dias tive duas situações que tornaram o meu hábito de beber água algo estranho. Em casa duns amigos dei por mim a querer beber um copo de água. Procurei visualmente uma garrafa ou garrafão e avistei uma na cozinha. Servi-me um pouco e quando fui a beber... blhac, era uma daquelas águas meio água das pedras, péssima! Acabei a beber água do biberon do M... Entretanto, por acaso, chegaram as compras que eles tinham encomendado online e nada de água (nós encomendamos sempre uns 5 garrafões). Fico a pensar: o que é que eles bebem?? Já noutro dia, em casa de outros, foi o contrário. Dizem-me eles: "Desculpa, mas não temos sumos... Se calhar queres um chá..." Nem queriam acreditar quando lhes disse que preferia beber água! Sim, porque é muito comum eu chegar a casa de alguém, pedir um copo de água e as pessoas acharem que eu estou a fazer cerimónia e quererem obrigar-me a beber qualquer outra coisa.
É tudo uma questão de hábito. Penso que terá a ver com o facto de durante muitos anos não haver água potável nas torneiras. Actualmente, apesar de dizerem que em Varsóvia já se pode beber água da torneira, na prática eu não me fio nisso. Eu e quase toda a gente. A água sabe mal (há uns meses bebi um copo de água da torneira por distração), às vezes tem uma cor estranha e tem imenso calcário. Ora, durante aqueles anos difíceis do comunismo, em que não dava para se estar sempre a comprar garrafões de água, o normal era ferver a água da torneira e beber assim, sobretudo em chás. 
É estranho não se poder beber água da torneira. A T., por exemplo, sabe que aqui no banho não pode beber água do chuveiro, mas em Portugal pode. No fundo é tudo uma questão de hábito.

sábado, 12 de outubro de 2013

Politiquices

Amanhã é dia de referendo em Varsóvia. Uma iniciativa que começou sem ser notada, mas acbou por ganhar enormes proporções. Varsóvia está divida em diferentes regiões administrativas. Cada uma delas tem um presidente da câmara, assembleia e todos os órgãos normais de uma câmara. Acima de todos está o presidente da cidade, que é basicamente quem decide quanto dinheiro vai para cada câmara e trata das questões mais importantes da cidade.
Ora, Varsóvia tem há uns anos uma presidente que nos últimos tempos tem deixado muito a desejar. Então, o presidente da câmara de Ursynow (onde nós vivemos), cheio de ambições políticas, decidiu iniciar uma recolha de assinaturas para fazer um referendo, para decidir se ela há-de continuar a governar a cidade. Tal como disse, a iniciativa foi ganhando grandes proporções e o senhor tornou-se conhecido (que no fundo era o que ele queria). Amanhã é o referendo e agora a questão é se irão votar pessoas suficientes para o validar. É que os apoiantes da actual presidente são contra o referendo e querem boicotá-lo. Enfim...
Tudo isto ser-me-ia totalmente indiferente, não tivessemos nós um amigo que é deputado municipal na nossa câmara e do mesmo partido do presidente (um partido independente que reúne gente de facções políticas diferentes - o presidente, por exemplo, é muitíssimo de esquerda, o que faz que muitas pessoas não o queiram apoiar neste referendo). Ou seja, desde o início que acompanhamos a campanha contra a presidente. E devo dizer que apoio totalmente os argumentos iniciais que eles usaram. Para além disso, desde que começou esta campanha, a presidente resolveu uma série de problemas que se andavam a arrastar há meses, o que foi muito bom. O problema é que a partir de certa altura o presidente começou a querer dar demaisdo nas vistas. Por exemplo, a cidade está agora cheia de cartazes dele a incentivar as pessoas a irem votar, só que basicamente o cartaz é a cara dele e o nome, e só num lado diz para as pessoas irem votar. E isto acho absurdo.
Não faço ideia se o referendo vai ser vinculativo ou não, e se for qual será o resultado. Sei que em alguns aspectos Varsóvia já ganhou e as coisas que estavam mal e se andam a arrastar duvido que sejam resolvidas tão cedo. Basicamente são manobras de diversão política e independentemente do resultado, o nosso presidente já ganhou o que queria ganhar: notoriedade política.

