Hoje partilho convosco este fantástico teledisco de um cantor, chamado Janusz Laskowski, que deve ser (ou ter sido) o Emanuel ou o Toni Carreira cá do sítio. A música chama-se Świat nie wierze łzom, que significa "o mundo não acredita nas lágrimas". A letra tem tanto de piroso como a música de pimba. E o vídeo... só mesmo visto! Aquele cabelo, a roupa, enfim, sei que a música é antiga, mas é de chorar a rir. Apenas chamo a atenção (aos corajosos que quiserem mesmo ver o vídeo) para o facto de nas cenas em que o Janusz aparece filmado de lado dentro do carro, pode-se ver o reflexo da carrinha que ia ao lado dele a filmar. Bom proveito!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Portugal está de parabéns
Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar, nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã.
Bento XVI, 26 de Abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
O blog vai de férias
Por uns dias. Às vezes também faz falta visitar a terra natal. :)
Até logo e boa Páscoa!
Até logo e boa Páscoa!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Momentos do dia
Ontem passámos o dia na passeata (pelo menos alguns de nós) com os nossos primos que actualmente nos visitam. Dos vários acontecimentos do dia destaco dois (que curiosamente aconteceram no mesmo local).
. Estamos nós muito bem a lanchar na Wedel de Wilanów (a casa dos chocolates... ah, tão bom!!) quando de repente entra um senhor que se dirige à nossa mesa com uma nota de 20zl da mão e começa a falar connosco em português, a perguntar se temos troco. Ficámos todos um bocado com cara de parvos (só mesmo um bocado) por aparecer alguém ali do meio do nada a falar português normalissimamente. Por fim lá lhe demos o troco que ele precisava e o senhor partiu atrás do autocarro (ele queria troco para facilitar a compra de um bilhete). Acabámos por pagar o lanche usando essa mesma nota (por via das dúvidas, não nos tivesse ele aldrabado).
. Momentos depois, o Miguel marcou o golo do dia (auto-golo, digamos antes), quando agradeceu à empregada de mesa com um simpático danke schon. Temos de treinar mais o dziękuję!
. Estamos nós muito bem a lanchar na Wedel de Wilanów (a casa dos chocolates... ah, tão bom!!) quando de repente entra um senhor que se dirige à nossa mesa com uma nota de 20zl da mão e começa a falar connosco em português, a perguntar se temos troco. Ficámos todos um bocado com cara de parvos (só mesmo um bocado) por aparecer alguém ali do meio do nada a falar português normalissimamente. Por fim lá lhe demos o troco que ele precisava e o senhor partiu atrás do autocarro (ele queria troco para facilitar a compra de um bilhete). Acabámos por pagar o lanche usando essa mesma nota (por via das dúvidas, não nos tivesse ele aldrabado).
. Momentos depois, o Miguel marcou o golo do dia (auto-golo, digamos antes), quando agradeceu à empregada de mesa com um simpático danke schon. Temos de treinar mais o dziękuję!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Retratos dispersos dos últimos tempos
Só hoje é que finalmente decidi passar para o computador algumas fotos que tinha no telemóvel. Aqui deixo estas três que achei interessantes para o blog (todas tiradas já há algum tempo).
No restaurante de fast food Mała Turcja (Pequena Turquia), no Centro Comercial de Sadyba, em Varsóvia, servem kebab, grill e... pide???
A típica cromice nas aldeias - um letreiro a dizer "Uwaga zły pies, a gospodarz jeszcze gorszy", ou seja, "Cuidado, cão feroz e dono ainda pior"...
Os famosos essenciais da Compal! Num hipermercado (sinceramente já não me lembro qual) encontrei no meio das alfaces e dos tomates este cartaz meio escondido. Tem por cima a marca Ogrody Natury, que penso que comercializava estes potezinhos na Polónia. Este cartaz estava nas costas de um frigorífico onde havia produtos marca Ogrody Natury, mas não estes. Infelizmente nunca os vi à venda por cá.
No restaurante de fast food Mała Turcja (Pequena Turquia), no Centro Comercial de Sadyba, em Varsóvia, servem kebab, grill e... pide???
A típica cromice nas aldeias - um letreiro a dizer "Uwaga zły pies, a gospodarz jeszcze gorszy", ou seja, "Cuidado, cão feroz e dono ainda pior"...
Os famosos essenciais da Compal! Num hipermercado (sinceramente já não me lembro qual) encontrei no meio das alfaces e dos tomates este cartaz meio escondido. Tem por cima a marca Ogrody Natury, que penso que comercializava estes potezinhos na Polónia. Este cartaz estava nas costas de um frigorífico onde havia produtos marca Ogrody Natury, mas não estes. Infelizmente nunca os vi à venda por cá.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A web polaca: monitor do trânsito
Há pouco tempo fiquei a conhecer outro site polaco de bastante interesse. Tem o nome oficial Zintegrowany System Zarządzania Ruchem (sistema integrado de gestão do trânsito) e trata-se de um site que apresenta o estado do trânsito nas principais artérias de Varsóvia. Podemos também ver imagens das câmaras de algumas dessas ruas. Dá muito jeito, se quisermos ir para o centro da cidade. Para além disto, indica também o estado do tempo e a qualidade do ar, bem como assinala os locais onde há obras, acidentes ou outros acontecimentos que possam dificultar a circulação do trânsito. Se vierem a Varsóvia e quiserem andar de carro, recomendo este site.
