É certo e sabido que as comidas de escola ou de cantinas nunca são grande coisa. Acredito que haja excepções, mas regra geral são sempre meio sem graça. Estive a ver a tabela com as refeições da minha filha no infantário e confesso que o coração ficou um bocadinho pequenino. Ela não se queixa e do que tenho sabido até come tudo (ou quase). Se gosta ou não, não sei, mas que come porque não tem outra opção e está cheia de fome, lá isso é verdade. Até agora, sempre que chega a casa, mesmo depois de lanchar lá, vem com um apetite voraz.
Algumas das refeições servidas até não são más, mas há outras...!! Até o meu marido, polaco, diz que são uma porcaria. Talvez estejamos todos mal habituados, pois aqui em casa predomina a cozinha portuguesa e raramente comemos coisas tipicamente polacas. Agora na escola, ela vai ter de se habituar a novos sabores. Enquanto não se queixar, tudo bem. Tenho é de começar a investir mais nos lanches pós-infantário.
PS - Não quero com isto dizer que a cozinha polaca seja má, simplesmente a conjugação que fazem neste infantário não nos parece das mais felizes... Felizmente não é assim todos os dias.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
O primeiro dia no infantário!
Hoje, dia 1 de Setembro, é um dia muito importante na Polónia. Não, não me estou a referir ao aniversário da invasão da Alemanha que despoletou o início da IIª Guerra Mundial. Hoje é o dia em que começa a escola em todo o país. Foi, por isso, também o primeiro dia de infantário da nossa pequena Teresa. Eu aguardava este dia com alguma expectativa, pois não fazia ideia de como ela iria reagir. Lembro-me bem do meu primeiro dia e lembro-me de passar o tempo todo a chorar à espera da minha mãe. O meu maior terror era ela ter um dia igual. Para além disso, sendo a primeira filha e tendo estado comigo até aos três anos, previ logo que para mim não ia ser fácil. Ontem à noite recebi um sms gozão, em que me diziam que eu me ia fartar de chorar. Claro que me ri, mas achei que seria mesmo assim. O Stas preparou tudo de véspera com ela: a roupa, o saco para levar, o ursinho de peluche que lhe iria fazer companhia, etc. Hoje, quando acordou, foi só pegar no que já estava pronto e arranjou-se num instante. Estava entusiasmada, porque sabia que ia brincar com outras crianças. Quando chegámos à porta do infantário, cruzámo-nos com uma mãe que saía apressada, bem vestida, com ar de quem ia para o trabalho, e a limpar as lágrimas que discretamente deixara escapar. Fiquei logo com o coração apertado, a pensar se me iria acontecer o mesmo. Descobrimos o lugar para a Teresa deixar as suas coisas (ela decorou logo onde era), ajudámo-la a tirar os sapatos (eles cá andam de pantufas na escola) e o casaco, porque ela estava ocupada a olhar para tudo o que havia naquela divisão. Depois fomos juntos até à sala, onde ela encontrou logo uns brinquedos que lhe interessaram. Quisemos ainda ir mostrar-lhe onde era a casa-de-banho, mas foi difícil arrancá-la da sala; não queria sair de lá!! Tinha tanta coisa nova e interessante! Mostrámos-lhe onde era e depois voltámos aos brinquedos. Entretanto a Irmã responsável pelo grupo apareceu e deu-lhe a mão. Disse-lhe para se despedir dos pais, o que ela fez, meio envergonhada, meio sem saber muito bem o que ia acontecer. E depois saímos. Ouvimos ainda uma criança a chorar imenso, mas ela não chorou. Olhou para ela, viu o que se estava a passar, mas não se deixou contagiar. Acho que no fundo ela sabe sempre que os pais vão voltar (regra geral nunca chora em situações de separação).
As horas que foram desde o momento em que a deixámos lá até ao momento em que a fomos buscar (umas meras três e meia, por ser o primeiro dia) foram longas. É estranho de repente voltar a ter tempo livre. Despachei o meu trabalho mais rapidamente, fui fazer compras, arrumei a cozinha e ainda tive tempo para não fazer nada. Claro que isto é tudo temporário, até o maninho vir cá para fora. Foi uma sensação nova, sobretudo quando fui às compras, ir sozinha, sem a minha companheira habitual. Quando a fomos buscar, lá estava ela, a acabar de almoçar tranquilamente. Ficou toda contente de nos ver, mas depois queria voltar para a sala e ficar a brincar. Explicámos que no dia seguinte iria voltar e que era altura de ir para casa. No caminho disse-nos que gostou e que o ursinho também gostou. Esperemos que nos outros dias também seja assim.