sábado, 28 de setembro de 2013

O Outono em Łazienki

Por saber como não gosto do Outono na Polónia, uma amiga sugeriu que eu participasse num passeio guiado com um biólogo no parque de Łazienki sobre as alterações da natureza no Outono. Achei que podia ser uma boa ideia e por isso hoje de manhã arranjámo-nos depressa para conseguir estar lá à hora certa.
A visita foi bem interessante. O nosso guia, o biólogo Darek (não me lembro do apelido...!) - especialista em insectos... - levou-nos a dar uma volta pelo parque, parando por aqui e por ali para algumas explicações. Foi uma autêntica aula de revisões de ciências da natureza, com lições sobre a fotossíntese, sobre o modo como as folhas mudam de cor e porque é que caem das árvores. Mostrou-nos ainda alguns insectos do parque e fiquei a saber que existem joaninhas bordeaux com pintinhas brancas! Tirei algumas fotos que podem ilustrar melhor este passeio.

O nosso guia a explicar porque as folhas mudam de cor e caem das árvores.

Um esquilo. Há imeeeeensos em Łazienki. Nem sei quantos vi hoje! São espécies protegidas por isso é proibido apanhá-los. Mas não têm medo de nós e se tivermos comida, é provável que venham comer das nossas mãos. Agora uma curiosidade do bilinguismo: em polaco, a palavra esquilo (wiewiórka) é feminina. A T. passou o tempo a dizer coisas tipo: "Vamos apanhá-la!", referindo-se ao esquilo.

O guia a mostrar alguns dos insectos que apanhou de uma das árvores com a sua rede.

Um turista asiático teve este momento de contacto com um esquilo.

A qualidade da foto não é grande coisa (telemóvel...), mas dá para ter uma ideia da transformação da cor nestas árvores, desde o verde ainda muito verde do lado esquerdo até ao verde-amarelado do lado direito.

Novamente sem grande qualidade, mas com algum esforço percebe-se que ao longe as árvores têm diferentes cores outonais. Na relva, patos.

Uma autêntica cratera numa árvore, feita por insectos (blhec). Na parte de baixo da foto vê-se um pouco da areia em que os ditos bichos transformaram a madeira da pobre árvore.

Esta risca vertical de cor diferente no tronco da árvore é provocada pela queda de um raio durante uma trovoada. O nosso guia explicou que quando isto acontece, a temperatura da água dentro da árvore sobre brutalmente e queima-a toda por dentro (ouch!!). A seguir a esta vimos outra também com uma marca enorme. Árvore sofre!

Uma casa de pássaros vandalizada por animais. Explicou-nos o guia que pode ter sido por outros pássaros, ou até por... esquilos! Disse ele que estes bichinhos que toda a gente adora volta e meia, quando acham caso disso, tornam-se nas maiores pestes e são capazes de atacar (outros animais, entenda-se). Mas acho que o pior mesmo foi saber que há pássaros que atacam ninhos de outros pássaros, incluíndo os bebés que lá estejam...

Um dos primeiros sinais do Outono na Polónia.

Já fora da visita, passámos pelo famoso monumento de Chopin. Quando estávamos já de saída, ouvi um guia a contar a um grupo um pormenor interessante que desconhecia sobre ela. Ora diz que durante a IIª Guerra Mundial esta estátua foi totalmente destruída. Alguns anos mais tarde, não-sei-quem encontrou num ferro-velho... a cabeça do Chopin! A partir daí, e com base numa réplica em miniatura que havia não-sei-onde (ok, ele estava com outro grupo, não ouvi bem tudo...), reconstruíram a estátua tal qual como está hoje. E esta, heim?

Depois de todo este passeio, a questão final é: Será que fiquei a gostar mais do Outono na Polónia? Sinceramente não sei. O Outono é de facto muito bonito, com as árvores pintadas de mil cores. Mas o frio (podemos sempre agasalhar-nos!)... a chuva (para que servem as galochas??)... os dias pequenos (para isto não arranjo solução... só mesmo a companhia de bons amigos!!)... são muuuuito chatos. Quem sabe, pode ser que este ano seja melhor do que nos anteriores!

PS - Uma observação minha: quando estávamos a regressar, começou a choviscar. E a quantidade de gente a passear por lá, a chegar para passear, grupos organizados, pais com bebés de colo,...? Imensos!! Realmente, os cerca de 7ºC e uma chuvinha não metem medo a ninguém. Eu é que, para dizer a verdade, já estava a gelar, mesmo depois de ter tomado um chocolate quente...