terça-feira, 24 de março de 2009
Polónia maluca
Em Portugal há o ditado "Março, Marçagão"; na Polónia não faço ideia o que poderá haver.Hoje acordei e vi no telhado em frente flocos de neve. Não queria acreditar, aproximei-me da janela e vi na relva lá em baixo bocados de neve, como se fossem orvalho. Bolas, pensei eu, mais um dia de frio. À hora do almoço, porém, começou a brilhar o sol. Brilhava tanto que a certa altura tive de tapar as janelas da sala, tal era o calor. Já não se aguentava. Abri janelas e olhei para o termómetro exterior da cozinha (que está ao sol), que marcava 15ºC. Epa, voltei a pensar, está um dia fantástico! Lá fui à minha vida e passados uns momentos voltei a essa mesma janela. O sol já tinha sido coberto por nuvens. O termómetro? Marcava 5ºC. 5ºC! Não queria acreditar! Onde estava o calor que momentos antes me tinha feito sentir esturricada na sala? Pior de tudo: às 17h olhei pela janela e não é que estava a nevar??
Conclusão: o tempo na Polónia em Março é mesmo uma malucada!
Outra vez o sol na Polónia
Com o sol a nascer às 5:30, quem é que explica à Teresa que é suposto ficar a dormir ainda mais umas horas?...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Piadinha dos tempos do comunismo
Certa vez, o "Tio" Stalin veio visitar a Polónia. Os camaradas do partido, para serem simpáticos, levaram-no a dar um passeio de carro pela cidade. Quando estavam a passar pelo Palácio da Cultura, Stalin perguntou:
- O que é aquilo?
- Aquilo é o Palácio da Cultura e da Ciência de Jozef Stalin(1) - responderam-lhe.
- Oh, camaradas, dedicaram-me o palácio? Não era preciso! Tanta honra! - disse Stalin comovido.
E lá continuaram o passeio.
Foram andando pela Ul. Marszałkowska (Rua do Marechal) e Stalin perguntou:
- Que rua é esta?
- Esta é a Rua do Marechal
- Camaradas! - disse Stalin embasbacado - Outra vez, tanta honra! Uma rua em meu nome? Mas que simpatia!(2)
Passado mais um bocado, chegaram até à Plac Zbawiciela (Praça do Salvador) (3).
Como sempre, Stalin perguntou:
- Que praça é esta?
- Esta é a Praça do Salvador.
- Epa, ó camaradas, não acham que já estão a exagerar?...
_____________
(1) Este era o nome que o Palácio tinha durante o comunismo. Depois passou a ser simplesmente Palácio da Cultura e da Ciência.
(2) Stalin tinha o título de Marechal da União Soviética, um título que existiu apenas de 1935 a 1991. No entanto, como é óbvio, a Ul. Marszałkowska não tem este nome por causa dele...
(3) A Plac Zbawiciela, Praça do Salvador ou Praça do Santíssimo Salvador, fica numa das pontas da Ul. Marszałkowska. Tem este nome penso eu devido à igreja do Santíssimo Salvador que fica precismente ali.
- O que é aquilo?
- Aquilo é o Palácio da Cultura e da Ciência de Jozef Stalin(1) - responderam-lhe.
- Oh, camaradas, dedicaram-me o palácio? Não era preciso! Tanta honra! - disse Stalin comovido.
E lá continuaram o passeio.
Foram andando pela Ul. Marszałkowska (Rua do Marechal) e Stalin perguntou:
- Que rua é esta?
- Esta é a Rua do Marechal
- Camaradas! - disse Stalin embasbacado - Outra vez, tanta honra! Uma rua em meu nome? Mas que simpatia!(2)
Passado mais um bocado, chegaram até à Plac Zbawiciela (Praça do Salvador) (3).
Como sempre, Stalin perguntou:
- Que praça é esta?
- Esta é a Praça do Salvador.
- Epa, ó camaradas, não acham que já estão a exagerar?...
_____________
(1) Este era o nome que o Palácio tinha durante o comunismo. Depois passou a ser simplesmente Palácio da Cultura e da Ciência.
(2) Stalin tinha o título de Marechal da União Soviética, um título que existiu apenas de 1935 a 1991. No entanto, como é óbvio, a Ul. Marszałkowska não tem este nome por causa dele...
(3) A Plac Zbawiciela, Praça do Salvador ou Praça do Santíssimo Salvador, fica numa das pontas da Ul. Marszałkowska. Tem este nome penso eu devido à igreja do Santíssimo Salvador que fica precismente ali.
terça-feira, 17 de março de 2009
Kiler
Ainda falando sobre filmes, desta vez polacos, recentemente vi mais uma daquelas comédias polacas meio parvas. Digo parvas, porque o são, mas admito que na mesma me divirto imenso a vê-las. As últimas que vi chamava-se "Kiler" e "Kilerów 2óch", que é a sequela.
O primeiro filme conta a história de um taxista chamado
Jerzy Kiler que é confundido com um perigoso assassino procurado pela polícia, cuja alcunha é killer. Certa manhã, a polícia entra no apartamento dele e prende-o, porque encontrou no táxi dele a arma usada no último crime. O pobre homem ainda tenta explicar-se, mas ninguém acredita nele. Por fim, vai parar à prisão, onde a maioria dos prisioneiros o trata com muito respeito, pois crêem que é o famoso killer, que realiza crimes por encomenda. No entanto, há um prisioneiro que aterroriza todos os outros e começa também a chatear o taxista. Como todos pensam que ele é um assassino contratado, pedem-lhe que mate esse tal prisioneiro. Sem se desmascarar, ele diz que vai pensar no assunto e pouco tempo depois, acidentalmente, acaba por matar esse homem. Entretanto, um antigo cliente do taxista decide organizar a fuga deste da prisão. Isto porque esse homem era um dos que contratava o killer e ficou muito surpreendido ao descobrir que, afinal, aquele taxista era o "seu"
grande assassino. Mil e uma peripécias acontecem entretanto, muitos mal entendidos, até que no fim o Kiler consegue entregar à polícias os malfeitores que o queriam contratar e inclusive o verdadeiro killer, que não gostou de ver os seus créditos por mãos alheias.