Entretanto, nas ruas por onde passei hoje de manhã vi várias crianças e adolescentes, todos vestidos com o habitual traje elegante polaco (ou seja, camisa branca e calças/saia escura) para o primeiro dia de escola. Eles fazem sempre isto no primeiro e no último dia. É um espectáculo diferente do habitual, ver tantos miúdos vestidos desta forma (até os pequenos da primária usam estas cores soturnas!), em sítios tão aleatórios. Assim assinalam eles o início de mais um ano lectivo. E este ano, pela primeira vez - apesar de nos termos vestido "coloridos" - nós também.
As horas que foram desde o momento em que a deixámos lá até ao momento em que a fomos buscar (umas meras três e meia, por ser o primeiro dia) foram longas. É estranho de repente voltar a ter tempo livre. Despachei o meu trabalho mais rapidamente, fui fazer compras, arrumei a cozinha e ainda tive tempo para não fazer nada. Claro que isto é tudo temporário, até o maninho vir cá para fora. Foi uma sensação nova, sobretudo quando fui às compras, ir sozinha, sem a minha companheira habitual. Quando a fomos buscar, lá estava ela, a acabar de almoçar tranquilamente. Ficou toda contente de nos ver, mas depois queria voltar para a sala e ficar a brincar. Explicámos que no dia seguinte iria voltar e que era altura de ir para casa. No caminho disse-nos que gostou e que o ursinho também gostou. Esperemos que nos outros dias também seja assim.
Entretanto, nas ruas por onde passei hoje de manhã vi várias crianças e adolescentes, todos vestidos com o habitual traje elegante polaco (ou seja, camisa branca e calças/saia escura) para o primeiro dia de escola. Eles fazem sempre isto no primeiro e no último dia. É um espectáculo diferente do habitual, ver tantos miúdos vestidos desta forma (até os pequenos da primária usam estas cores soturnas!), em sítios tão aleatórios. Assim assinalam eles o início de mais um ano lectivo. E este ano, pela primeira vez - apesar de nos termos vestido "coloridos" - nós também.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Pseudo-praia em Varsóvia
Há poucos meses abriram uma pseudo-praia em Varsóvia. Fica em Wilanów e não percebi ainda se aquilo tem algum patrocínio da cidade de Gdynia. Trata-se de um recinto cheio de areia (que penso que veio precisamente de Gdynia), com uma zona para as crianças brincarem, seja na areia ou em baloiços, escorregas e outros que tais, e uma zona onde se pode tomar alguma bebida (não verifiquei se se pode comer a sério). Tem também várias cadeiras de pano tipo praia e pufs para quem quiser ir apanhar banhos de sol. Estivemos lá neste fim-de-semana pela primeira vez, pois já há algum tempo que tínhamos curiosidade de lá ir. No areal as crianças brincavam, alguns adultos apanhavam sol (vi pessoas que estavam de fato de banho, mas com algumas peças de roupa por cima), outros escondidos na sombra tomavam uma cervejinha ou algo do estilo. Para quem tem filhos pequenis, ali dá para passar uma tarde agradável e descansada, pois as crianças ficam entretidas, debaixo de olho e os pais podem também relaxar.
Claro que comparar isto com uma praia normal é um sacrilégio. Não tem absolutamente nada a ver. Se calhar para os varsovianos poderá ter alguma piada, mas para mim, depois de duas semaninhas no Algarve, não me convenceu. Só mesmo pela perspectiva de ser um café com parque infantil incluido (e muita areia no chão).
Claro que comparar isto com uma praia normal é um sacrilégio. Não tem absolutamente nada a ver. Se calhar para os varsovianos poderá ter alguma piada, mas para mim, depois de duas semaninhas no Algarve, não me convenceu. Só mesmo pela perspectiva de ser um café com parque infantil incluido (e muita areia no chão).
