terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Retratos da Insurreição

Finalmente lá consegui tratar de toda a papelada respeitante à minha estadia aqui. Foi a coisa mais simples que existe. Agora, daqui a uns dias, terei de voltar lá para ir buscar a autorização de residência. Quando saí de lá, porque até vinha bem disposta, decidi tirar algumas fotos ao monumento dedicado aos combatentes da insurreição de Varsóvia, que é mesmo ali ao lado. Estamos em plena cidade velha, onde grande parte da acção da insurreição decorreu. Estes monumentos mostram alguns dos combatentes, salientando o facto de serem civis. Nesta foto aqui em cima, por exemplo, vê-se uma criança, talvez já adolescente, com um capacete que mal lhe serve. Aqui na outra foto vêem-se os resistentes a fugir pelas canalizações da cidade. Foi assim que muitos deles se salvaram (outros não, acho que dependeu de onde sairam, mas não tenho a certeza). Aqui nesta foto vê-se também um padre. Penso que em nenhum destes são retratadas mulheres, mas muitas estiveram também nas fileiras de combate da insurreição.
Nesta zona fica um edifício que tem qualquer coisa a ver com o exército, não sei bem o que é. Quando passei por aqui e estava a fazer estas fotos, os militares polacos estavam a entrar para uns autocarros próprios. Deviam ir a algum funeral, ou algo do estilo, porque na bagageira levavam montes de coroas de flores. Achei curioso o facto de eles estarem todos aperaltados, mas de sobretudo verde, igual à farda deles, com um cinto grosso e acastanhado na cintura. Muito elegantes lá iam eles. Acho que nunca tinha visto militares de sobretudo. O mais engraçado é que cada um deles que ia entrando no autocarro levava na mão um cabide! Imagino que fosse para pendurar o sobretudo, já que eles estavam impecavelmente passados a ferro.
Estas duas placas nestas fotos são alusivas também à fuga dos resistentes da insurreição pelos esgotos da cidade. Em frente a este prédio, onde estão as placas, ficava um dos (ou simplesmente "o") buracos por onde eles escaparam. Não consegui tirar boas fotos, porque o prédio está em obras e está tapado. Eu lá meti a mão por entre os andaimes e consegui tirar estas duas fotos. A primeira placa diz algo tipo: "Por este canal, após uma heróica defesa da cidade velha, foram desde o centro até Zoliborz (no norte da cidade) 5300 combatentes do grupo do norte". Se isto estiver mal traduzido, depois corrigo. A segunda placa mostra o trajecto que eles fizeram. Infelizmente, pelos motivos que já referi, não consegui chegar-me mais perto para ler melhor o que lá diz. Mas quando vierem cá visitar-me podemos passar por lá e ver as coisas melhor.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Os burocratas