Na sequela, o Jerzy Kiler entretanto tornou-se num homem famoso, que abriu uma fundação de caridade. Os malfeitores que foram presos por sua causa conseguem sair da prisão, pois são homens poderosos que usam as suas influências. Estes, por sua vez, querem arranjar uma maneira de o tramar e contratam um assassino para o matar. Mais uma vez há mil e uma peripécias, até que no fim acaba com um final feliz (para alguns, claro).
Estes filmes são daqueles que têm certas frases de culto, muito engraçadas. Gostava de um dia me aventurar e arranjar legendas em português para alguns destes filmes, mas...
O primeiro filme conta a história de um taxista chamado
Jerzy Kiler que é confundido com um perigoso assassino procurado pela polícia, cuja alcunha é killer. Certa manhã, a polícia entra no apartamento dele e prende-o, porque encontrou no táxi dele a arma usada no último crime. O pobre homem ainda tenta explicar-se, mas ninguém acredita nele. Por fim, vai parar à prisão, onde a maioria dos prisioneiros o trata com muito respeito, pois crêem que é o famoso killer, que realiza crimes por encomenda. No entanto, há um prisioneiro que aterroriza todos os outros e começa também a chatear o taxista. Como todos pensam que ele é um assassino contratado, pedem-lhe que mate esse tal prisioneiro. Sem se desmascarar, ele diz que vai pensar no assunto e pouco tempo depois, acidentalmente, acaba por matar esse homem. Entretanto, um antigo cliente do taxista decide organizar a fuga deste da prisão. Isto porque esse homem era um dos que contratava o killer e ficou muito surpreendido ao descobrir que, afinal, aquele taxista era o "seu"
grande assassino. Mil e uma peripécias acontecem entretanto, muitos mal entendidos, até que no fim o Kiler consegue entregar à polícias os malfeitores que o queriam contratar e inclusive o verdadeiro killer, que não gostou de ver os seus créditos por mãos alheias.Na sequela, o Jerzy Kiler entretanto tornou-se num homem famoso, que abriu uma fundação de caridade. Os malfeitores que foram presos por sua causa conseguem sair da prisão, pois são homens poderosos que usam as suas influências. Estes, por sua vez, querem arranjar uma maneira de o tramar e contratam um assassino para o matar. Mais uma vez há mil e uma peripécias, até que no fim acaba com um final feliz (para alguns, claro).
Estes filmes são daqueles que têm certas frases de culto, muito engraçadas. Gostava de um dia me aventurar e arranjar legendas em português para alguns destes filmes, mas...
sexta-feira, 13 de março de 2009
A Toca do Lobo
Ontem estivemos a ver o filme Valquíria, o tal do Tom Cruise.
Achei muito interessante o facto de no filme aparecer o quartel-general do Hitler na Prússia Oriental, onde ocorreu o atentado, que na realidade fica na Polónia. Já em tempos tinha ouvido falar de uma casa qualquer onde o Hitler ficava na Polónia, na região dos lagos, mas nunca pensei que fosse esta. A Toca do Lobo - assim se chamava este quartel - fica na região de Kętrzyn, na Mazúria, perto de um grande lago. Este território pertencia à Polónia antes das partilhas do séc. XVIII, que a dividiram entre a Áustria, a Rússia e a Prússia. Apesar de se chamar Prússia, tal como nos outros antigos territórios da Polónia, as pessoas falavam polaco. Depois da Iª Guerra Mundial, a Polónia voltou a ser independente e recuperou alguns dos seus antigos territórios. No entanto, a Prússia Oriental continuou a pertencer à Alemanha. O Hitler decidiu instalar-se naquela região para dali comandar a invasão da Rússia, porque sempre era mais perto do que Berlim. O espaço estava muito bem organizado: no meio de um bosque, devidamente camuflado de modo a que nenhum avião desse por ele, nem
os moradores da região. Daquilo que ouvi dizer, durante a guerra e mesmo muito tempo depois da guerra, os polacos desconheciam a existência daquele quartel. Mal sonhavam eles que o Hitler tinha andado por ali tantas vezes. Segundo dizem, passou ali bastante tempo, nomeadamente: entre Junho de 1941 e Julho de 1942, sete dias no início de Novembro de 1942 e depois desde o fim desse mês até Fevereiro de 1943, seis dias em Março de 1943, 12 dias em Maio de 1943, 17 dias no início de Julho de 1943 e depois desde o fim desse mês até Fevereiro de 1944, e por fim entre Julho e Novembro de 1944.
A Toca do Lobo foi descoberta quando o Exército Vermelho começou a avançar sobre os nazis. Antes de abandonarem o local, os nazis fizeram explodir tudo. Porém, dado que algumas paredes tinham espessura de oito metros, nem todas as explosões conseguiram destruir tudo, tendo alguns dos bunkers e locais sobrevivido até hoje (não muitos, pelo que percebi).
