segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Fim de semana compactado

Este fim-de-semana resolvemos pôr-nos nos carro e ir até uma das pontas da Polónia e ver mar. Para não fazermos a viagem toda de seguida, na sexta-feira à noite fomos até Bydgoszcz (é o círculo vermelho escuro no mapa), onde o Stas tem alguma família, e dormimos lá. A cidade é interessante porque a parte antiga fica sobre um afluente do rio Vístula, que se chama rio Brda (não estou a gozar, é mesmo este nome horroroso). Então, é chamada pequena Veneza, porque tem vários canais a atravessá-la. Infelizmente não cheguei a conhecer esta parte da cidade, porque ficámos em casa de uns tios numa zona mais periférica. No sábado de manhã fomos dar um passeio por um parque que há ali perto e fomos dar a uma pista de ski! Nunca pensei encontrar nada do estilo ali. Mas realmente, aquela zona não é tão plana como Varsóvia e dá para ter fazer pistas de ski (apesar desta ser relativamente pequena). O Stas ainda pensou alugar uns skis e andar um bocadinho, mas não estávamos vestidos apropriadamente e tínhamos almoço à nossa espera em casa dos tios. Vimos também uns lagos naturais que tinham gelado onde as pessoas andavam de patins. Muito engraçado. Amanhã ou depois hei-de pôr aqui fotos relativas a tudo isto.
À tarde rumamos até norte, até à zona da Trójmiasto (as três cidades), que engloba Gdansk, Sopot e Gdynia. São três cidades marítimas seguidas muito interessantes e turísticas. Ficámos num hotel com SPA e piscina interior onde pude realizar o meu sonho de há vários meses e meter-me dentro de água!! Estávamos já super cansados, mas mesmo assim, às 22h30 conseguimos ir até à piscina (que fechava às 23h) e dar umas braçadas. Apesar de estar muito cansada, soube-me muito bem. Até porque àquela hora não estava mais ninguém por lá. Agora vamos ver se conseguimos de vez em quando dar um salto à piscina aqui da zona.
No dia seguinte acordámos relativamente cedo e pusemo-nos em marcha. Fomos em direcção a Wladyslawowo, que é a pontinha mais a norte, mas não chegámos a entrar lá. Vi o Báltico pela primeira vez na bacia de Puck. Curiosamente estava em parte congelado!!!! Foi super estranho ver mar congelado... mas como ali não é mesmo mar, é mais uma espécie de ria... É interessante que na costa norte da Polónia há vários lagos que foram formados por braços de terra que se uniram e fecharam a entrada do mar. Nesta zona, há um braço de terra grande (pode ver-se no mapa). Na ponta tem uma cidade chamada Hel onde ainda pensámos ir, mas depois desistimos, por falta de tempo. Perto de Puck vimos ainda um palácio antigo de um rei polaco. Depois disto seguimos para Gdynia, onde entrámos na avenida principal e aí sim, começámos a ver mar. Parámos depois em Sopot, onde almoçámos. Se em Gdynia só consegui ver alguns estaleiros e pouco mais, em Sopot vi uma autêntica cidade de praia que ainda não foi estragada. Com o seu Grande Hotel sobre a praia e casas antigas, com poucos andares, a zona está muito gira. Tem uma rua pedonal que dá para um molhe grande que entra pelo mar dentro e onde se pode passear. Mas, como já disse, fotos disto só amanhã (talvez). É mesmo gira, a cidade. E depois, Gdansk. Aquilo que no meu imaginário era Gdansk na realidade é Sopot. Gdansk não tem nada a ver. Não é uma cidade sobre a praia, porque tem imensos estaleiros (os famosos estaleiros do tempo do comunismo e do Lech Walesa), mas é a foz de um rio e tem vários canais desse rio. Para mim, Gdansk (falo do centro, obviamente) é aquilo que eu imaginava que deviam ser aquelas cidades da Flandres, no século XVI. A verdade, é que Gdansk foi uma cidade mais para o independente. Era um porto comercial por onde passavam as mais diferentes pessoas e isso reflecte-se na sua arquitectura, tão diferente do resto da Polónia. Digamos que era uma cidade multi-cultural. Em suma, é espetacular! Tive pena de passar lá tão pouco tempo. Sobretudo, tive pena de que quando lá cheguei, já era praticamente noite e não consegui tirar fotos de jeito... O lado positivo é que apanhámos um pôr-do-sol bonito em Sopot. Mas sobre Gdansk e o resto falarei mais amanhã.
No regresso a Varsóvia ainda passámos por Malbork, para ver pelo menos por fora o espetacular castelo que lá há, mas vi muito pouco. Sobre este castelo falarei também noutra altura. Por agora, vou ver o que consigo fazer com as fotos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Outro ponto de vista

Depois de vários dias com temperaturas a rondar os -10ºC, dou por mim a pensar que não está frio quando estão apenas zero graus.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Soluções

Aqui vão as soluções do desafio anterior:

Niepokój - Ansiedade
Poniedziałek - Segunda-feira
Przedpokój - Corredor, ante-câmara
Samolot - Avião
Samochód - Carro
Rajstopy - Collants (esta era quase impossível, sei)
Piłka nożna - Futebol
Stonoga - Centopeia

E fica ainda a palavra apresentado pela mdem:

oczywiście
oczy - olhos
wisieć- pendurar
(wiście- 2ª pessoa, plural, imperativo)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Já passou um ano!