Há vários meses que estive no SEF cá do sítio para pedir o meu cartão de residente na Polónia. Para efeitos legais, preciso de o ter. Na altura, deram-me quatro formulários gigantes, daqueles em que nos perguntam mil coisas parvas (os quatro campos iniciais são: últimos apelidos, apelidos anteriores, apelidos iniciais, nome próprio - nunca pensei que pudesse haver tantas categorias de apelidos! Mas afinal só a primeira é q interessava, ou seja, continuo sem saber o que significam as outras) e uma lista com os papéis que eu tinha de apresentar juntamente com esse documento. O drama começou por eu não ter nem o BI, nem o passaporte actualizados depois do casamento. Tive de esperar até ao Natal, até vir a Portugal para renovar os documentos. O BI sim, deu, mas o passaporte não, porque ainda não tinha o BI actualizado. Regressei a Varsóvia apenas com o passaporte na mão e o BI veio cá ter um mês depois. Nessa altura, lá me decidi eu a ir novamente aos serviços de estrangeiros. Felizmente descobri na internet que podia marcar hora e assim não tinha de esperar na fila. Cheguei lá, ainda estive a preencher o que faltava nos formulários, porque havia perguntas parvas (como já disse). Perguntei se podia apresentar tudo com o meu BI, visto o passaporte não estar actualizado. Ah, e tal, não, tem de ser mesmo o passaporte. Achei isto estranho, pois pertencendo eu a um país da UE nem sequer preciso de ter passaporte para estar cá. Mas enfim, eles mandam. Marcaram-me uma audiência para o fim de Março, onde deveria explicar os meus motivos para querer ter um cartão de residência (como se ser casada com um polaco não bastasse...) e trazer o passaporte actualizado. Depois no início de Abril dir-me-iam o "veredicto". Ah, e ainda teria de pagar 340zl.
Bem, voltei para casa com a ideia de na semana seguinte ir ao consulado português renovar o passaporte. Entretanto o drama das fotografias tipo passe, porque aqui têm mil e uma normas para a foto (semi-perfil, com uma orelha a ver-se, sem brincos, óculos nem nada, etc, etc) e em Portugal obrigaram-me a ter fotos normais, de frente. Lá me comecei a mentalizar que ia ter de tirar novamente fotografias e ainda por cima gastar 270zl pela renovação do passaporte (acho que ainda me iam cobrar mais, por o passaporte não estar caducado e ser só actualização de dados). No dia em que ia à embaixada sou acordada não pelos vizinhos de cima, mas por um telefonema da inspectora dos serviços de estrangeiros que tratou do meu processo. A coitada da senhora só nesse dia descobriu que eu sou cidadã da UE (vá-se lá saber onde ela tinha a cabeça quando me atendeu...). Ou seja, a nabice em pessoa!... Então, parece que eu tinha de me deslocar a outro gabinete, no piso inferior, tirar a senha A e era logo atendida (porque nunca havia fila). Com todo o respeito, sem insultar a senhora (que realmente merecia), lá lhe agradeci a indicação e alterei o meu plano de ir ao consulado por ir novamente visitar o serviço de estrangeiros. Cheguei, lugar à porta, fui ao 1º andar, um corredor normal e com ar saudável (o do 2º andar onde tive de ir era horrível, cheirava mal, tinha mil pessoas amontoadas, enfim, um antro). Sou chamada mal tiro a senha (não havia mesmo fila), entro por uma ante-sala toda bonitinha e com a bandeira da UE, chego a um gabinete todo arranjadinho e sou logo bem recebida. De facto, em termos de local, uma diferença abismal do piso superior. E o que é que me disseram os senhores da UE? Basta preencher um formulário (1/3 do anterior que me deram), trazer um ou outro papel, nada de fotos e em duas semanas dão-me o cartão. E pagamento? 1zl! Até fiquei com vontade de beijar as pessoas daquele gabinete! Afinal é tudo tão simples e não sei porquê uns burocratas queriam complicar-me a vida. Ou seja, nada de audiências, nada de pagamentos imbecis e nada de renovar o passaporte! Realmente, é bom fazer parte da UE.

Vá lá, são só duas semanas...

Desde a semana passada que por cá se está em período de férias de inverno. As escolas estão fechadas durante duas semanas e as universidades interromperam durante uma. Esta é a segunda semana de férias da criançada. Para mal dos meus pecados, os meus vizinhos de cima (que em geral são calminhos) têm filhos pequenos, imagino eu que sejam miúdos da escola primária ou do 2º ciclo. Infelizmente para eles estar de férias significa estar em casa. Para mim isto significa fazer barulho. Na semana passada acordei um dia com eles (sim, os miúdos dormem no quarto por cima do nosso!...) a jogar um jogo de computador ou algo do estilo e aos berros. Noutro dia, quando eu ia pôr um cd a tocar cá em casa, eles decidiram pôr música tecno no máximo. Felizmente um minuto depois lá baixaram a música e eu pude ligar algo mais suave aqui em baixo. Hoje, estava eu muito bem ainda no país dos sonhos quando acordo com música hip-hop mesmo por cima de mim e novamente aos berros!... Ou seja, a segunda semana está a começar bem.
A vantagem de tudo isto é que na 6ª feira tive de atravessar a cidade toda sozinha de carro em suposta hora de ponta e não apanhei trânsito nenhum. Ao menos isto.
Entretanto, parece que começou a época da neve aqui em Varsóvia. Hoje acordei e estava tudo branco e com ar de quem não está a pensar derreter brevemente.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Patinagem artística... ou não!