Durante a existência activa da Toca do Lobo, viveram ali ma
is de 2000 pessoas. Tinha edifícios de carácter residencial e vários bunkers. Havia um grande gerador de energia, que fazia com que não tivessem de depender das terras vizinhas. Tinha também um cinema, uma central telefónica, casino, café, enfim, digamos que estavam bem apetrechados. Neste local o Hitler recebeu convidados importantes de países seus aliados, entre os quais Mussolini, o Primeiro-Ministro romeno Antonescu, o czar Bóris III da Bulgária, o Primeiro-Ministro francês Pierre Laval (do governo de Vichy) e o embaixador japones Hiroshi Oshim.
Perto deste local existe o hoje chamado aeródromo de Wilamowo. Aqui, os nazis construiram o seu aeroporto privativo para trazer e levar pessoas para a Toca do Lobo, bem como para abastecer o local. Este foi aproveitado posteriormente pelo Exército Vermelho. O aeródromo de Wilamowo mais tarde voltou a ser outra vez conhecido, pois deste local os comunistas transferiram o Cardeal Stefan Wyszyński como prisioneiro (ele teve de mudar várias vezes de local, pois os comunistas queriam manter segredo sobre o seu paradeiro, para criarem o mito de que tinha morrido ou abdicado. Só que as pessoas descobriam onde ele estava e depois era o cabo dos trabalhos).
Quem sabe se no Verão não decidimos dar um salto até à Mazúria e aproveitamos para ver a Toca do Lobo? Pode ser interessante.
Achei muito interessante o facto de no filme aparecer o quartel-general do Hitler na Prússia Oriental, onde ocorreu o atentado, que na realidade fica na Polónia. Já em tempos tinha ouvido falar de uma casa qualquer onde o Hitler ficava na Polónia, na região dos lagos, mas nunca pensei que fosse esta. A Toca do Lobo - assim se chamava este quartel - fica na região de Kętrzyn, na Mazúria, perto de um grande lago. Este território pertencia à Polónia antes das partilhas do séc. XVIII, que a dividiram entre a Áustria, a Rússia e a Prússia. Apesar de se chamar Prússia, tal como nos outros antigos territórios da Polónia, as pessoas falavam polaco. Depois da Iª Guerra Mundial, a Polónia voltou a ser independente e recuperou alguns dos seus antigos territórios. No entanto, a Prússia Oriental continuou a pertencer à Alemanha. O Hitler decidiu instalar-se naquela região para dali comandar a invasão da Rússia, porque sempre era mais perto do que Berlim. O espaço estava muito bem organizado: no meio de um bosque, devidamente camuflado de modo a que nenhum avião desse por ele, nem
os moradores da região. Daquilo que ouvi dizer, durante a guerra e mesmo muito tempo depois da guerra, os polacos desconheciam a existência daquele quartel. Mal sonhavam eles que o Hitler tinha andado por ali tantas vezes. Segundo dizem, passou ali bastante tempo, nomeadamente: entre Junho de 1941 e Julho de 1942, sete dias no início de Novembro de 1942 e depois desde o fim desse mês até Fevereiro de 1943, seis dias em Março de 1943, 12 dias em Maio de 1943, 17 dias no início de Julho de 1943 e depois desde o fim desse mês até Fevereiro de 1944, e por fim entre Julho e Novembro de 1944.A Toca do Lobo foi descoberta quando o Exército Vermelho começou a avançar sobre os nazis. Antes de abandonarem o local, os nazis fizeram explodir tudo. Porém, dado que algumas paredes tinham espessura de oito metros, nem todas as explosões conseguiram destruir tudo, tendo alguns dos bunkers e locais sobrevivido até hoje (não muitos, pelo que percebi).
Durante a existência activa da Toca do Lobo, viveram ali ma
is de 2000 pessoas. Tinha edifícios de carácter residencial e vários bunkers. Havia um grande gerador de energia, que fazia com que não tivessem de depender das terras vizinhas. Tinha também um cinema, uma central telefónica, casino, café, enfim, digamos que estavam bem apetrechados. Neste local o Hitler recebeu convidados importantes de países seus aliados, entre os quais Mussolini, o Primeiro-Ministro romeno Antonescu, o czar Bóris III da Bulgária, o Primeiro-Ministro francês Pierre Laval (do governo de Vichy) e o embaixador japones Hiroshi Oshim.Perto deste local existe o hoje chamado aeródromo de Wilamowo. Aqui, os nazis construiram o seu aeroporto privativo para trazer e levar pessoas para a Toca do Lobo, bem como para abastecer o local. Este foi aproveitado posteriormente pelo Exército Vermelho. O aeródromo de Wilamowo mais tarde voltou a ser outra vez conhecido, pois deste local os comunistas transferiram o Cardeal Stefan Wyszyński como prisioneiro (ele teve de mudar várias vezes de local, pois os comunistas queriam manter segredo sobre o seu paradeiro, para criarem o mito de que tinha morrido ou abdicado. Só que as pessoas descobriam onde ele estava e depois era o cabo dos trabalhos).
Quem sabe se no Verão não decidimos dar um salto até à Mazúria e aproveitamos para ver a Toca do Lobo? Pode ser interessante.
terça-feira, 10 de março de 2009
Retratos do fim-de-semana
Um pormenor das paredes das casas de madeira. Elas costumam ter entre as traves estes rolinhos de palha (ou lá o que isto é) muito bem enrolados. Tradicionalmente, se entre as traves não houver isto, entra o ar. No entanto, hoje em dia há muita gente que usa estes rolinhos só para enfeitar e cola-os, para não saírem.
Vista de uma das estradas por onde tivemos de passar.
A pista de Kotelnica, em Białka Tatrzańska, por volta das 20h.
A vista de domingo de manhã. Estava tudo lindíssimo.