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Tudo igual
Algo que já comprovei que não mudou durante o nosso tempo de férias foi a praga dos mosquitos. Ontem, só no trajecto do carro até casa (tendo em conta que o carro ficou à porta), fui picada pelo menos três vezes e duas melgas vieram coladas a mim até casa. Estas melgas polacas são uns autênticos monstros. Antes de ir para Portugal, como estava traumatizada com elas, comprámos diferentes repelentes e levámo-los connosco. Acabámos por praticamente não os usar lá, porque não foi preciso. Já aqui, ontem à noite os ditos insectos fizeram questão de me lembrar que, antes de ir de férias, sempre que saíamos ao entardecer levávamos connosco um spray repelente para podermos sobreviver às picadelas (sim, porque há umas melgas que, quando picam, deixam uma marca durante vários dias - e às vezes dói!...). Lá vamos nós ter de voltar a essa rotina! Ora bolas...
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Depois das férias
Lembro-me que, quando era pequena, o regresso a casa depois das férias era uma emoção. Passava quase dois meses longe de Lisboa e quando chegava era olhar para todos os lados e ver que lojas abriram, fecharam, mudaram a decoração, quais são as novas publicidades nos outdoors, etc. Havia sempre coisas novas ou pelo menos mudanças. Ontem regressámos de férias e quando estava a vir até casa olhei de relance para alguns sítios, mas estava tudo exactamente na mesma. Já não há a emoção de quando era criança, apenas o desejo de chegar o mais depressa possível para poder desfazer e arrumar as malas e "descansar" das férias.
A única alteração que notei - isso sim! - foi... o sabor da manteiga!! Depois de algumas semanas em Portugal, chegar a Varsóvia e comer torradas com manteiga sem sal foi um choque (sobretudo para o paladar). Felizmente hoje já vamos às compras para repor o stock.
A única alteração que notei - isso sim! - foi... o sabor da manteiga!! Depois de algumas semanas em Portugal, chegar a Varsóvia e comer torradas com manteiga sem sal foi um choque (sobretudo para o paladar). Felizmente hoje já vamos às compras para repor o stock.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Fonte multimédia
Há uns meses foi inaugurada na parte antiga da cidade uma fonte enorme, com uma série de jactos de água e que à noite fica iluminada. Todos os sábados, nos meses "quentes", fazem um espectáculo multimédia, como eles lhe chamam, com música, luzes sincronizados com os jactos de água da fonte. Há umas semanas, meio à maluca, no fim do jantar fomos lá para ver que tal era. Chegámos no fim do primeiro espectáculo e ainda assistimos ao segundo. O parque estava cheio de gente, com um ambiente muito festivo e agradável. Os dois espectáculos multimédia eram diferentes. O segundo, que foi aquele que vimos na totalidade, estava muito giro, mas achei uma propaganda exagerada à União Europeia (tudo por causa da presidência polaca). Era non-stop UE, UE, UE, somos todos Europa, etc. Até enjoava... Mas se nos abstraíssemos dessa temática, estava muito bem feito. A Teresa aplaudiu em alguns momentos e gritava: eeeeeee!, de entusiasmo por ver aquilo. Tentei tirar fotos, mas a máquina não capta tão bem, ao vivo é que dá para ver o efeito real. Estas imagens são abstractas, mas em alguns momentos passaram imagens como o logo da presidência polaca na UE, uma animação com duas pessoas a dançar e coisas do estilo. Num momento faziam efeitos de luzes com as cores das bandeiras dos diferentes Estados europeus e quando chegou a vez de Portugal passaram uma música com sons típicos da nossa música tradicional. É pena só fazerem isto uma vez por semana. Recomendo vivamente um passeio por aqueles lados no sábado à noite para desfrutar este espectáculo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Tour de Pologne
Sem grande inspiração para escrever, aproveito para colocar duas fotos que tirei no Domingo. Foi o dia em que começou o Tour de Pologne, equivalente à nossa Volta a Portugal. A primeira etapa precisamente passava aqui em Varsóvia e mesmo perto de nossa casa. Combinámos com uns amigos e fomos para a rua vê-los passar. Foi muito giro, lembrou-me quando estávamos na Figueira e havia uma etapa que passava por lá. Só que aqui nós não fomos para o sítio principal onde o bairro organizou uma festinha e onde estavam a maior parte das pessoas. Mesmo assim juntou-se ali um grupinho jeitoso que ainda aplaudiu os ciclistas. Aqui estão duas imagens do grupo:
Este era o pelotão da frente, que ia a uma distância considerável dos outros todos.