No fim-de-semana passado aproveitei a visita da Vanessa a estes lados da Europa para ir pela primeira vez patinar no gelo! Estão a ver esta imagem aqui ao lado? Pois não tem nada a ver! Há muitos anos que não andava de patins - e no gelo nunca tinha andado. Para grande horror da família, lá fomos nós aventurar-nos.
Estavam montes de pessoas no ringue. A questão é que eram todos super cromos, já muito habituados a patinar. Eu, super naba, mal me conseguia afastar do corrimão. Com mais 6,5kg em cima e um ligeiro ponto de desequilíbrio para os lados da barriga, lá me fui aguentando e não caí uma única vez (apesar de me ter desequilibrado algumas vezes)!!
Em suma, foi muito engraçado, é um exercício físico interessante. Apesar do stress todo da família ao saber desta pequena escapadela para patinar, valeu a pena porque exercitei-me alguma coisa. Agora, aqueles patins são realmente um bocado desconfortáveis... Nos dias seguintes ainda sentia algumas zonas sensíveis nos tornozelos.
Depois disto, só me falta experimentar o ski.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Fernão Lopes

Acho que ainda não contei aqui que o Stas tem um primo que estuda história e nos últimos tempos se tem interessado pela história de Portugal. Não sei ao certo se terá alguma cadeira só sobre história de Portugal, mas penso que sim. Noutro dia encontrou num alfarrabista uma versão polaca das Crónicas do Fernão Lopes. E, para minha surpresa, leu aquilo tudo de fio a pavio e gostou! Lembro-me de estudar estas crónicas no liceu e achar uma seca... Se calhar por na altura ser adolescente e ter de estudá-las nas aulas de língua portuguesa e não de história. Achei mesmo surpreendente ele ter gostado do livro. É sempre giro quando algum estrangeiro se interessa pela nossa história.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Frustrações

. Andei eu semanas há espera que estreasse o novo Astérix para chegar ao cinema e ter a agradável surpresa de saber que cá só está disponível a versão dobrada em polaco... Regresso directo a casa, sem comprar bilhetes e na esperança de conseguir que alguém me arranje a versão original pirateada. Assim realmente não tenho outra solução.

. Pela primeira vez na vida começo a sentir o drama de tantas pessoas: Entro na minha roupa e ela ou não me serve, ou serve com dificuldade. Já repuxa em alguns sítios, noutros aperta mesmo... O que vale é que por enquanto ainda tenho algumas coisas que são minimamente extensíveis ou largas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Parabéns à família!!!

Hoje às 9h51 de Lisboa (isto agora, com a família espalhada pelo mundo, tem de se identificar bem o fuso horário!) nasceu o mais recente membro da família: a Teresa Elias!! Por este grande acontecimento estamos todos de parabéns, mas sobretudo os pais e o irmão, que ainda está para descobrir o que é ter uma maninha. Nós por cá esperamos ansiosamente receber as primeiras fotos da Teresa para a podermos conhecer.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Outra vez aulas

Esta semana voltei um pouco à normalidade que tinha deixado há uns tempos. Recomecei a ter aulas de polaco, o que já me vinha a fazer muita falta. Para terem uma ideia, a minha nova professora sentiu-se enganada por lhe terem dito que eu devia começar agora o nível B1 (que era o suposto)... Mas enfim, depois lá se convenceu que eu já sei umas coisitas. Tenho aulas três vezes por semana. Agora tem mesmo de ser, porque depois é capaz de ser mais complicado.
Também esta semana já me inscrevi na "Escola da Família", que é como chamam aqui às aulas pré-parto. Inscrevi-me mas só começo em Março. Parece um exagero, mas tem mesmo de ser assim, com tanta antecedência. O nosso rebento é que parece já estar entusiasmado com esta ideia, porque não tem parado de dar sinal de vida! Agora anda a mexer-se imenso. Hoje na aula de polaco foi um virote, acho que ele também já começa a aprender na barriga.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O fim-de-semana em fotos















Um lago no jardim botânico de Bydgoszcz, praticamente todo congelado, mas... um pequeno espaço resiste ainda ao invasor! Os patos andam por lá molhar-se na pouca água que encontram (não sei como não tinham frio...).




















Outra parte do jardim botânico. Também um riacho congelado. Apesar de tudo, a temperatura neste dia estava acima de zero, por isso não há neve em todos os sítos. Havia era algum gelo, o que fazia com que tivessemos de andar com muita prudência para não cairmos.
















A tal pista de neve de que falei no post anterior. É curioso ver que à volta não há neve nenhuma (nesta altura já estavam uns 8ºC).
