No caminho de regresso tivemos alguns problemas por causa da neve. Em certos sítios era quase impossível identificar onde ficava a estrada; tínhamos mesmo de conhecer o caminho ou então íamos parar sei lá onde.
O contraste no regresso: em Cracóvia apanhámos imenso sol e um dia lindo (à ida fomos por Katowice, no regresso por Cracóvia).
Vista de uma das estradas por onde tivemos de passar.
A pista de Kotelnica, em Białka Tatrzańska, por volta das 20h.
A vista de domingo de manhã. Estava tudo lindíssimo.
No caminho de regresso tivemos alguns problemas por causa da neve. Em certos sítios era quase impossível identificar onde ficava a estrada; tínhamos mesmo de conhecer o caminho ou então íamos parar sei lá onde.
O contraste no regresso: em Cracóvia apanhámos imenso sol e um dia lindo (à ida fomos por Katowice, no regresso por Cracóvia).Fim-de-semana nas montanhas
Ia escrever no título deste post "fim-de-semana na neve", mas achei que era melhor mudar, porque fins-de-semana na neve já passei vários este ano em Varsóvia. O que queria mesmo dizer é que no fim-de-semana passado fomos para as montanhas. Numa viagem assim meio improvisada, saímos de Varsóvia na quinta-feira à tarde e regressámos no domingo à noite. Fomos até à região das Tatra, uma parte da enorme cordilheira dos Cárpatos. Ficámos alojados numa casa própria para receber turistas. Na Polónia é comum haver pessoas com vivendas grandes que alugam quartos a turistas. Nas montanhas então, há destas casas aos mil. A casa onde ficámos era deste estilo, vivia lá um casal com dois filhos. Os nossos quartos e os deles eram em zonas separadas, mas partilhávamos a sala de jantar e a cozinha. O mais interessante desta casa era que para se chegar lá era necessário subir uma montanha por um caminhozito estreito. Na noite em que chegámos estavam 5ºC. Nesse dia, a neve tinha começado a derreter e a escorrer por esse tal caminho. Pusemos correntes nas rodas do carro e ainda tentámos subir, mas o caminho estava mesmo muito mau e até as próprias correntes se partiram. Teve de vir o nosso anfitrião buscar-nos de jipe, porque de outra forma passaríamos a noite dentro do carro. Nos outros dias, entretanto a temperatura desceu e nevou bastante, pelo que o caminho ficou melhor para conseguirmos andar nele (e comprámos também correntes novas para o carro, claro).
Na sexta-feira fomos até Zakopane para fazer ski. Estivemos na pista de Nosal, onde me aventurei pela primeira vez neste belo desporto. Depois de umas quedas um pouco aparatosas (felizmente só mesmo aparatosas e não dolorosas) e de até ter ido parar à pista do lado, lá me consegui aguentar e divertir um bocado com aquilo. O pior é que nesse dia a temperatura ainda estava um bocado alta e estava a chover. Conclusão: quando saí dali, estava ensopada. Por sorte, a roupa de ski não deixa entrar água.
No sábado voltámos às pistas, desta vez em Białka Tatrzańska. Nesta tínhamos já estado no ano passado com o Hugo e de facto parecem-me melhores. Białka e Bukowina são duas vilas vizinhas muito bonitas, com casas de madeira giríssimas. Gosto mais delas do que de Zakopane, por serem mais tranquilas e mais tradicionais. Em Białka caí na asneira de ter ido para uma pista azul, achando que era uma verde. Claro está que na primeira descida fui ao chão várias vezes (muitas delas eu própria é que me atirava, porque achava que não ía conseguir travar). Foi chato que como a neve tinha começado a derreter na véspera, em alguns sítios havia gelo na pista, o que não era nada bom. Neste dia já não choveu, mas nevou.
No domingo ainda pensámos ir fazer mais um bocado de ski, mas como durante a noite caiu um nevão brutal (o nosso carro tinha uns 30cm de neve em cima), não conseguimos sair de casa com tempo suficiente para isso.
Apesar de não termos conseguido aproveitar o tempo como queríamos, foi um fim-de-semana bom. Adoro neve e tenho imensa pena que em Varsóvia já só haja chuva. Claro que mal posso esperar pela Primavera, mas a neve é sempre algo especial. Assim deu para aproveitar ainda um bocado deste fim de Inverno nas montanhas. Para o ano espero voltar, mas para uma semana de férias.
Na sexta-feira fomos até Zakopane para fazer ski. Estivemos na pista de Nosal, onde me aventurei pela primeira vez neste belo desporto. Depois de umas quedas um pouco aparatosas (felizmente só mesmo aparatosas e não dolorosas) e de até ter ido parar à pista do lado, lá me consegui aguentar e divertir um bocado com aquilo. O pior é que nesse dia a temperatura ainda estava um bocado alta e estava a chover. Conclusão: quando saí dali, estava ensopada. Por sorte, a roupa de ski não deixa entrar água.
No sábado voltámos às pistas, desta vez em Białka Tatrzańska. Nesta tínhamos já estado no ano passado com o Hugo e de facto parecem-me melhores. Białka e Bukowina são duas vilas vizinhas muito bonitas, com casas de madeira giríssimas. Gosto mais delas do que de Zakopane, por serem mais tranquilas e mais tradicionais. Em Białka caí na asneira de ter ido para uma pista azul, achando que era uma verde. Claro está que na primeira descida fui ao chão várias vezes (muitas delas eu própria é que me atirava, porque achava que não ía conseguir travar). Foi chato que como a neve tinha começado a derreter na véspera, em alguns sítios havia gelo na pista, o que não era nada bom. Neste dia já não choveu, mas nevou.
