segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O meu record pessoal: -19ºC!
Há umas semanas ouvi alguém dizer que antes do Natal as temperaturas iam chegar aos -20ºC. Achei um bocado exagero. Mas na semana passada, quando dei por mim a achar que -10ºC não era assim tão mau, percebi que devia haver algo de errado. Quando as temperaturas estão tão baixas, chega-se a um ponto em que -10ºC não é muito diferente de -15ºC. É apenas horrivelmente frio. Andar na rua sem luvas, chapéu ou cachecol é absolutamente impensável. E os carros... Bem, os carros lá vão andando, mas alguns com dificuldade. Ainda hoje uma vizinha me veio bater à porta à procura do Staś porque o carro dela não queria pegar (e ele já a tinha ajudado dois dias antes). Felizmente nós não tivemos problemas desse estilo. No sábado ao fim da tarde fora de Varsóvia apanhei -19ºC, o meu record de sempre. Não senti ao certo o que isso foi, porque foi só o tempo de entrar no carro. Mas daquilo que senti com as outras temperturas do estilo, tenho mesmo muita pena de quem não tem carro. É que andar na rua assim é uma tortura, sobretudo quando se tem de estar parado à espera de um autocarro ou eléctrico. O mais interessante aconteceu na 6ª feira quando trouxe do carro a mochila da Teresa (com fraldas, dodots e afins), que deixo sempre lá para qualquer emergência, e a embalagem de toalhitas parecia um tijolo! Tinha congelado! Fez-me muita impressão, porque ainda não tenho aquele instinto de não deixar certas coisas no carro que se podem estragar com o frio. Como ontem, em que queria deixar um ramo de flores de que iria precisar mais tarde e preveniram-me logo que não fizesse isso. A verdade é que realmente tudo o que tiro do carro agora está absolutamente gelado. O que vale é que hoje a temperatura subiu uns 10ºC em relação ao que estava ontem à noite, mas mesmo assim está um briole desgraçado.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Retratos da neve
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Kolęda, pronomes e factos sobre Portugal
. Ontem recebemos a kolęda, visita dum padre da paróquia a nossa casa por ocasião do Natal. Ele entra, faz uma pequena oração, benze-nos a casa com água benta e depois senta-se um bocadinho à conversa. Aqui na nossa zona moram muitos antigos comunistas (eram os que tinham dinheiro depois da queda do comunismo para comprar casas nestes prédios), que não gostam desta visita. Há dois anos arrancaram o papel que avisa da vinda do padre da porta, para ninguém estar preparado para o receber. Já é o terceiro ano que recebemos a kolęda e, ao contrário do que acontece em casa de outras pessoas minhas conhecidas, o padre gosta sempre de se sentar um bocadinho a conversar. Às vezes desabafa a contar como o trataram mal noutras casas. Mas este ano não houve lamúrias. Veio um padre jovem, muito simpático, com quem ainda ficámos a falar um bocado, muito naturalmente. A Teresa também gostou dele.
. Uma coisa a que ainda não me habituei é o facto dos polacos escreverem os pronomes que se referem aos outros com letra maiúscula. Por causa disto, posso criar mal entendidos. Ou seja, tenho sempre de escrever "Te, Tu, Ti", etc. Custa é um bocadinho a habituar...
. Uma prima do Staś está a fazer um trabalho para o liceu sobre Portugal. Fez-me várias perguntas sobre factos que encontrou na internet e queria confirmar. Perguntou, por exemplo, se era verdade que os portugueses demoram sempre muito tempo a despedir-se, que respondem sempre que está tudo bem quando lhes perguntam, que comem várias refeições por dia. Depois houve também alguns factos meio estranhos que ela encontrou (não sei que sites andou ela a ler) que tive de negar. Tipo que os portugueses dormem umas três horas depois do almoço (era bom!...), que a hora de almoço no trabalho era entre as 12h e as 14h30 (imagine-se!...), que o Grândola Vila Morena era uma espécie de hino nacional e a canção mais popular (não exageremos... não lhe retiro o carácter histórico que tem, mas daí a ser hino nacional ou a mais popular é um bocado exagero). Digamos que foi uma conversa engraçada.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Sou outra vez tia!... ou será que devo dizer ciocia?
Ontem pela quarta vez na vida fui tia. Desta vez pelo lado polaco da família. As últimas semanas foram de grande stress, porque a pequena Marysia não estava a querer sair de dentro da mãe. Mas por fim lá se decidiu, com um empurrãozinho, a vir conhecer-nos. Agora quando a vamos ver é que é pior... A Teresa está meio constipada e mesmo que não estivesse no hospital não permitem visitas por causa das gripes e afins. Vai ter de ficar para um pouco mais tarde, mas espero que ainda antes do Natal.
E por ser a minha primeira sobrinha polaca, tenho de deixar pelo menos algumas felicitações em polaco:
Gratuluję rodzicom i całej rodzinie Marysi! :)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Agora sim: está frio!