A bacia de Puck congelada. Muito engraçado, ver mar assim.















O palácio neo-gótico nos arredores de Puck, que se diz ter pertencido ao rei Jan Sobieski.















Alguém com sentido de humor mudou as placas nos dois sentidos que indicavam Puck... Quando entrámos na cidade por momentos achámos que as placas eram mesmo originais, só depois nos apercebemos que tinha sido uma piada.















Achei lindo ver várias placas que indicavam cidades suecas, como esta, que indica Estocolmo. Há ferry-boats que partem desta zona da Trójmiasto para a Suécia, mas demoram mais de 10h de viagem. A foto está escura, mas se clicarem nela, aparece maior e acho que se percebe melhor.















Em Sopot podemos encontrar esta casa muito original, que é um centro comercial. Por dentro não tem interesse nenhum, é só mesmo o ser estranha por fora.















Eu, no pôr-do-sol, em Sopot, no molhe que entra pelo mar por cima da praia.















A praia de Sopot. Estavam imensas pessoas a passear por lá - com a temperatura que estava, duvido que alguém em Portugal arriscasse ir passear à beira-mar. A água estava super calminha e viam-se gaivotas, patos e cisnes até. Lindíssimos.















O Grande Hotel de Sopot, sobre a praia. Muito giro (e nada de torres horrorosas no fundo a estragar a foto).















No fim do molhe temos esta vista: apenas mar. Eis o Báltico.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Fim de semana compactado

Este fim-de-semana resolvemos pôr-nos nos carro e ir até uma das pontas da Polónia e ver mar. Para não fazermos a viagem toda de seguida, na sexta-feira à noite fomos até Bydgoszcz (é o círculo vermelho escuro no mapa), onde o Stas tem alguma família, e dormimos lá. A cidade é interessante porque a parte antiga fica sobre um afluente do rio Vístula, que se chama rio Brda (não estou a gozar, é mesmo este nome horroroso). Então, é chamada pequena Veneza, porque tem vários canais a atravessá-la. Infelizmente não cheguei a conhecer esta parte da cidade, porque ficámos em casa de uns tios numa zona mais periférica. No sábado de manhã fomos dar um passeio por um parque que há ali perto e fomos dar a uma pista de ski! Nunca pensei encontrar nada do estilo ali. Mas realmente, aquela zona não é tão plana como Varsóvia e dá para ter fazer pistas de ski (apesar desta ser relativamente pequena). O Stas ainda pensou alugar uns skis e andar um bocadinho, mas não estávamos vestidos apropriadamente e tínhamos almoço à nossa espera em casa dos tios. Vimos também uns lagos naturais que tinham gelado onde as pessoas andavam de patins. Muito engraçado. Amanhã ou depois hei-de pôr aqui fotos relativas a tudo isto.
À tarde rumamos até norte, até à zona da Trójmiasto (as três cidades), que engloba Gdansk, Sopot e Gdynia. São três cidades marítimas seguidas muito interessantes e turísticas. Ficámos num hotel com SPA e piscina interior onde pude realizar o meu sonho de há vários meses e meter-me dentro de água!! Estávamos já super cansados, mas mesmo assim, às 22h30 conseguimos ir até à piscina (que fechava às 23h) e dar umas braçadas. Apesar de estar muito cansada, soube-me muito bem. Até porque àquela hora não estava mais ninguém por lá. Agora vamos ver se conseguimos de vez em quando dar um salto à piscina aqui da zona.
No dia seguinte acordámos relativamente cedo e pusemo-nos em marcha. Fomos em direcção a Wladyslawowo, que é a pontinha mais a norte, mas não chegámos a entrar lá. Vi o Báltico pela primeira vez na bacia de Puck. Curiosamente estava em parte congelado!!!! Foi super estranho ver mar congelado... mas como ali não é mesmo mar, é mais uma espécie de ria... É interessante que na costa norte da Polónia há vários lagos que foram formados por braços de terra que se uniram e fecharam a entrada do mar. Nesta zona, há um braço de terra grande (pode ver-se no mapa). Na ponta tem uma cidade chamada Hel onde ainda pensámos ir, mas depois desistimos, por falta de tempo. Perto de Puck vimos ainda um palácio antigo de um rei polaco. Depois disto seguimos para Gdynia, onde entrámos na avenida principal e aí sim, começámos a ver mar. Parámos depois em Sopot, onde almoçámos. Se em Gdynia só consegui ver alguns estaleiros e pouco mais, em Sopot vi uma autêntica cidade de praia que ainda não foi estragada. Com o seu Grande Hotel sobre a praia e casas antigas, com poucos andares, a zona está muito gira. Tem uma rua pedonal que dá para um molhe grande que entra pelo mar dentro e onde se pode passear. Mas, como já disse, fotos disto só amanhã (talvez). É mesmo gira, a cidade. E depois, Gdansk. Aquilo que no meu imaginário era Gdansk na realidade é Sopot. Gdansk não tem nada a ver. Não é uma cidade sobre a praia, porque tem imensos estaleiros (os famosos estaleiros do tempo do comunismo e do Lech Walesa), mas é a foz de um rio e tem vários canais desse rio. Para mim, Gdansk (falo do centro, obviamente) é aquilo que eu imaginava que deviam ser aquelas cidades da Flandres, no século XVI. A verdade, é que Gdansk foi uma cidade mais para o independente. Era um porto comercial por onde passavam as mais diferentes pessoas e isso reflecte-se na sua arquitectura, tão diferente do resto da Polónia. Digamos que era uma cidade multi-cultural. Em suma, é espetacular! Tive pena de passar lá tão pouco tempo. Sobretudo, tive pena de que quando lá cheguei, já era praticamente noite e não consegui tirar fotos de jeito... O lado positivo é que apanhámos um pôr-do-sol bonito em Sopot. Mas sobre Gdansk e o resto falarei mais amanhã.
No regresso a Varsóvia ainda passámos por Malbork, para ver pelo menos por fora o espetacular castelo que lá há, mas vi muito pouco. Sobre este castelo falarei também noutra altura. Por agora, vou ver o que consigo fazer com as fotos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Outro ponto de vista