No domingo ainda pensámos ir fazer mais um bocado de ski, mas como durante a noite caiu um nevão brutal (o nosso carro tinha uns 30cm de neve em cima), não conseguimos sair de casa com tempo suficiente para isso.
Apesar de não termos conseguido aproveitar o tempo como queríamos, foi um fim-de-semana bom. Adoro neve e tenho imensa pena que em Varsóvia já só haja chuva. Claro que mal posso esperar pela Primavera, mas a neve é sempre algo especial. Assim deu para aproveitar ainda um bocado deste fim de Inverno nas montanhas. Para o ano espero voltar, mas para uma semana de férias.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Anita na Polónia


Podia ser o título de um dos clássicos livros da Anita, mas não é. Há poucos dias encontrei à venda a versão polaca destes livros. Fiquei deslumbrada, porque quando era pequenina gostava muito deles. Qual foi o meu espanto quando vi que a Anita na Polónia chama-se... Martynka! Pensei logo: "Granda invenção dos polacos!" Mas mesmo assim, fui ver o título original. E não é que o nome original da rapariga é mesmo Martine?? Porque será que lhe chamaram Anita em Portugal? Podia ser Martinha, sei lá. Sempre era mais parecido. Agora o dilema: compro para a Teresa livros da Anita ou da Martynka?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Tłusty czwartek
Hoje é a chamada Quinta-feira Gorda. Na Polónia, é dia de comer pączki. As estatísticas dizem que cada polaco come em média 2,5 pączki neste dia. Pelo que sei, há quem no dia de hoje se dedique a alarvar nestes bolos. É um dia muito feliz para as pastelarias, que se entretêm a fazer destes bolos aos mil.
Na Polónia não se festeja o Carnaval. Quer dizer, festeja-se alguma coisa, mas não na Terça-feira. Supostamente, Domingo é o último dia do Carnaval. Não há desfiles, nem nada do estilo (bem, com a neve que está, não me admira nada). Nos supermercados encontram-se à venda as típicas roupas para as crianças se mascararem, mas do que me disseram, os adultos são mais comedidos e não se m
isturam muito nesse tipo de brincadeiras.
Mas voltando ainda outra vez à doçaria polaca, outro doce típico nesta época são os faworki. São uma espécie de cuscurões cobertos com açúcar em pó. Ao contrário dos pączki, não são enjoativos e muito facilmente se comem uma data deles seguidos. Não me lembro bem, mas acho que durante o ano não se costumam ver à venda faworki, só mesmo por esta altura (apesar de no Natal já ter visto em alguns sítios).
Não sei fazer faworki, mas ontem deram-me uma receita de pączki e achei que era melhor não tentar fazer em casa. Para terem uma ideia, dizem que no campo neste dia é típico entrar em casa e sentir cheiro de óleo de fritar... Por isso, para quem gosta destes bolos, aconselho a comprar numa cukiernia.
Na Polónia não se festeja o Carnaval. Quer dizer, festeja-se alguma coisa, mas não na Terça-feira. Supostamente, Domingo é o último dia do Carnaval. Não há desfiles, nem nada do estilo (bem, com a neve que está, não me admira nada). Nos supermercados encontram-se à venda as típicas roupas para as crianças se mascararem, mas do que me disseram, os adultos são mais comedidos e não se m
isturam muito nesse tipo de brincadeiras.Mas voltando ainda outra vez à doçaria polaca, outro doce típico nesta época são os faworki. São uma espécie de cuscurões cobertos com açúcar em pó. Ao contrário dos pączki, não são enjoativos e muito facilmente se comem uma data deles seguidos. Não me lembro bem, mas acho que durante o ano não se costumam ver à venda faworki, só mesmo por esta altura (apesar de no Natal já ter visto em alguns sítios).
Não sei fazer faworki, mas ontem deram-me uma receita de pączki e achei que era melhor não tentar fazer em casa. Para terem uma ideia, dizem que no campo neste dia é típico entrar em casa e sentir cheiro de óleo de fritar... Por isso, para quem gosta destes bolos, aconselho a comprar numa cukiernia.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Dresiarz
Eis uma palavra polaca que até poderia existir em Portugal (apesar de
achar que aqui é capaz de fazer mais sentido). O dresiarz é o típico cromo que anda sempre vestido de fato de treino, porque acha que é fixe. Normalmente anda de cabeça rapada e costuma ser pouco inteligente. Digamos que não são tidos em grande consideração, apesar de haver meninas que os acham o máximo. Não fazem grande coisa na vida, para além de beber cerveja (à porta do supermercado ou algo do estilo, porque é mais barato).
Apesar de não haver uma versão feminina do dresiarz, o mais
parecido com isto são as frytka. Literalmente, frytka significa batata frita. Chamam assim às meninas que passam horas no solário até ficarem que nem batatas fritas. Têm o cabelo loiro (pintadíssimo), ou então também existe a versão de cabelo preto (mesmo preto). Têm unhas de gel, cada uma mais pirosa que a outra, e andam sempre super pintadas. Vestem-se segundo o último grito da moda (grito de susto, claro está), e quanto mais à mostra, melhor. Podem estar -20ºC e lá andam elas de mini-saia. Também são burras, como os dresiarz, e digamos - de uma forma simpática - que não têm lá muito boa reputação...