Cá estamos de volta a Varsóvia, para mais uma temporada. Quando chegámos fomos muito bem recebidos, com -10ºC, para animar. Que bem que soube entrar em casa e sentir o calorzinho! No entanto, andamos a ver se compramos algum aparelho daqueles que dão humidade, porque o ar aqui é demasiado seco. Não nos faz bem a nós, cujos narizes e afins se queixam, nem às nossas plantinhas, coitaditas.
Quando chegámos, tivemos a alegria de ter no correio dois postais de Natal, que só chegaram depois de nós termos partido para Portugal. Mas foi bem assim, porque foi uma forma de animar o regresso. Obrigada, família, pelo alembramento!!
Já fez um ano que eu para aqui vim pela primeira vez e devo dizer que o tempo não tem nada a ver. Esta semana já apanhei mais temperaturas baixas que em todo o inverno do ano passado. Fiquei chocada quando entrei no carro e vi uma garrafa de água que lá tinha deixado completamente congelada! Nunca tal havia visto! Nem me passou pela cabeça que pudesse acontecer, mas realmente quando estão temperaturas bem negativas, é normal.
Ontem, por exemplo, aconteceu uma coisa chata. De madrugada e de manhã caiu uma chuva miudinha. Só que como a temperatura aqui em baixo estava bem baixa, a água congelou e formou gelo. Se eu andasse normalmente de patins, não havia problema. Mas com sapatos normais torna-se complicado andar na rua assim. E os carros? Tivemos de andar a partir gelo antes de poder ir a qualquer sítio. A neve sempre dá para limpar facilmente, mas o gelo... É uma seca! Depois disto vá lá que começou a nevar mesmo e o gelo deixou de incomodar.
Duas notas finais para concluir: Como o Stas veio doente de Portugal (a nossa humidade dá cabo dos estrangeiros...), veio cá a casa o médico de família deles vê-lo. Qual não foi a minha surpresa quando olho para o dito senhor (que mal entrou deitou a baixo com uma cabeçada a única decoração de Natal que eu tinha acabado de pendurar) e ele é igual ao Putin! A sério, é impressionante! Mais tarde comentei com outras pessoas que também o conhecem e todos corroboraram a parecença. Médico-Putin, não há nada a fazer. Não sei o nome dele, mas para mim vai ser sempre conhecido desta forma.
A nota final para dizer que este fim de semana recebemos em casa a "visita pascal" versão Natal. É muito parecido com o que fazem no Carregal na Páscoa: vem um padre, benze a casa, reza uma oração, toma um cházinho e faz um pouco de conversa, e depois continua a percorrer as casas todas da vizinhança. Super engraçado. Eles avisam quando vêm e nós só temos de arrumar minimamente a casa para o senhor não desmaiar de susto. Ah, e no fim damos "uns trocos" para a igreja (no caso da nossa paróquia, é literalmente para a igreja, que vai começar a ser construída agora - para já só há uma capela provisória).
E pronto, cá estamos, neste momento a cidade está toda branquinha por causa da neve de ontem, o que dá mais luz e é muito agradável à vista. Aqui por casa estamos todos bem, a barriga já começou a crescer (tem imensa piada!!) e o/a pequenote/a já não incomoda tanto como antes. É só mesmo o sono, mas isso... Só sei que ele/ela gostou muito da viagem a Portugal! E agora espera visitas.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Água

Desde que estou grávida tenho tido imensas saudades das férias, do tempo na praia e na piscina. Sinto muito a falta de estar assim dentro de água, a boiar, a nadar, simplesmente a estar lá. Esta noite voltei a sonhar que estava na praia. Deve ser por ter uma criancinha dentro de "água" dentro de mim que faz com que também eu queira estar assim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Que palavra será? - Um novo desafio!

Depois do desafio das "palavras estrangeiras escritas à polaca", aqui venho lançar um novo desafio. Desta vez, consiste em adivinhar o significado de palavras originariamente polacas. Na língua polaca há uma série de palavras que são compostas por outras palavras, isto é, duas palavras que ditas separadamente têm os seus significados, quando se juntam e formam uma só, têm outro significado. O desafio é descobrir o que significa cada palavra, através das partes que a compõem, como neste exemplo:

Bezdomny
Bez - sem; Dom - casa
logo: Bezdomny = Sem-abrigo

É só pensar um bocadinho, vão ver que não é difícil e até pode ter piada. Atenção que algumas palavras aparecem escritas de forma um bocadinho diferente, não se assustem. Todas são substantivos.
Boa sorte!