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A envolvente do Estádio Nacional

Quando fomos à Festa da Ciência, como seria difícil estacionar na zona, resolvemos deixar o carro de um lado do rio e depois atravessar a ponte a pé até ao estádio nacional. Aproveitei para tirar uma ou duas fotos durante o percurso.

A envolvente do estádio nacional muito bem arranjada - resquícios do Euro 2012...

A ponte Swietokrzyska tem zona para os peões passarem e ciclovia. Ao longe vê-se o balão de ar quente da Orange onde se pode ver Varsóvia das alturas.

Vista da outra ponte, com a ponte ferroviária ao longe e barcos-hotel encostados à margem do Vístula.

Uma mini-praia fluvial com algumas pessoas.

A ponte ferroviária e o centro de Varsóvia ao longe.

(e não há mais fotos de jeito, porque estávamos a andar depressa e o telefone não dá para mais...)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Festa da Ciência

Depois de ver os nossos planos de sábado alterados, acabámos por ir à Festa da Ciência no Estádio Nacional, organizada pelo Centro de Ciência de Copérnico (um sítio que vale mesmo a pena visitar, mas isso fica para outro post). Deixámos o M. com a avó e seguimos rumo ao estádio. A T. aguentou-se muito bem, tendo em conta que andámos sei lá quantos quilómetros. À volta do estádio havia mais de cem barraquinhas onde diferentes instituições apresentavam coisas ligadas à ciência. Eram tantas e havia tanta gente que devemos ter visto talvez 10% ou menos do todo. Para além de que a maioria das coisas era mais para crianças a partir dos 10 anos. Mesmo assim, a T. ainda conseguiu participar em algumas coisas, incluíndo numa experiência de construção de um foguetão. O S. fez um jogo sobre gestão financeira e ganhou moedas de chocolate. No meio de milhares de pessoas ainda conseguimos encontrar uns amigos e, para maior coincidência, encontrámo-nos diante da barraquinha onde estava outro amigo nosso a fazer tijolos de barro para os miúdos construirem um mini-estádio.
Um robô que reage aos movimentos das mãos das pessoas. Se fazemos com a mão sinal para vir, ele vem; se fazemos sinal para parar, ele pára.

Conforme esta menina dava à bomba, o nível da água ia subindo.

O foguetão da T. Quando se aperta a garrafa, a ponta azul salta.

O interior de um carro com os materiais todos à mostra. No banco da frente de lado vê-se a bolsa com o airbag.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Veturilo

Uma das grandes invenções do último ano foi o sistema municipal de aluguer de bicicletas de Varsóvia, chamado Veturilo. Veturilo é uma palavra em esperanto (língua inventada por um polaco) e que significa meio de transporte. Esta ideia começou no Verão do ano passado e basicamente consiste em dezenas de pontos de aluguer de bicicletas em toda a cidade, sendo que podemos alugar num lado e deixar noutro. O Veturilo está integrado na rede de transportes públicos da cidade e é considerado isso mesmo: um transporte público. Para andar, temos de nos registar na página da internet e pagar uma caução. Depois, se andarmos até 20 minutos, não pagamos nada. Se andarmos entre 20min e 1h pagamos 1zl e a partir daí vai aumentando a pouco e pouco. Ah, e é tudo self-service.
(Mapa dos pontos de bicicletas no centro de Varsóvia)

No ano passado, quando começou, havia ainda poucos pontos de bicicletas, mas agora, desde que começou a época (de Março a Novembro) apareceram já imensos. Normalmente estão junto às estações de metro, universidades, zonas comerciais e em todos os locais onde costuma haver aglomerados de pessoas (piscinas, pavilhões, zonas de escritórios, etc.). Para além disso, há também no meio de bairros habitacionais normais.

Pessoalmente acho a ideia giríssima. Se tivessem cadeira para bebés, de certeza que já tinha usado. Quando ando na rua farto-me de ver pessoas nessas bicicletas, sobretudo estudantes. É muito prático, faz-nos poupar tempo de deslocação e é bastante agradável. Só é chato depender muito do tempo, o que na Polónia é arriscado. Este ano, por exemplo, o Inverno foi prolongado, por isso teve de abrir mais tarde. Agora, nas últimas semanas, temos trovoada atrás de trovoada, com cargas de água monumentais, o que também inviabiliza a utilização destas bicicletas. De qualquer maneira, quando está bom tempo, vale a pena aproveitar.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ganhou 28 milhões de zlótis no totoloto polaco