terça-feira, 26 de julho de 2011
A Janela da Vida
Há uns meses contaram-me que uma polaca que conheci há vários anos tinha e com quem actualmente não tenho contacto tinha adoptado uma criança. Ela estava casada há uns seis ou sete anos, mas sem filhos. Decidiram então adoptar um bebé e neste momento têm uma pequena Lúcia, que não sei se já terá sequer um ano. Quem me contou isto acrecentou ainda que a bebé tinha sido adoptada através da "Janela da Vida". Como nunca tinha ouvido falar nisto antes, perguntei-lhe do que se tratava. Explicou-me que alguns conventos - à semelhança do que acontecia antigamente, quando os pais que não podiam criar os filhos os deixavam à porta dum convento - têm uma coisa chamada "Janela da Vida", onde as mães deixam os bebés que não podem criar e o convento recolhe-os. Fiquei muito surpreendida, pois pensei que este costume já não existisse. Curiosamente algumas semanas depois esbarrei com um artigo numa revista sobre isto. Ao que parece contam-se pelos dedos os conventos que tèm estas "Janelas da Vida", ou até nem isso. Há um em Varsóvia, em Cracóvia e em outras cidades da Polónia. Numa parede do convento há um buraco com uma janela para dentro e uma para fora. No meio há um sítio próprio para deitar o bebé. Quem o quiser deixar, abre a janela de fora, coloca-o nesse compartimento intermédio e fecha a janela. No momento em que alguma criança lá é colocada, a pessoa responsável pela Janela recebe um sinal num aparelho tipo beeper e vai logo lá buscar o bebé. O quarto no qual está essa janela está equipado com todo o material necessário para prestar os cuidados primários ao bebé e a pessoa responsável - pelo menos a de Varsóvia, que foi o caso descrito na revista - tem a formação adequada para tratar dele. Quando aparece uma criança nova há uma série de formalidades que têm de ser cumpridas: telefona-se para a polícia, que vem tomar conta da ocorrência, e em seguida vem uma ambulância que leva o bebé ao hospital para verificar o seu estado de saúde. Depois de tudo isto - não sei ao certo quanto tempo depois - o bebé é encaminhado para um orfanato, de onde será posteriormente entregue para adopção. Durante todo este processo não se faz nenhuma tentativa de localizar os pais. Confesso que achei isto bastante interessante, pois nunca pensei que existisse algo do género.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
No Zoo
O Jardim Zoológico pareceu-me bem arranjado. Havia filas grandes para as bilheteiras, mas o mais cómico é que num dos lados havia uma fila enorme onde as pessoas, mal chegavam, se punham, achando que era para a bilheteira. Só que essa fila era... para o multibanco!! Então várias pessoas passaram uma meia hora nessa fila para descobrirem que estavam no sítio errado e depois passarem outra meia hora na filha para a bilheteira mesmo. Nós felizmente não caímos nessa asneira. A variedade de animais é grande e interessante. Claro que não há golfinhos, nem leões marinhos como em Lisboa, mas há muitos outros que fazem as delícias das crianças. Dentro do Zoo há vários locais onde se pode comprar comida e bebidas. Houve uma zona por onde passei que me cheirou à infelizmente já extinta Feira Popular de Lisboa. Não é muito agradável passar por uma nuvem de fumo mal cheiroso, mas apesar do cheiro ser mau, trouxe-me recordações boas da minha infância.
Em termos de infraestruturas há uma falha grande no Zoo: não há estacionamento, nem nada que se pareça com isso. Por isso, os carros têm de estacionar nos passeios ou entrar por outras zonas proibidas. Claro que a polícia anda à caça de multas e vi lá vários reboques (felizmente não chegaram a nós). A alternativa é ir de transportes públicos, o que no regresso se torna pouco agradável, sobretudo quando estamos exaustos.
Para concluir, para quem tem filhos uma ida ao Zoo é sempre uma alegria e uma lição viva de ciências. Assim uma vez por ano ou de dois em dois anos vale a pena lá ir. Já agora, recomendo uma espreitadela ao site do Zoo, onde se podem ver imagens em directo de alguns animais.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Palavras Cruzadas
Ontem pela primeira vez estive a fazer palavras cruzadas em polaco. Claro que não consegui chegar ao fim (até porque a grelha era daquelas enooormes), mas consegui descobrir várias palavras sozinha. Viva eu! :P
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Quando os filhos ensinam os pais
Ontem a Teresa estava a ver um livro com o pai e ia dizendo o que estava a ver. Eu, ao longe, ia ouvindo as palavras que ela dizia, mas a certa altura ela diz:
- To jest rąb.