Depois de vários dias com temperaturas a rondar os -10ºC, dou por mim a pensar que não está frio quando estão apenas zero graus.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Soluções

Aqui vão as soluções do desafio anterior:

Niepokój - Ansiedade
Poniedziałek - Segunda-feira
Przedpokój - Corredor, ante-câmara
Samolot - Avião
Samochód - Carro
Rajstopy - Collants (esta era quase impossível, sei)
Piłka nożna - Futebol
Stonoga - Centopeia

E fica ainda a palavra apresentado pela mdem:

oczywiście
oczy - olhos
wisieć- pendurar
(wiście- 2ª pessoa, plural, imperativo)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Já passou um ano!

Cá estamos de volta a Varsóvia, para mais uma temporada. Quando chegámos fomos muito bem recebidos, com -10ºC, para animar. Que bem que soube entrar em casa e sentir o calorzinho! No entanto, andamos a ver se compramos algum aparelho daqueles que dão humidade, porque o ar aqui é demasiado seco. Não nos faz bem a nós, cujos narizes e afins se queixam, nem às nossas plantinhas, coitaditas.
Quando chegámos, tivemos a alegria de ter no correio dois postais de Natal, que só chegaram depois de nós termos partido para Portugal. Mas foi bem assim, porque foi uma forma de animar o regresso. Obrigada, família, pelo alembramento!!
Já fez um ano que eu para aqui vim pela primeira vez e devo dizer que o tempo não tem nada a ver. Esta semana já apanhei mais temperaturas baixas que em todo o inverno do ano passado. Fiquei chocada quando entrei no carro e vi uma garrafa de água que lá tinha deixado completamente congelada! Nunca tal havia visto! Nem me passou pela cabeça que pudesse acontecer, mas realmente quando estão temperaturas bem negativas, é normal.
Ontem, por exemplo, aconteceu uma coisa chata. De madrugada e de manhã caiu uma chuva miudinha. Só que como a temperatura aqui em baixo estava bem baixa, a água congelou e formou gelo. Se eu andasse normalmente de patins, não havia problema. Mas com sapatos normais torna-se complicado andar na rua assim. E os carros? Tivemos de andar a partir gelo antes de poder ir a qualquer sítio. A neve sempre dá para limpar facilmente, mas o gelo... É uma seca! Depois disto vá lá que começou a nevar mesmo e o gelo deixou de incomodar.
Duas notas finais para concluir: Como o Stas veio doente de Portugal (a nossa humidade dá cabo dos estrangeiros...), veio cá a casa o médico de família deles vê-lo. Qual não foi a minha surpresa quando olho para o dito senhor (que mal entrou deitou a baixo com uma cabeçada a única decoração de Natal que eu tinha acabado de pendurar) e ele é igual ao Putin! A sério, é impressionante! Mais tarde comentei com outras pessoas que também o conhecem e todos corroboraram a parecença. Médico-Putin, não há nada a fazer. Não sei o nome dele, mas para mim vai ser sempre conhecido desta forma.
A nota final para dizer que este fim de semana recebemos em casa a "visita pascal" versão Natal. É muito parecido com o que fazem no Carregal na Páscoa: vem um padre, benze a casa, reza uma oração, toma um cházinho e faz um pouco de conversa, e depois continua a percorrer as casas todas da vizinhança. Super engraçado. Eles avisam quando vêm e nós só temos de arrumar minimamente a casa para o senhor não desmaiar de susto. Ah, e no fim damos "uns trocos" para a igreja (no caso da nossa paróquia, é literalmente para a igreja, que vai começar a ser construída agora - para já só há uma capela provisória).