Niepokój
Nie - não; Pokój - paz

Poniedziałek
Po - depois, à frente; Niedziela - Domingo

Przedpokój
Przed - antes; Pokój - quarto (sim, esta palavra significa "paz" e "quarto"...)

Samolot
Sam - sozinho, por si só; Lot - vôo

Samochód
Sam - sozinho, por si só; Chodzić - andar

Rajstopy
Raj - paraíso; stopy - pés

Piłkanożna
Piłka - bola; nożna deriva de noga - perna

Stonoga
Sto - cem; noga - perna

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Descoberta

Tive de vir para a Polónia para descobrir que existem comprimidos de Centrum cor-de-rosa...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Tudo ao contrário

Recentemente dei-me conta de duas coisas que aqui estão ao contrário de Portugal e ainda não me tinha apercebido. Só reparei porque ouvi comentários de outras pessoas que por cá passaram nos últimos meses.
A primeira delas são as campainhas nos prédios. Em Portugal, geralmente elas estão de baixo para cima. O r/c, depois o 1º, etc e o último andar aparece por cima de todos os outros. Pois na Polónia é precisamente o contrário! Os andares mais baixos são os primeiros a aparecer em cima. O último andar corresponde à campainha mais baixa. Estranho, não é? É ver os botões das campainhas todos invertidos. E as caixas do correio igual.
A segunda coisa são as portas exteriores dos edifícios. Todas elas abrem ao contrário de Portugal. Em Portugal em regra as portas abrem para dentro. Aqui, as portas abrem todas para fora. Isto por causa do frio e do vento, que às vezes empurra as portas e as abre sem nós querermos. Já não é uma nem duas que eu aqui esbarro contra uma porta porque a tento abrir ao contrário do que é suposto. Tem a sua lógica, mas eu às vezes ainda me esqueço

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sabem o que significa? - Parte II

Lembram-se do desafio deste post? Volta e meia tenho encontrado mais palavras polacas que à primeira vista parecem estranhas, mas depois quando são lidas em voz alta soam a palavras inglesas ou francesas. Infelizmente, muitas delas vejo e depois esqueço-me.
Aqui deixo novas palavras, as poucas que me lembro agora, para ver quem adivinha o seu significado através da forma como se pronunciam. As regras são as mesmas do outro post:

Ajuda: o ż pronuncia-se como o nosso j; sz pronuncia-se ch; cz pronuncia-se tch; ni pronuncia-se nh. O resto é mesmo como se lê.

Menedżer
Seif
Sos
Strajk
Klaun
Mecz

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pequenas notas

. A primeira para dizer que hoje está a nevar!!! Já há umas semanas tinha nevado, mas de noite e na manhã seguinte desapareceu tudo. Desde aí, neve nem vê-la. Hoje voltou e já começou a dar um ar de sua graça. Mesmo assim, não vai durar muito tempo, porque dizem que ainda não é a época da neve.

. Estivemos em Madrid há duas semanas, mais ou menos. Viagem que até à última esteve para não se realizar (a viagem a Lisboa entretanto ficou pelo caminho). Foi muito giro, apesar de não termos feito quase nada (mea culpa!...). Foram os primeiros dias em que me senti melhorzita. Há uns dias soube que nessa altura eram os dias de maior risco para a gravidez. Felizmente passaram sem problemas e cá estamos. Uma nota para dizer que o Zé Diogo, apesar de agora ter entrado para a escola, pareceu-me estar a falar muito melhor português do que antes. Curioso. Mas muito bom. Sobre a Maria não tenho nada a dizer, porque iam todos achar que eu sou uma tia ultra-babada, então vou conter-me. Digo apenas que está amorosíssima.

. Ainda não falei aqui do nosso jantar no restaurante português. Já foi há dois meses (!), mas ainda vale a pena falar. Eu já lá tinha ido, mas durante o dia, com uma amiga, e comemos só umas entradas. Desta vez foi jantar a sério. Ficámos no andar de cima (o restaurante não é muito grande, mas tem uma espécie de mezzanine em cima com mais espaço). Estavam lá duas mesas com grupos de portugueses, uns a festejar um aniversário e outros a conviver e a assistir ao último jogo de Portugal no mundial de rugby (ao tempo que isto foi!...). Sim, porque o restaurante tem um lcd grande com SportTv!!! Muito bom. Em dias de jogos aquilo deve estar bem povoado. Bem, mas no que toca a comida... O Stas pediu uma sopa de marisco. Eu à espera de ver um creme de marisco típico, qual quê! Veio um caldo com mariscos e outras coisas a boiar lá dentro. Ou seja, nada a ver com a verdadeira sopa de marisco. Na minha opinião, aquilo é uma versão polaca, porque os polacos fazem muitas sopas assim: um caldo com coisas a boiar. Em seguida, pedimos carne de porco à alentejana e um bitoque. Novamente desilusão. Apesar de aparentarem ser o que são, estavam temperados à maneira polaca! Conclusão: é um restaurante português mas com cozinheiros polacos que quiseram dar o seu toque pessoal à comida. Uma pena, na minha opinião. O espaço está engraçado, o ambiente também, porque se ouve muito português, mas a comida... Temos de lá voltar e provar outras coisas diferentes.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Esclarecimento