- Tak, to jest rąb. - confirmou o pai.
E eu, feita parva, sem saber o que significava aquela palavra. Pela primeira vez ouvi a minha filha dizer algo em polaco cujo significado era para mim desconhecido. Ontem, graças a ela, fiquei a saber que rąb significa losango.
- To jest rąb.
- Tak, to jest rąb. - confirmou o pai.
E eu, feita parva, sem saber o que significava aquela palavra. Pela primeira vez ouvi a minha filha dizer algo em polaco cujo significado era para mim desconhecido. Ontem, graças a ela, fiquei a saber que rąb significa losango.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Há com cada uma...
Volta e meia algumas pessoas contactam-me porque querem ir a Portugal ou, mais frequentemente, porque conhecem alguém que vai lá e pedem-me informações. Onde ficar, o que visitar e outras do estilo. Ontem, por acaso, duas pessoas pediram-me informações deste estilo, mas uma delas de forma algo inesperada. A secretária de uma empresa de traduções para quem fiz recentemente um trabalho telefonou-me no fim do seu horário laboral (mas ainda do telefone da empresa) a dizer que vai de férias para Portugal e não sabe o que vale a pena ver. O mais estranho foi durante o tempo todo ela ter-me tratado como se fosse uma amiga qualquer dela, usando linguagem bastante coloquial e tudo. Digamos que fiquei muito surpreendida, até porque com esta agência contactei apenas uma vez, ou seja, há agências com quem tenho muito mais contacto e cujos funcionários poderiam ter comigo este tipo de à-vontade. Mas esta senhora foi uma revelação total. Bem, ao menos espero que tenha ficado elucidada...
terça-feira, 12 de julho de 2011
Diálogo bilingue
Uma bela manhã, depois de acordar, a Teresa decide ir para o quarto dos pais. Ao ver como o pai continuava a dormir em vez de ir para o trabalho, decide chamá-lo à atenção e mandá-lo logo para o banho.
- Tata, idź kąpać. (Pai, vai banho)
- Nie, "Tata, idź się wykąpać". (aqui o pai corrige a frase dela: "Pai, vai tomar banho")
- Tata, idź wy-się-kąpać. (basicamente baralhou-se toda)
- Nie, "idź się wykąpać". (nova tentativa de correcção)
- Tata, vai tomar banho!!
E assim se resolvem os impasses linguísticos.
- Tata, idź kąpać. (Pai, vai banho)
- Nie, "Tata, idź się wykąpać". (aqui o pai corrige a frase dela: "Pai, vai tomar banho")
- Tata, idź wy-się-kąpać. (basicamente baralhou-se toda)
- Nie, "idź się wykąpać". (nova tentativa de correcção)
- Tata, vai tomar banho!!
E assim se resolvem os impasses linguísticos.
domingo, 10 de julho de 2011
Distâncias
Se há uns anos já me tinha começado a habituar às grandes distâncias de Varsóvia, confesso que agora há alturas em que me cansam. Só de pensar, por exemplo, que tenho de ir a casa de uns amigos - que na perspectiva de Varsóvia até nem moram longe - cuja viagem de carro demora uns 20 minutos, começo logo a perder a vontade (o que falar daqueles que moram a 30 ou até 50km de nós!!...). Varsóvia é enorme e realmente estou muito contente por raramente ter de sair aqui do bairro. Nem consigo imaginar aqueles que todos os dias demoram horas para ir de casa para o trabalho e vice-versa!... Agora vou-me arranjar, porque vamos ter de nos meter no carro e fazer uns quantos quilómetros dentro da cidade. Bom Domingo!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Julho, mês de... galochas!!
Estou a viver um dos piores Verões da minha vida (no que diz respeito à meteorologia, entenda-se). Hoje a Teresa acabou de tomar o antibiótico que a pediatra lhe receitou na semana passada. Como chove e está mau tempo, com a filha debilitada não dá para fazer grandes passeatas. Mesmo assim, fartas de estar em casa, ontem decidimos aventurar-nos pela chuva dentro. Claro que poucos minutos depois de estar na rua, a pequena já tinha os pés todos molhados... Fomos então comprar-lhe umas... galochas!! Sim, em Julho, fomos comprar galochas - e por uma questão de necessidade urgente!! Só não comprei para mim também porque não encontrei. Cheguei a casa com os pés todos molhados. A Teresa, depois de ter posto as galochas, ficou toda contente a saltar nas poças de água. Basicamente adorou. Nestes dias só consigo pensar: se isto agora já é assim, como será no Outono??