E pronto, cá estamos, neste momento a cidade está toda branquinha por causa da neve de ontem, o que dá mais luz e é muito agradável à vista. Aqui por casa estamos todos bem, a barriga já começou a crescer (tem imensa piada!!) e o/a pequenote/a já não incomoda tanto como antes. É só mesmo o sono, mas isso... Só sei que ele/ela gostou muito da viagem a Portugal! E agora espera visitas.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Água

Desde que estou grávida tenho tido imensas saudades das férias, do tempo na praia e na piscina. Sinto muito a falta de estar assim dentro de água, a boiar, a nadar, simplesmente a estar lá. Esta noite voltei a sonhar que estava na praia. Deve ser por ter uma criancinha dentro de "água" dentro de mim que faz com que também eu queira estar assim.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Que palavra será? - Um novo desafio!

Depois do desafio das "palavras estrangeiras escritas à polaca", aqui venho lançar um novo desafio. Desta vez, consiste em adivinhar o significado de palavras originariamente polacas. Na língua polaca há uma série de palavras que são compostas por outras palavras, isto é, duas palavras que ditas separadamente têm os seus significados, quando se juntam e formam uma só, têm outro significado. O desafio é descobrir o que significa cada palavra, através das partes que a compõem, como neste exemplo:

Bezdomny
Bez - sem; Dom - casa
logo: Bezdomny = Sem-abrigo

É só pensar um bocadinho, vão ver que não é difícil e até pode ter piada. Atenção que algumas palavras aparecem escritas de forma um bocadinho diferente, não se assustem. Todas são substantivos.
Boa sorte!

Niepokój
Nie - não; Pokój - paz

Poniedziałek
Po - depois, à frente; Niedziela - Domingo

Przedpokój
Przed - antes; Pokój - quarto (sim, esta palavra significa "paz" e "quarto"...)

Samolot
Sam - sozinho, por si só; Lot - vôo

Samochód
Sam - sozinho, por si só; Chodzić - andar

Rajstopy
Raj - paraíso; stopy - pés

Piłkanożna
Piłka - bola; nożna deriva de noga - perna

Stonoga
Sto - cem; noga - perna

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Descoberta

Tive de vir para a Polónia para descobrir que existem comprimidos de Centrum cor-de-rosa...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Tudo ao contrário

Recentemente dei-me conta de duas coisas que aqui estão ao contrário de Portugal e ainda não me tinha apercebido. Só reparei porque ouvi comentários de outras pessoas que por cá passaram nos últimos meses.
A primeira delas são as campainhas nos prédios. Em Portugal, geralmente elas estão de baixo para cima. O r/c, depois o 1º, etc e o último andar aparece por cima de todos os outros. Pois na Polónia é precisamente o contrário! Os andares mais baixos são os primeiros a aparecer em cima. O último andar corresponde à campainha mais baixa. Estranho, não é? É ver os botões das campainhas todos invertidos. E as caixas do correio igual.
A segunda coisa são as portas exteriores dos edifícios. Todas elas abrem ao contrário de Portugal. Em Portugal em regra as portas abrem para dentro. Aqui, as portas abrem todas para fora. Isto por causa do frio e do vento, que às vezes empurra as portas e as abre sem nós querermos. Já não é uma nem duas que eu aqui esbarro contra uma porta porque a tento abrir ao contrário do que é suposto. Tem a sua lógica, mas eu às vezes ainda me esqueço