Esta semana havia um grande prémio em jogo no totoloto, de 52 milhões de zlótis. Nós ainda jogámos uma quantia simbólica só por piada. Ontem, as notícias diziam que havia dois vencedores, um deles em Varsóvia. O mais curioso é que esse tinha entregado o boletim aqui perto. Hoje fiquei a saber que precisamente esse sortudo trabalhava no call-center da empresa do Stas!!! Entretanto já se despediu e, ao que parece, publicou no facebook fotos do boletim vencedor e anda a contar a toda a gente que ganhou. Pobre rapaz, cheira-me que o dinheiro vai desaparecer bem mais depressa do que ele pensa...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pseudo-praia em Varsóvia

Há poucos meses abriram uma pseudo-praia em Varsóvia. Fica em Wilanów e não percebi ainda se aquilo tem algum patrocínio da cidade de Gdynia. Trata-se de um recinto cheio de areia (que penso que veio precisamente de Gdynia), com uma zona para as crianças brincarem, seja na areia ou em baloiços, escorregas e outros que tais, e uma zona onde se pode tomar alguma bebida (não verifiquei se se pode comer a sério). Tem também várias cadeiras de pano tipo praia e pufs para quem quiser ir apanhar banhos de sol. Estivemos lá neste fim-de-semana pela primeira vez, pois já há algum tempo que tínhamos curiosidade de lá ir. No areal as crianças brincavam, alguns adultos apanhavam sol (vi pessoas que estavam de fato de banho, mas com algumas peças de roupa por cima), outros escondidos na sombra tomavam uma cervejinha ou algo do estilo. Para quem tem filhos pequenis, ali dá para passar uma tarde agradável e descansada, pois as crianças ficam entretidas, debaixo de olho e os pais podem também relaxar.
Claro que comparar isto com uma praia normal é um sacrilégio. Não tem absolutamente nada a ver. Se calhar para os varsovianos poderá ter alguma piada, mas para mim, depois de duas semaninhas no Algarve, não me convenceu. Só mesmo pela perspectiva de ser um café com parque infantil incluido (e muita areia no chão).



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fonte multimédia

Há uns meses foi inaugurada na parte antiga da cidade uma fonte enorme, com uma série de jactos de água e que à noite fica iluminada. Todos os sábados, nos meses "quentes", fazem um espectáculo multimédia, como eles lhe chamam, com música, luzes sincronizados com os jactos de água da fonte. Há umas semanas, meio à maluca, no fim do jantar fomos lá para ver que tal era. Chegámos no fim do primeiro espectáculo e ainda assistimos ao segundo. O parque estava cheio de gente, com um ambiente muito festivo e agradável. Os dois espectáculos multimédia eram diferentes. O segundo, que foi aquele que vimos na totalidade, estava muito giro, mas achei uma propaganda exagerada à União Europeia (tudo por causa da presidência polaca). Era non-stop UE, UE, UE, somos todos Europa, etc. Até enjoava... Mas se nos abstraíssemos dessa temática, estava muito bem feito. A Teresa aplaudiu em alguns momentos e gritava: eeeeeee!, de entusiasmo por ver aquilo. Tentei tirar fotos, mas a máquina não capta tão bem, ao vivo é que dá para ver o efeito real. Estas imagens são abstractas, mas em alguns momentos passaram imagens como o logo da presidência polaca na UE, uma animação com duas pessoas a dançar e coisas do estilo. Num momento faziam efeitos de luzes com as cores das bandeiras dos diferentes Estados europeus e quando chegou a vez de Portugal passaram uma música com sons típicos da nossa música tradicional. É pena só fazerem isto uma vez por semana. Recomendo vivamente um passeio por aqueles lados no sábado à noite para desfrutar este espectáculo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tour de Pologne

Sem grande inspiração para escrever, aproveito para colocar duas fotos que tirei no Domingo. Foi o dia em que começou o Tour de Pologne, equivalente à nossa Volta a Portugal. A primeira etapa precisamente passava aqui em Varsóvia e mesmo perto de nossa casa. Combinámos com uns amigos e fomos para a rua vê-los passar. Foi muito giro, lembrou-me quando estávamos na Figueira e havia uma etapa que passava por lá. Só que aqui nós não fomos para o sítio principal onde o bairro organizou uma festinha e onde estavam a maior parte das pessoas. Mesmo assim juntou-se ali um grupinho jeitoso que ainda aplaudiu os ciclistas. Aqui estão duas imagens do grupo:

 Este era o pelotão da frente, que ia a uma distância considerável dos outros todos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

No Zoo

No fim-de-semana fomos ao Jardim Zoológico de Varsóvia. Já há que tempos que lá queria ir. Estive lá uma vez, mas a Teresa era ainda muito pequena para apreciar os animais. Desta vez achou muito mais piada. Já me tinha esquecido de como o Zoo é enorme e como se andam quilómetros lá dentro. Pelo meio encontram-se espaços verdes, bancos para sentar (uff!) e até mesas para fazer piquenique. Fui para lá a achar que íamos passar uma, duas horas no máximo e só depois percebi que as pessoas vão para lá para passar o dia. Fomos com uns amigos que ficaram lá seis horas!!... Nós não aguentámos tanto, sobretudo por causa das crianças: uma delas estava a adormecer às cavalitas do pai e a outra, que ainda está na barriga da mãe, estava a deixá-la de rastos. Tive pena de não conseguirmos ver tudo o que queríamos, mas de facto tem de se ir bem apetrechado. E de facto penso que não é um passeio para se fazer em grupo, mas cada família sozinha, para poder ir no seu ritmo, parar quando for preciso e avançar quando for possível.
O Jardim Zoológico pareceu-me bem arranjado. Havia filas grandes para as bilheteiras, mas o mais cómico é que num dos lados havia uma fila enorme onde as pessoas, mal chegavam, se punham, achando que era para a bilheteira. Só que essa fila era... para o multibanco!! Então várias pessoas passaram uma meia hora nessa fila para descobrirem que estavam no sítio errado e depois passarem outra meia hora na filha para a bilheteira mesmo. Nós felizmente não caímos nessa asneira. A variedade de animais é grande e interessante. Claro que não há golfinhos, nem leões marinhos como em Lisboa, mas há muitos outros que fazem as delícias das crianças. Dentro do Zoo há vários locais onde se pode comprar comida e bebidas. Houve uma zona por onde passei que me cheirou à infelizmente já extinta Feira Popular de Lisboa. Não é muito agradável passar por uma nuvem de fumo mal cheiroso, mas apesar do cheiro ser mau, trouxe-me recordações boas da minha infância.
Em termos de infraestruturas há uma falha grande no Zoo: não há estacionamento, nem nada que se pareça com isso. Por isso, os carros têm de estacionar nos passeios ou entrar por outras zonas proibidas. Claro que a polícia anda à caça de multas e vi lá vários reboques (felizmente não chegaram a nós). A alternativa é ir de transportes públicos, o que no regresso se torna pouco agradável, sobretudo quando estamos exaustos.
Para concluir, para quem tem filhos uma ida ao Zoo é sempre uma alegria e uma lição viva de ciências. Assim uma vez por ano ou de dois em dois anos vale a pena lá ir. Já agora, recomendo uma espreitadela ao site do Zoo, onde se podem ver imagens em directo de alguns animais.

domingo, 10 de julho de 2011

Distâncias

Se há uns anos já me tinha começado a habituar às grandes distâncias de Varsóvia, confesso que agora há alturas em que me cansam. Só de pensar, por exemplo, que tenho de ir a casa de uns amigos - que na perspectiva de Varsóvia até nem moram longe - cuja viagem de carro demora uns 20 minutos, começo logo a perder a vontade (o que falar daqueles que moram a 30 ou até 50km de nós!!...). Varsóvia é enorme e realmente estou muito contente por raramente ter de sair aqui do bairro. Nem consigo imaginar aqueles que todos os dias demoram horas para ir de casa para o trabalho e vice-versa!... Agora vou-me arranjar, porque vamos ter de nos meter no carro e fazer uns quantos quilómetros dentro da cidade. Bom Domingo!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A água é blhec