Peço desculpa a todos os leitores do blog por tão prolongada ausência. Como a maioria de vós já sabe, tenho andado muito ocupada com algumas indisposições físicas provocadas por alguém que tem imensa vontade de se mostrar ao mundo. Ainda nem 2cm deve ter e já dá um ar de sua graça a perturbar o funcionamento normal da família.
Por isso, assim que for possível, voltarei em força e certamente com muitas novidades. É preciso é ter paciência!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Um fim de semana de passeio

Há uns dois ou três fins-de-semana decidimos deixar a confusão da casa e ir passear por aí. Sabíamos mais ou menos para onde íamos, mas decidimos inventar nos caminhos e acabámos por visitar também outros sítios que não contávamos.
Inicialmente fomos pelo parque nacional Kampinos, um parque enorme a noroeste de Varsóvia, com cerca de 38 hectares. É muito bonito, tem imensos caminhos por onde se pode andar a pé, de bicicleta, outros de carro, onde se podem fazer piqueniques, etc. Eu gosto muito deste parque, até porque há uns anos, quando estive em Wiersze (uma aldeia no meio deste parque) fartámo-nos de passear por lá.
Desta vez passámos por um cemitério de guerra onde também já tinha estado antes. Ali, naquelas matas, os alemães nazis mataram montes de polacos em segredo. Claro que as pessoas que moravam para aqueles lados íam-se apercebendo de algumas coisas, mas não diziam nada, com medo de serem também mortas. Mais tarde foi graças a elas que se descobriram as sepulturas. Porque os alemães (e penso que os russos em Katyń e outros locais também fizeram o mesmo) depois de enterrarem as pessoas, plantavam árvores por cima, para ninguém as descobrir. Quando se abriram as valas, alguns corpos foram identificados outros não. No actual cemitério aparecem algumas referências. Por exemplo, encontram-se lá políticos, jornalistas, escuteiros (os escuteiros tiveram um papel relevante na guerra, porque lutaram muito. Acho que não têm muito a ver com o conceito de escuteiro que nós temos hoje em dia), atletas, cientistas, etc. Judeus também, o cemitério assinala cada pessoa, mesmo que anónima, com uma cruz, mas alguns aparecem com a estrela de David. Esta
imagem é de uma placa que se encontra na entrada do cemitério e diz: «É fácil falar da Polónia. Mais difícil trabalhar para ela. Ainda mais difícil por ela morrer. E dificílimo por ela sofrer.» Acho que nesta floresta de Kampinos se escondiam os membros do exército nacional clandestino.
Depois de passarmos por Kampinos, fomos andando pela margem do Vístula e atravessámo-lo mais à frente. Fomos a uma aldeia que tem uma igreja românica que dizem ser muito bonita, mas havia um casamento e praticamente não a vimos. Mas vimos a paisagem, que é muito bonita. Apesar da maioria das árvores ainda estarem verdes, já se começam a ver algumas com as cores típicas de outono, super bonitas.
Nesta altura do passeio, já estávamos a morrer de fome. Começámos a procurar uma tasca qualquer ou um café à beira da estrada para comer alguma coisita. Só que há um pequeno pormenor... Isto não é Portugal, a moda dos cafés não chegou aqui. Então andámos quilómetros sem encontrar nada. Por fim, nessa aldeia onde há a igreja românica, que supostamente é um local turístico, perguntámos onde se podia comer. Achámos que passando por ali tanta gente, devia haver um cafézito. Qual quê! Disseram-nos que só havia uma tasca manhosa. Chegámos lá, aquilo era tipo taberna. Homens a beber cerveja e a ver numa televisão pequena um filme com um atraso brutal entre a imagem e o som. No balcão, uma mulher com ar de taberneira a dizer que não havia praticamente nada para comer. Por fim lá conseguimos arranjar alguma coisa, mas... Já não esperávamos grande coisa. Foi melhor que nada. E depois disto lá continuámos o nosso passeio.
Nesta altura já íamos em direcção a Varsóvia, quando decidimos fazer um pequeno desvio e ir ver as defesas de Modlin. Estas defesas foram construídas penso que no século XIX, incialmente não pelos polacos, pois nessa altura a Polónia estava dividida. Mais tarde, quando a nação se voltou a reconstituir, os polacos melhoraram estas instalações, construiram bunkers e outras defesas. É muito engraçado. Entretanto, a maioria dos edifícios desta fortaleza foram desactivados, só alguns continuam a pertencer ao exército. Penso que talvez tenham sido os comunistas (eles adoravam fazer isto) que adaptaram vários desses edifícios para habitação. Então esta pequena vila é muito engraçada, porque mistura a parte que antigamente foi militar com casas normais. Então parece quase aquelas vilas que ficam dentro das muralhas de um castelo, só que esta é dentro da fortaleza. Ainda tentámos subir ao topo de uma torre que dava para ver tudo muito bem, mas chegámos à hora de fechar. Teve de ficar para outra altura. Durante a IIª Guerra Mundial, diz que esta foi uma das últimas fortalezas a capitular. Aqui vão algumas fotos com descrição:















A vista de um dos antigos edifícios da fortaleza, agora abandonado.



