Imagino que o sonho do dresiarz seja ter a sua frytka, e vice-versa. Querendo ser muito preconceituosa, este é o tipo de gente que quase não se encontra dentro das universidades, mas mais ao balcão de uma pastelaria, num call-center, ou noutros locais do estilo (sobretudo num solarium ou à porta de uma loja de bebidas alcoólicas).
achar que aqui é capaz de fazer mais sentido). O dresiarz é o típico cromo que anda sempre vestido de fato de treino, porque acha que é fixe. Normalmente anda de cabeça rapada e costuma ser pouco inteligente. Digamos que não são tidos em grande consideração, apesar de haver meninas que os acham o máximo. Não fazem grande coisa na vida, para além de beber cerveja (à porta do supermercado ou algo do estilo, porque é mais barato).Apesar de não haver uma versão feminina do dresiarz, o mais
parecido com isto são as frytka. Literalmente, frytka significa batata frita. Chamam assim às meninas que passam horas no solário até ficarem que nem batatas fritas. Têm o cabelo loiro (pintadíssimo), ou então também existe a versão de cabelo preto (mesmo preto). Têm unhas de gel, cada uma mais pirosa que a outra, e andam sempre super pintadas. Vestem-se segundo o último grito da moda (grito de susto, claro está), e quanto mais à mostra, melhor. Podem estar -20ºC e lá andam elas de mini-saia. Também são burras, como os dresiarz, e digamos - de uma forma simpática - que não têm lá muito boa reputação...Imagino que o sonho do dresiarz seja ter a sua frytka, e vice-versa. Querendo ser muito preconceituosa, este é o tipo de gente que quase não se encontra dentro das universidades, mas mais ao balcão de uma pastelaria, num call-center, ou noutros locais do estilo (sobretudo num solarium ou à porta de uma loja de bebidas alcoólicas).
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A web polaca: médicos conhecidos
Outro site interessante que descobri na Polónia chama-se Znany Lekarz, isto é, médico conhecido. Neste site, podemos encontrar opiniões escritas por pacientes sobre diferentes médicos. Quando quero consultar um
médico, posso ir lá ver que opiniões há, se o recomendam ou desaconselham. Infelizmente nem todos os médicos aparecem neste site (pela minha experiência, aqueles que só trabalham no serviço público muitas vezes não aparecem). Já lá estive a ver as opiniões sobre os médicos com os quais tive contacto até agora e, em geral, concordo com elas. Há uma ou outra opinião um bocado estranha, tipo, dizem da médica que me fez o parto que não se interessa pelo paciente, que nem sequer lhe diz como contactá-la em caso de ter algum problema, etc. Ora, a mim logo na primeira consulta ela deu o telemóvel e disse para ligar se fosse preciso...
Há pouco tempo estava a consultar o fórum de uma clínica privada aqui em Varsóvia e deparei-me com um comentário de uma pessoa a dizer muito mal de um médico deles. Acusava-o de algumas coisas, mas nada muito concreto e remetia a direcção da clínica para aquele site. Em resposta a este comentário, responderam-lhe da clínica que depois disto já rescindiram o contrato com esse médico. Curiosa, fui ver o que diziam no Znany Lekarz do dito senhor, já que o hospital tinha corrido logo com ele. Bem... é com cada crítica!... Coitado do senhor! Mas, se realmente ele é como dizem lá, coitados dos pacientes. Havia umas 40 opiniões todas péssimas e lá no meio uma positiva de alguém muito surpreendido por estarem a dizer isso dele. Depois havia também uma outra a dizer bem, que logo foi comentada por alguém a dizer que mais parecia ter sido escrita pelo próprio médico, a defender-se. Por acaso até parecia, mas se é ou não, não sei.
Tudo isto para dizer que gosto deste site. Ainda não escrevi lá nenhuma opinião, porque acho que não é preciso. Mas daquilo que vi, é uma boa ajuda na hora de escolher um médico.
médico, posso ir lá ver que opiniões há, se o recomendam ou desaconselham. Infelizmente nem todos os médicos aparecem neste site (pela minha experiência, aqueles que só trabalham no serviço público muitas vezes não aparecem). Já lá estive a ver as opiniões sobre os médicos com os quais tive contacto até agora e, em geral, concordo com elas. Há uma ou outra opinião um bocado estranha, tipo, dizem da médica que me fez o parto que não se interessa pelo paciente, que nem sequer lhe diz como contactá-la em caso de ter algum problema, etc. Ora, a mim logo na primeira consulta ela deu o telemóvel e disse para ligar se fosse preciso...Há pouco tempo estava a consultar o fórum de uma clínica privada aqui em Varsóvia e deparei-me com um comentário de uma pessoa a dizer muito mal de um médico deles. Acusava-o de algumas coisas, mas nada muito concreto e remetia a direcção da clínica para aquele site. Em resposta a este comentário, responderam-lhe da clínica que depois disto já rescindiram o contrato com esse médico. Curiosa, fui ver o que diziam no Znany Lekarz do dito senhor, já que o hospital tinha corrido logo com ele. Bem... é com cada crítica!... Coitado do senhor! Mas, se realmente ele é como dizem lá, coitados dos pacientes. Havia umas 40 opiniões todas péssimas e lá no meio uma positiva de alguém muito surpreendido por estarem a dizer isso dele. Depois havia também uma outra a dizer bem, que logo foi comentada por alguém a dizer que mais parecia ter sido escrita pelo próprio médico, a defender-se. Por acaso até parecia, mas se é ou não, não sei.