O título deste post é uma frase que podia ser muito bem dita pela minha filha. Infelizmente é a realidade em Varsóvia. Claro que lavamos os dentes e cozinhamos com água da torneira, pelo que há sempre uma parte que acabamos por beber. Mas há que o admitir: a água da torneira é um bocado nojenta. Imaginem o que é estar a tomar banho e de repente olhar para o chão da banheira e ver uma poça de água bege... Blhec!!! E já nem falo da cor da água do autoclismo (parece que limpamos a retrete com xixi). Claro que isto não é todos os dias, mas para mal dos nossos pecados acontece várias vezes.
Esta semana tivemos reunião anual de condomínio e fiquei a saber que há vizinhos que se queixam que não podem usar roupa branca, porque quando a lavam na máquina sai sempre com manchas. Por acaso também já me aconteceu isso, mas foram situações pontuais e jamais pensei que fosse por culpa da água. Mas pelos vistos é. Apesar de no nosso condomínio terem andado recentemente a fazer obras na rede da água, dizem que o problema é da cidade e não do condomínio. Ao que parece, já fizeram várias queixas, mas a situação continua igual. O mais irritante é que basta afastarmo-nos uns quilómetros de Varsóvia e a água é normal e pode beber-se da torneira.
Hoje faltou a água, não só aqui em casa, mas em mais sítios do bairro e, claro, quando voltou lá vinha aquela minha adorada tonalidade bege, creme, ou lá o que seja. A Teresa pediu-me para lhe encher uma garrafinha de água para regar as plantas na varanda e quando lha dei até me fez impressão a cor da água. E não é aquela coisa de deixar a água correr durante um bocado até ficar transparente, porque podemos chegar ao fim de um banho, por exemplo, e continuar com a mesma cor do início. Bem, acho que a solução é não pensar muito nisso. Felizmente não é assim todos os dias.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da Criança

Como em Portugal, hoje na Polónia celebra-se o Dia da Criança. Os mais novos recebem presentes e são convidados a participar nas mais variadas festas. No palácio presidencial, por exemplo, pode-se entrar (mediante a apresentação do BI) e nas traseiras há brincadeiras para as crianças. Em frente à Câmara Municipal (o edifício principal) também há atracções, com ambulâncias, carros de polícia e de bombeiros que podem ser visitados por dentro e outras coisas do estilo. Depois há festas mais pequenas, por exemplo um café perto de nossa casa vai ter concursos e pinturas faciais para crianças, e até a nossa paróquia vai organizar uma festa. Com várias opções por onde escolher, depois de uma manhã de brincadeiras no clube onde a Teresa costuma ir, vamos à tarde à inauguração de um parque novo (um amigo nosso, deputado na assembleia municipal do nosso bairro, propôs-nos ir até lá). E se isso não for suficiente (penso que será, mas em todo o caso...), temos sempre outras opções na manga. Nestas coisas de se festejar o "dia-de-qualquer-coisa", os polacos são bastante sérios. É impossível ignorar a efeméride!

Update: Esqueci-me de referir que o novo estádio do Legia de Varsóvia vai estar aberto a visitas de pais com filhos e que aí também haverá surpresas para os mais novos!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

As festas ao ar livre

No sábado, quando estava a passear com a Teresa, fui parar sem saber a uma festa ao ar livre, daquelas que nesta época do ano se fazem aqui por toda a parte. Desta vez o pólo da câmara municipal deste bairro organizou uma festa por ocasião do Dia da Mãe (que já foi) e do Dia da Criança (que vai ser). Quis tirar fotos, mas infelizmente a bateria do telefone estava em baixo e não deixou. No centro havia um palco, onde uma animadora estava a fazer jogos para mães e filhos, incluindo karaoke, e onde fizeram um teatro para os miúdos. Depois havia barraquinhas com comida (pipocas, churrasco, bebidas, batatas fritas, etc.) e zonas de brincadeiras para crianças de todas as idades: uma parede de escalada, matraquilhos humanos, pinturas faciais, escorregas, mesas onde podiam fazer desenhos ou pinturas, etc. Escusado será dizer que a Teresa adorou. Só foi pena no fim-de-semana ter estado mau tempo, porque a certa altura começou a chover e as pessoas tiveram de se esconder nas tendas que havia (nós, por sorte, já lá estávamos e arranjamos um bom lugar para comer enquanto chovia). No fim, a Teresa ainda trouxe um balão em forma de girafa.
Acho muita piada a estas festas que eles fazem, abertas a toda a gente. De facto, aqui na Polónia temos de saber aproveitar bem os meses em que o tempo está bom, para compensar os outros todos em que mal temos vontade de sair de casa.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Era só o que faltava...

Hoje de manhã vêm-me com a notícia que sobre Varsóvia está uma nuvem radioactiva. "Não saias de casa, não abras janelas, etc". Ora esta! Entretanto fui pesquisar no google e vi que a nuvem não era perigosa. Este pessoal inventa cada uma...