Um pormenor do edifício anterior: o letreiro branco assinala a entrada para um dos vários bunkers que se encontram a toda a volta.















Aqui encontram-se várias construções como esta, escondidas em pequenos montes. Esta não sei ao certo o que seria, mas algumas eram armazéns e esconderijos.















Um dos antigos prédios militares que agora está dividido em vários apartamentos onde vivem famílias. Os comunistas fizeram isto com imensos prédios antigos, sobretudo casas senhoriais e coisas do estilo. Criaram apartamentos minúsculos, muitas vezes com casas de banho comuns para todo o andar. As parvoíces dos comunas!... Estas casas não sei como eram por dentro, mas não tinham ar de ser tão más.















Aqui o local onde os militares se reuniam. Hoje pareceu-nos que é um local onde se organizam festas. Neste dia havia lá um casamento qualquer.

Estas defesas de Modlin são um sítio engraçado que vale a pena visitar com mais tempo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Katyń

No dia 17 de Setembro estreou na Polónia, com grande cobertura da comunicação social, o mais recente filme do realizador Andrzej Wajda. Chama-se Katyń. Neste sábado fui vê-lo e devo dizer que é dos melhores que eu já vi.
A história de Katyń não é muito feliz. Katyń é o nome de uma floresta russa, perto de Smolensk, que fica a uns 400km de Moscovo. Neste local deu-se uma das maiores atrocidades da IIª Guerra Mundial perpetrada pelo exército russo.
No dia 17 de Setembro de 1939 (daí a data da estreia ser este dia), os russos atacaram a Polónia, ataque este combinado com o exército nazi. O exército polaco lutou, mas ao ver-se encurralado começou a perder. Durante muito tempo, os polacos esperavam a ajuda de França e do Reino Unido, que nunca chegou, tendo a Polónia ficado à mercê dos que a atacavam. Milhares de militares polacos foram feitos prisioneiros de guerra, uns confiados à guarda dos alemães, e outros à dos russos. Os que foram levados pelos alemães acabaram por ser libertados. Os que foram levados pelos russos tiveram uma sorte um pouco diferente. Estiveram vários meses num campo de prisioneiros de guerra onde esperavam ansiosamente a libertação. A partir de certa altura, todos os dias os militares russos levavam cerca de 200 polacos para a suposta liberdade. Estes polacos não eram apenas militares, havia também engenheiros, professores, escritores, artistas e toda a espécia de intelectuais. Os primeiros a sairem foram os militares de altas patentes. Todos eles foram levados para a floresta de Katyń onde foram assassinados com um tiro na parte de trás da cabeça e enterrados em valas comuns. Eram cerca de 20.000.
Um ano depois, os alemães - que entretanto já tinham quebrado o seu pacto com a Rússia - chegaram até esta região e descobriram as valas comuns com dezenas de milhares de cadáveres de soldados polacos. Num acto de propaganda anti-soviética, levaram até ao local uma equipa de peritos que incluia médicos dos países aliados e da Suíça para analisarem os corpos. Concluiu-se o óbvio: que o exército russo tinha assassinado 20mil prisioneiros de guerra. Só nesta altura os polacos puderam saber o que tinha acontecido aos seus familiares que andavam desaparecidos há quase dois anos. Foi o maior massacre de polacos de toda a guerra.
Entretanto, os russos voltaram a ganhar terreno e os alemães acabaram por perder a guerra. Nesta altura, quando os soviéticos voltaram a Katyń, levaram lá uma nova equipa de peritos (os seus peritos...) que disse que os corpos tinham sido mortos em 1941, ou seja, durante a ocupação nazi daquela região. Logo, a culpa foi dos alemães. No entanto, os polacos bem sabiam de quem era a culpa. Entretanto instalou-se o regime comunista na Polónia e quem quer que dissesse que Katyń tinha sido obra dos russos, era imediatamente levado pela polícia. Durante 50 anos não se pôde falar deste tema.
Gorbachev entretanto admitiu que este massacre tinha sido feito pelo exército soviético e vários documentos que lhe dizem respeito foram entregues ao governo polaco. No entanto, a Rússia recusa qualquer culpa, pois quer proteger alguns dos intervenientes neste crime que ainda estão vivos. O presidente Putin não tem grande interesse em falar no assunto. Ainda agora o presidente da Polónia esteve no memorial de Katyń a lembrar o sucedido e nenhuma delegação da Rússia esteve sequer presente. Pelos vistos, Katyń é ainda uma pedra no sapato.
Agora que já situei no contexto, posso falar do filme. O pai do realizador Andrzej Wajda foi um dos que morreu em Katyń, daí o seu interesse em fazer este filme. Para tal, inspirou-se não só na vida da sua família, mas também num livro chamado Post Mortem, escrito por um homem que conseguiu fugir e não morreu na floresta. Em geral, os militares não fugiram do campo onde estavam porque achavam que iam ser libertados, visto terem o estatuto de prisioneiros de guerra. Enganaram-se. O filme está extremamente bem feito, mostra um lado da guerra que eu desconhecida e sobretudo mostra como as famílias polacas viviam a ausência dos seus entes queridos e os esperavam, mesmo quando não havia qualquer tipo de esperança. Não é o típico filme de guerra, que se concentra só no massacre, mas mostra diferentes perspectivas. Mostra também como no comunismo se castigavam os que diziam que Katyń tinha sido em 1940, logo, da autoria dos soviéticos.
É um filme falado em três línguas (não é à la Hollywood, em que todos falam inglês): em polaco, em alemão e russo (com legendas, claro). Felizmente percebi a maioria do filme e o que não percebia, perguntei. Não é um filme super assustador, como aqueles que mostram Auschwitz ou outras coisas do estilo. Na minha opinião é um filme muito bom. Para os polacos, é mostrar uma realidade que até há poucos anos não se podia falar. Termino apenas dizendo que vi o filme numa sala enorme, tipo S. Jorge, muito boa. Estava cheia. Quando o filme acabou foi arrepiante. Não se ouvia uma palavra na sala. Nem pipocas, nem porcarias do estilo, nem comentários. Acho que as pessoas ainda estavam em choque.
Sei que este filme não vai passar na Rússia de certeza, por ser muito incómodo, mas se ele pudesse passar em outros países da Europa, até em Portugal, acho que valia muito a pena.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