Aparte disto, andam a arranjar algumas ruas de Varsóvia que estavam com o piso mau ou eram demasiado estreitas. Algumas já estão prontas e devo dizer que o resultado é muito bom. Gosto da forma rápida como se arranjam as estradas por aqui. Desde que vim para cá já nem sei dizer a quantidade de ruas que foram melhoradas e como ajudaram ao trânsito da cidade. É um ponto muito positivo.
Aparte disto, andam a arranjar algumas ruas de Varsóvia que estavam com o piso mau ou eram demasiado estreitas. Algumas já estão prontas e devo dizer que o resultado é muito bom. Gosto da forma rápida como se arranjam as estradas por aqui. Desde que vim para cá já nem sei dizer a quantidade de ruas que foram melhoradas e como ajudaram ao trânsito da cidade. É um ponto muito positivo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Satisfação
É o que sinto quando cozinho alguma coisa que em Portugal seria super banal, mas aqui deixa os meus convidados deliciados! :)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Excelente início de mês
Chegou Julho, com chuva puxada a vento e frio... E chamam a isto Verão?? Na Polónia sim. Aquecimento global no seu melhor.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Tradução ao vivo
Nos últimos dias tive a minha primeira experiência como tradutora "oral", como dizem os polacos. Estive num encontro profissional de uma empresa a fazer a tradução de polaco para português e vice-versa (felizmente a parte de traduzir para polaco foi indiscutivelmente menor). A certa altura, durante um almoço, um dos polacos virou-se para mim muito surpreendido, porque não tinha percebido que eu não era polaca. Achava que eu falava muito bem. Já não é a primeira vez que me dizem isto - e de todas as vezes penso sempre que, se eles acham que eu sou polaca, então devem achar que sou uma polaca meio atrasada mental, porque farto-me de cometer erros e muitas vezes não me lembro de palavras básicas... Então é melhor que saibam que sou portuguesa, porque assim passo de atrasada mental a super estrangeira que se deu ao trabalho de aprender a língua deles.
Fazer esta tradução foi interessante, sem dúvida um pontapé de saída para mais do género, mas muito cansativo. Ao fim de algumas horas o cérebro parece que começa a recusar-se a trabalhar. E o cansaço no final destes dias foi muito visível (não fosse o facto de estar grávida ainda piorar a situação). Felizmente, com o que se ganha por um trabalho destes, posso agora dar-me ao luxo de descansar nos próximos dias sem me preocupar muito.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Fim-de-semana prolongado
Ontem, tal como em Portugal, foi feriado na Polónia. Hoje não se celebra o S. João, mas há muita gente que não trabalha. Como Junho e Julho são os meses mais quentes na Polónia, muitos tiraram férias nesta altura. As escolas já estão de férias e, do que sei, as creches e jardins de infância públicos vão estar fechados durante o mês de Julho (estando depois abertos durante todo o mês de Agosto). Este esquema baralha-me um pouco, pois sempre considerei Julho e Agosto como os meses de férias por excelência. Mas depois de passar alguns Agostos na Polónia já percebi porque preferem fazer assim. Para aproveitar o bom tempo (suposto) nos dois lados, ficamos por cá nestes meses e em Agosto damos um salto até Portugal para aproveitar o calor. Depois, no dia 1 de Setembro começa impreterivelmente o ano escolar, o que também atrapalha, porque gosto de fazer férias no início de Setembro. E como a partir deste ano a Teresa já vai para a escolinha, teoricamente vamos passar a ter de estar cá nessa altura. Digo teoricamente, porque na prática na idade dela ainda não é importante estar presente nos primeiros dias. Que pena que Portugal não fica mais perto, assim poderíamos jogar melhor as férias e ir passar lá alguns fins-de-semana, como este.
terça-feira, 21 de junho de 2011
A cantar desde sei-la-quando na Polónia
Há algum tempo que não ia fazer compras à Biedronka. Ontem, quando lá passei, tive a alegria de encontrar azeite Gallo! Claro que comprei, uma garrafinha com orégãos e outra de reserva. Infelizmente sempre que vi azeite português à venda em supermercados polacos são sempre garrafas pequenas, ou ultra especiais e ultra caras. Estas até não eram caras e dentro das "cromices" eram bastante normais. Ah, para além disso comprámos também queijo português. :)
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