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sabem o que significa? - Parte II

Lembram-se do desafio deste post? Volta e meia tenho encontrado mais palavras polacas que à primeira vista parecem estranhas, mas depois quando são lidas em voz alta soam a palavras inglesas ou francesas. Infelizmente, muitas delas vejo e depois esqueço-me.
Aqui deixo novas palavras, as poucas que me lembro agora, para ver quem adivinha o seu significado através da forma como se pronunciam. As regras são as mesmas do outro post:

Ajuda: o ż pronuncia-se como o nosso j; sz pronuncia-se ch; cz pronuncia-se tch; ni pronuncia-se nh. O resto é mesmo como se lê.

Menedżer
Seif
Sos
Strajk
Klaun
Mecz

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pequenas notas

. A primeira para dizer que hoje está a nevar!!! Já há umas semanas tinha nevado, mas de noite e na manhã seguinte desapareceu tudo. Desde aí, neve nem vê-la. Hoje voltou e já começou a dar um ar de sua graça. Mesmo assim, não vai durar muito tempo, porque dizem que ainda não é a época da neve.

. Estivemos em Madrid há duas semanas, mais ou menos. Viagem que até à última esteve para não se realizar (a viagem a Lisboa entretanto ficou pelo caminho). Foi muito giro, apesar de não termos feito quase nada (mea culpa!...). Foram os primeiros dias em que me senti melhorzita. Há uns dias soube que nessa altura eram os dias de maior risco para a gravidez. Felizmente passaram sem problemas e cá estamos. Uma nota para dizer que o Zé Diogo, apesar de agora ter entrado para a escola, pareceu-me estar a falar muito melhor português do que antes. Curioso. Mas muito bom. Sobre a Maria não tenho nada a dizer, porque iam todos achar que eu sou uma tia ultra-babada, então vou conter-me. Digo apenas que está amorosíssima.

. Ainda não falei aqui do nosso jantar no restaurante português. Já foi há dois meses (!), mas ainda vale a pena falar. Eu já lá tinha ido, mas durante o dia, com uma amiga, e comemos só umas entradas. Desta vez foi jantar a sério. Ficámos no andar de cima (o restaurante não é muito grande, mas tem uma espécie de mezzanine em cima com mais espaço). Estavam lá duas mesas com grupos de portugueses, uns a festejar um aniversário e outros a conviver e a assistir ao último jogo de Portugal no mundial de rugby (ao tempo que isto foi!...). Sim, porque o restaurante tem um lcd grande com SportTv!!! Muito bom. Em dias de jogos aquilo deve estar bem povoado. Bem, mas no que toca a comida... O Stas pediu uma sopa de marisco. Eu à espera de ver um creme de marisco típico, qual quê! Veio um caldo com mariscos e outras coisas a boiar lá dentro. Ou seja, nada a ver com a verdadeira sopa de marisco. Na minha opinião, aquilo é uma versão polaca, porque os polacos fazem muitas sopas assim: um caldo com coisas a boiar. Em seguida, pedimos carne de porco à alentejana e um bitoque. Novamente desilusão. Apesar de aparentarem ser o que são, estavam temperados à maneira polaca! Conclusão: é um restaurante português mas com cozinheiros polacos que quiseram dar o seu toque pessoal à comida. Uma pena, na minha opinião. O espaço está engraçado, o ambiente também, porque se ouve muito português, mas a comida... Temos de lá voltar e provar outras coisas diferentes.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Esclarecimento

Peço desculpa a todos os leitores do blog por tão prolongada ausência. Como a maioria de vós já sabe, tenho andado muito ocupada com algumas indisposições físicas provocadas por alguém que tem imensa vontade de se mostrar ao mundo. Ainda nem 2cm deve ter e já dá um ar de sua graça a perturbar o funcionamento normal da família.
Por isso, assim que for possível, voltarei em força e certamente com muitas novidades. É preciso é ter paciência!