As nossas vinhas

Conforme o prometido, aqui deixo duas fotos da vinha da minha varanda. Pelo que vi, acho que isto é vinha mesmo a sério. Como as paredes da varanda também foram pintadas, ela teve de ser toda tirada e voltada a colocar. Claro que não ficou tão bem como estava antes, mas imagino que no próximo Verão esteja mais bonita - Isto é, se eu a regar, claro, porque tenho uma certa tendência para matar as plantas da varanda. Se se observar com cuidado a segunda foto, em que as duas vinhas se cruzam, percebe-se que a segunda tem algumas folhas castanhas e isto não é qualidade especial, é seco mesmo!!
O resto da varanda mostro noutra altura, porque ainda está um bocado desarrumado e as plantas com um ar tipo mato. Neste momento está lá a bater um solinho muito agradável. À tarde é que dá mais, ficam a cozinha e a sala super iluminadas, é muito giro. Ontem é que esteve mais frescote e pela primeira vez custou-me um bocado estar de t-shirt na varanda (é o que eu digo, um microclima muito especial, que eu posso estar de camisola e casaco na rua, mas ali aguento de t-shirt). Já se sentia frio. Mas hoje está um dia lindo, graças a Deus. Em casa já temos o aquecimento central ligado. Como já disse num post muito anterior, o aquecimento central aqui em geral é um serviço municipal, então não somos nós que decidimos quando o ligamos ou não. Cabe a cada condomínio gerir isto. No nosso caso, esta semana apareceu uma circular na porta do prédio a dizer que iam ligar o aquecimento a partir de dia tal. Ainda não está muito quente, acho que está no mínimo. Mas é muito agradável. Sei, quem me dera que aqui estivessem os 30ºC de Madrid, mas infelizmente à noite podemos ter temperaturas tipo 7ºC... Por isso, é super agradável ter este ambiente quentinho em casa e andar à vontade. Mas pronto, durante o dia não se anda mal. Há dias e dias e hoje está um bom dia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ora esta...

Há quem se dê ao luxo de passar um dia num avião só para estar quatro horas na Polónia.
Mas isto não se faz, fazer visitas sem avisar, sobretudo quando temos a casa toda de pantanas!... ;)

Visita guiada

Ainda não tive coragem para tirar nenhuma foto à casa e postar aqui. No entanto, vou tentar fazer uma pequena descrição para poderem imaginar à vossa vontade.

A sala: Já tem sofás, um sistema de som brutal que o Stas comprou há uns anos e já trasladou aqui para casa. Já o estreámos aqui a ver um filme, é muito porreiro. Claro que agora enquanto estou em casa já vou podendo "musicá-la" à vontade. Bem, mas voltando aos sofás... Um deles não dá para ninguém se sentar, porque tem em cima uma gaveta de um armário da cozinha, montes de sacos vazios (sei lá eu porquê!...), auriculares e uma infinidade de coisinhas que vão acabando por ficar ali, como quem não quer a coisa. O outro sofá dá para sentar, porque a maioria da tralha que tem em cima está ou nos apoios para os braços, ou em cima do encosto das costas. Para além disto, nesta sala encontram-se também uma infinidade de fios e cabos: o modem da internet (ainda não comprámos o router para ter wireless), uma torradeira e uma chaleira eléctrica (estão no chão ao pé de uma tomada, porque na cozinha ainda não temos tomadas), uma extensão que liga uma destas tomadas à cozinha e ainda o ferro de engomar. Sim, porque a sala agora virou rouparia (graças à aparelhagem, porque se estivesse noutro sítio não dava para ouvir nada de jeito). Ou seja, está um verdadeiro caos.