Tudo isto para dizer que gosto deste site. Ainda não escrevi lá nenhuma opinião, porque acho que não é preciso. Mas daquilo que vi, é uma boa ajuda na hora de escolher um médico.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A web polaca: o fenómeno Allegro
Um dos sites mais conhecidos dos polacos é o Allegro. É uma espécie de eBay à polaca. Lá podemos compra praticamente tudo. Quem vende são pessoas normais (normalmente coisas em segunda mão) ou mesmo empresas. Algumas destas empresas têm lojas onde quem quiser pode ir buscar directamente o que comprou no Allegro. Outras não e dedicam-se exclusivamente a vender através deste site. Há duas formas de vender e comprar: por leilão (o típico quem dá mais) ou compra directa, a vulso. Cada produto está online durante uma série de dias e depois desaparece (quando se trata das empresas, elas depois voltam a colocá-los lá). Supostamente, a vantagem de comprar no Allegro é que é tudo mais barato do que nas lojas normais. Claro que também há excepções, mas costuma ser assim. Às vezes quando quero comprar alguma coisa numa
loja, vou lá antes para ter uma noção dos preços a que se vende.
Daquilo que percebi, há muita gente a comprar no Allegro. É verdade que também já houve barracadas, aldrabões que vão para lá vender coisas, conseguem extorquir dinheiro às pessoas e depois desaparecem. Mas em geral - e agora falando concretamente do nosso caso - aquilo até funciona bem. Nós já comprámos lá várias coisas, umas em segunda mão, outras novas (das tais empresas). Entre elas contam-se: pneus de inverno para o carro (ah pois foi! E que bons que eles são!), um telemóvel, pilhas recarregáveis, peças para o carro (não me perguntem o que era aquilo, que não faço ideia), o produto que usamos para dar banho à bebé (mais barato que nas lojas), chávenas de café e o Stas até comprou com um colega de trabalho uma máquina de café expresso para terem na sala deles (o café cá... pronto, já se sabe...). Somos capazes de ter comprado mais algumas coisas, mas neste momento não me lembro. No trabalho do Stas, vários colegas dele usam o Allegro. Por exemplo, noutro dia um deles pediu-nos a máquina fotográfica para tirar fotos a umas botas de snowboard que queria pôr lá à venda. Outro encontrou lá um conjunto de sofás que está a pensar comprar para a sua casa nova. Outro, arranja lá a maioria das coisas que precisa para o filho bebé (gel de banho, vitaminas, etc, etc).
Para mim, o Allegro é mesmo um fenómeno. Eu, que não sou nada dada a compras na Internet, dou por mim volta e meia a pesquisar coisas neste site. De facto, até estou bem contente com as compras que lá fizemos.
Entretanto,
o Allegro abriu um novo site chamado Co Kupić, que significa "O que comprar?". É um site onde as pessoas dão a sua opinião sobre milhares de produtos, se valem ou não a pena. Também já lá fui uma ou outra vez. Como é um site novo, ainda não há muitas opiniões, mas por acaso fui à procura de uma sobre uns biberons. Vi lá uma opinião negativa, que me fez mudar de ideias e vi outra, num que me interessava, a dizer uma série de coisas que iam de encontro ao que eu precisava. Ou seja, foi uma boa ajuda. Comprei o tal biberon (numa loja, por acaso não foi no Allegro) e de facto é um dos mais práticos que tenho.
A nível de empresa, não faço a mínima ideia como está este grupo Allegro, mas deve estar a ganhar bem. Por minha parte, vou continuar a usar os sites deles.
loja, vou lá antes para ter uma noção dos preços a que se vende.Daquilo que percebi, há muita gente a comprar no Allegro. É verdade que também já houve barracadas, aldrabões que vão para lá vender coisas, conseguem extorquir dinheiro às pessoas e depois desaparecem. Mas em geral - e agora falando concretamente do nosso caso - aquilo até funciona bem. Nós já comprámos lá várias coisas, umas em segunda mão, outras novas (das tais empresas). Entre elas contam-se: pneus de inverno para o carro (ah pois foi! E que bons que eles são!), um telemóvel, pilhas recarregáveis, peças para o carro (não me perguntem o que era aquilo, que não faço ideia), o produto que usamos para dar banho à bebé (mais barato que nas lojas), chávenas de café e o Stas até comprou com um colega de trabalho uma máquina de café expresso para terem na sala deles (o café cá... pronto, já se sabe...). Somos capazes de ter comprado mais algumas coisas, mas neste momento não me lembro. No trabalho do Stas, vários colegas dele usam o Allegro. Por exemplo, noutro dia um deles pediu-nos a máquina fotográfica para tirar fotos a umas botas de snowboard que queria pôr lá à venda. Outro encontrou lá um conjunto de sofás que está a pensar comprar para a sua casa nova. Outro, arranja lá a maioria das coisas que precisa para o filho bebé (gel de banho, vitaminas, etc, etc).
Para mim, o Allegro é mesmo um fenómeno. Eu, que não sou nada dada a compras na Internet, dou por mim volta e meia a pesquisar coisas neste site. De facto, até estou bem contente com as compras que lá fizemos.
Entretanto,
o Allegro abriu um novo site chamado Co Kupić, que significa "O que comprar?". É um site onde as pessoas dão a sua opinião sobre milhares de produtos, se valem ou não a pena. Também já lá fui uma ou outra vez. Como é um site novo, ainda não há muitas opiniões, mas por acaso fui à procura de uma sobre uns biberons. Vi lá uma opinião negativa, que me fez mudar de ideias e vi outra, num que me interessava, a dizer uma série de coisas que iam de encontro ao que eu precisava. Ou seja, foi uma boa ajuda. Comprei o tal biberon (numa loja, por acaso não foi no Allegro) e de facto é um dos mais práticos que tenho.A nível de empresa, não faço a mínima ideia como está este grupo Allegro, mas deve estar a ganhar bem. Por minha parte, vou continuar a usar os sites deles.
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