A cozinha: Tem os armários todos no sítio, apesar de só três terem maçanetas. Neste momento tem o frigorífico fora do sítio, porque estivemos a trocar a abertura das portas e ainda não ficou totalmente bem. E, claro, enquanto não se arranja, vai ficando por ali. O balcão da cozinha está cheio de coisas também. Mesmo assim, é uma das poucas divisões da casa que está quase ideal. Gosto desta cozinha, apesar de ser minúscula. Ainda faltam alguns detalhes, mas está minimamente funcional.

O corredor: Falta pôr a porta do bengaleiro e limpá-lo. Falta também tirar uma série de tralha das obras que ficou escondida em alguns armários. Mas isso...

O quarto das visitas: Para esquecer! Já conseguimos esvaziar algumas malas e quase algumas caixas. Mesmo assim, ainda tem muita porcaria embalada a precisar de ser arrumada. Era lá que funcionava a rouparia, até a aparelhagem ter vindo para cá.

O nosso quarto: Deve ser a divisão mais arrumadinha. Ontem tentámos colocar umas cortinas que comprámos, porque os estores que temos deixam entrar imensa luz (e já aqui comentei várias vezes como o sol nasce cedo nesta parte do globo). Missão mais ou menos cumprida, porque ainda temos de dar uns retoques. Mas, aparte disso, está tudo bonitinho. A minha menina dos olhos é um tapetinho pequeno tipo Arraiolos que está entre a cama e o roupeiro. Super giro.

As casas de banho: Sim, plural, porque na Polónia costumam separar a retrete do resto. Vá-se lá saber porquê! Mas assim que for possível, a nossa ideia é juntar tudo. As casas de banho não foram praticamente alteradas, só pintámos o tecto (e limpámos tudo, claro está). Ainda não estão ideais - um dos lavatórios não funciona bem e um armário que aproveitámos da anterior proprietária ainda precisa de ser arrumado de metade para baixo.

Basicamente, fica-se com a sensação que desde que chegámos ainda não fizemos nada. Mas não é assim, isto aos poucos vai andando. Estamos a tentar encontrar o nosso ritmo de funcionamento normal. A nível de refeições conseguimos ter um ritmo muito português. Ah, e sopa também, graças a Deus!

Uma nota final para contar apenas um dos muitos milagres que aconteceram por altura do casamento. Um tio e primos do Stas que vieram de carro ofereceram-se para levar algumas malas e coisas nossas. Entregámos-lhes todas as coisas frágeis que tínhamos para trazer para cá. A certa altura da viagem de regresso, um carro à frente deles começa a rodopiar e despista-se e eles acabam por também chocar contra o separador central, numa tentativa de evitar o choque com esse carro. Perderam um dia de viagem a tentar arranjar o carro. Apesar de todas estas vicissitudes, as nossas bagagens chegaram todas impecáveis, sem nenhum risco nem nada. Incrível! Graças a Deus eles ficaram todos bem, não se magoaram nem nada. Só o carro ficou um bocadinho mal.

É este o nosso ponto da situação. Para a semana vou à imigração inscrever-me como residente e tenho também de ir às finanças. Burocracias necessárias, mais que não seja porque (aqui vai a novidade para os que não sabem ainda) vou começar a dar aulas de português em Outubro e preciso destes dados para me pagarem. Ah pois é! Com esta me vou porque, como acabaram de perceber, há muito que fazer por estes lados. Boa sorte para mim mesma!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Microclima

A minha varanda tem uma espécie de microclima. Está frescote na rua, mas lá consigo estar de t-shirt. Ao mesmo tempo, a vinha virgem que tenho nas paredes da varanda está metade com cores outonais e metade bem verdinha. Tem piada, esta varanda.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Regresso

Com dois dias de atraso, cá venho eu voltar a dar vida a este blog. Algumas pessoas tinham perguntado se eu iria continuar a escrever aqui, mas é claro que vou! Há ainda muitas coisas para descobrir por estes lados.
Saí de Portugal com um lindo dia de calor, toda à fresquinha, e mal cheguei aqui apanhei logo com o frio. Tive de me vestir com pelo menos mais uma peça de roupa do que tinha. Mas, menos mal, o céu estava azul e o dia parecia bom. Tudo uma ilusão. A partir da tarde do dia seguinte, o céu encheu-se de nuvens e tem estado um tempo bem chato. Hoje choveu o dia todo e na rua está fresco. Andei a vasculhar as mil caixas que tenho espalhadas pelo quarto das visitas (ninguém pense visitar-nos agora!!!) à procura de meias (!) e de um casaco mais quentinho para andar na rua (à noite arrefece imenso).
Bem, mas talvez por ter tantas coisas para fazer em casa, não me sinto nada deprimida com este tempo. Aliás, mal tenho tempo para olhar para a janela. Há mil coisas para arrumar, pôr em ordem, limpar, etc. Pouco a pouco lá se vai conseguindo. Depois há aquelas coisas de bricolage essenciais que ainda estão para fazer, como por exemplo, colocar os puxadores nos armários da cozinha. Imaginem que na vossa cozinha não havia puxadores. É a coisa mais chata que há. Agora imaginem que tinham de organizar uma cozinha nestas condições. O que vale é que isto até tem piada e não me chateia nada. Há que ter bom humor!
De resto, tudo normal. Os quase 2 meses que passei em Portugal passaram num instante e agora já cá estou outra vez. O regresso no natal está garantido. Antes disso, ainda vamos ver. E quanto às visitas... Podem começar já a marcar as viagens!!! Dêem-nos só umas duas semanitas para não se assustarem com a casa...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Programinhas

Esta semana, para aliviar das confusões com a casa e afins, fiz dois programinhas que vale a pena partilhar. Num dos dias fomos ao cinema. Queriamos ver o Shrek na versão original, mas chegámos à conclusão que não há em parte nenhuma... Num rasgo de coragem, também para treinar os meus conhecimentos, decidi arriscar e ir ver a versão polaca do filme! Confesso que não foi tão mau quanto pensei e até consegui perceber muitas coisas. Claro que tive de ter "tradução simultânea" para algumas partes, mas em geral não foi assim tão mau.
Outro programa interessante foi ir ver uma exposição que está cá no museu nacional sobre o pintor Alfons Mucha. Devo dizer que adorei. O senhor até faz umas coisas engraçadas. As pinturas dele estão cheias de pormenores decorativos super interessantes. Ele tem um estilo muito giro e de certo modo também variado. Fiquei surpreendida, depois de ver uma série de pinturas dele todas no mesmo estilo (como esta imagem aqui ao lado) e de repente aparecerem outras que não tinham nada a ver, mas também interessantes. Andava há semanas para lá ir e já estava mesmo a ver que não ia conseguir. Afinal, apesar dos últimos dias aqui estarem péssimos, com uns vendavais indescritíveis e briole, lá me decidi pôr nas pernas e ir. A exposição estava cheia de gente, por acaso não imaginei que pudesse estar assim. E no fim, a lojinha de souvenirs também cheia; toda a gente queria comprar livros, postais, posters, etc, do Alfons Mucha. Se algum dia esta exposição estiver em Lisboa, recomendo vivamente.

Para finalizar, umas últimas fotos de Varsóvia:















O monumento que actualmente se encontra naquela que foi entrada do gueto de Varsóvia. Tem placas com inscrições em polaco, inglês e hebraico (acho).















Muito perto da entrada do gueto, um monumento que simboliza uma linha de comboio com um vagão cheio de cruzes, alusivo à deportação dos judeus. Devo dizer que cada vez que vejo um comboio com vagões de carga aqui é das coisas mais arrepiantes. Claro que sei que aquilo não tem nada de mal, mas só a mais pequena lembrança do que aquilo significou para tanta gente... é mesmo assustador. Sobretudo noutro dia, tivemos uma aventura espetacular: regressávamos do ikea com o carro com três coisas bem volumosas e pesadas que o enchiam completamente e... tivemos um furo!! Um buraco imbecil na estrada secundária por onde atalhamos sempre lixou-nos o resto do dia. Ficámos sei lá quanto tempo parados. Descarregar o carro, tratar do pneu que não queria de maneira nenhuma sair, a trovoada a começar, etc, etc. Tudo isto para dizer que estavamos perto de uma linha de comboios. Passaram vários, mas a certa altura passou um de carga... Naquele momento imaginei como seria durante o tempo da ocupação nazi - tinha o cenário muito dramático: era de noite, o céu todo nublado, viam-se alguns relâmpagos e de repente começou a chover, num sítio onde quase não há nada... Dá que pensar!! Bem, mas continuando...







































Descobri um sítio em Varsóvia, no centro (claro) onde estamos a 945km de Helsínquia, 647km de Copenhaga, 1065km de Oslo, 2771km de Reykjavik, 808km de Estocolmo, 1606km de Atenas, 826km de Belgrado, 545km de Budapeste (tenho de lá ir um dia), 948km de Bucareste, 1318km de Roma, 1073km de Sofia, 518km de Praga (também gostava de conhecer), 1213k de Tirana, 665km de Viena, 1122km de Moscovo, 518km de Berlin, 1126km de Berna, 1122km de Bruxelas, 1824km de Dublin, 2633km de LISBOA!!!!! (dizem eles, o viamichelin.com diz que são 3000...), 1444km de Londres, 1080km do Luxemburgo, 2287km de Madrid e 1365km de Paris.
Tirando o facto do monumento ser muito ranhoso, está com piada. Sobretudo o facto de Lisboa aparecer antes de Madrid!!! :)