Se nos últimos tempos já tinha sentido vontade de me queixar do frio, então agora não sei o que dizer. Hoje chegou verdadeiramente o Inverno. Ontem já tinha estado fresco, mas hoje estivemos o dia todo abaixo de zero. Volta e meia caem uns floquinhos de neve, mas nada de especial. Os carros é que sentem mais isto, sobretudo os que - como o nosso - ainda andam com pneus de Verão. Hoje tive de andar um bocado na rua sem uma luva (a minha tendência para perder uma luva voltou a revelar-se... Felizmente acabei por a encontrar!!) e a minha mão ia congelando. Nem pensar em tirá-la do bolso. Com o frio que está não admira que a minha sobrinha polaca tenha decidido que não quer nascer e esteja a fazer a vida negra aos pais, que andam num stress desgraçado à espera do grande dia.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Visitas
Nos últimos tempos temos tido várias pessoas a passar por nossa casa. É sempre bom receber família e amigos, apesar desta época do ano ser particularmente ingrata, pois a maior parte do tempo não apetece passear na rua e há pouco que visitar. Em geral a temperatura tem-se mantido sempre acima de zero, por volta dos cinco, mais ou menos. Eu já estou mais ou menos habituada a isto e quando tenho de andar a pé na rua, ando no meu ritmo acelerado e muitas vezes até tenho calor. Mas andar em passo de passeio é impossível. Experimentámos no sábado e o resultado não foi bom. Nesse dia íam ligar as iluminações de Natal nas ruas da Stare Miasto e ía haver um concerto ao ar livre. Nós, que tínhamos ido almoçar por ali, ainda tentámos esperar pelo começo do espetáculo, só que na altura pareceu-nos impossível aguentar 45 minutos* ao frio para ver luzes de Natal. Ainda perdemos algum tempo a ver uma feira que montaram no Rynek - com coisas muito giras para presente - e já foi muito. Tentei aquecer-me com um chocolate quente, mas nem isso foi suficiente para me descongelar os pés e as mãos. É um engano, vejo temperatura acima de zero e acho que não está tanto frio. O segredo é ter sapatos bons, com sola grossa para isolar bem do frio (algo que naquele dia eu não tinha).
Frio à parte, até se tem vivido bastante bem por aqui. Casa quentinha (à excepção de quando as visitas nos abrem as janelas dizendo que está quente demais), boa saúde, tudo tranquilo, apenas a expectativa de conhecer a minha primeira sobrinha polaca, que não está com grande vontade de vir ver o mundo cá fora.
Enfim, pouco há para dizer. As próximas semanas serão dedicadas a compras de Natal e lentamente à preparação da nossa viagem até terras lusas. Já não falta muito tempo.
______________
* Sim, acabámos de almoçar e as luzes de Natal íam ser ligadas daí a pouco. Já estamos naquela altura do ano em que às 16h já é noite.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Retratos do céu de Varsóvia
Não tenho tido muito tempo para blogar, por isso - para não deixar o blog ao abandono - deixo aqui duas fotos do céu de Varsóvia ontem, ao fim da tarde e à noite.


terça-feira, 17 de novembro de 2009
Retratos de Sulejówek
No Domingo esteve um dia muito manhoso, com muita chuva. Sem sabermos muito bem o que fazer, decidimos ir dar uma volta de carro por algum sítio interessante. Pegámos no mapa e começámos a olhar para os arredores de Varsóvia, à procura de uma direcção para onde não tivessemos já ido passear. Deparámo-nos com Sulejówek, uma vila a leste de Varsóvia. Há uns tempos tínhamos lido algo sobre a casa que o Piłsudski lá tinha. Decidimos assim tentar a nossa sorte para aqueles lados, à procura de qualquer coisa de interesse.
Sulejówek não tem muito que se lhe diga. É a típica zona suburbana, sem nada de especial. No entanto, lá pelo meio há uma ou outra casa digna de se ver. Uma delas é a do Piłsudski. Por sorte, está aberta só ao sábado e ao domingo, pelo que pudémos visitá-la.
Quando se começou a retirar um pouco mais da vida política, o marechal Piłsudski mudou-se para Sulejówek. A mulher dele encontrou lá uma casa boa para o casal e as duas filhas pequenas. Um par de anos depois, o exército polaco construiu outra ao lado, como agradecimento por tudo o que o marechal fez pela pátria. Piłsudski morreu poucos anos antes do início da IIª Guerra Mundial. Com a invasão da Polónia pelos alemães e pelos russos em 1939, a viúva pegou nas filhas e fugiu para Inglaterra, deixando a casa de Sulejówek ao cuidado de familiares próximos. Depois da guerra, os comunistas fizeram questão de dispersar essas pessoas e transformaram a casa num jardim infantil. Só há poucos anos é que conseguiram recuperá-la. Existe o projecto de fazer ali um museu, mas para já ainda está tudo muito provisório, pouco há para ver. A fase de jardim infantil alterou bastantes coisas no interior da casa e, apesar de agora já estar muito parecido ao que era, ainda pode ser melhorado. O piso de cima, por exemplo, não pode ser visitado por funcionar ali a administração da "casa-museu". O plano é passar essa administração para a casa antiga, lá ao lado, mas primeiro que isso aconteça... Essa casa está abandonada e aparentemente em muito mau estado.
O senhor que toma conta daquilo é um bom guia, que vai contando muitas coisas. Falou, entre outras coisas, da estadia do Piłsudski na Madeira, recomendada pelo médico, para ver se se tratava com os bons ares da ilha (tinha um câncro no fígado).
Mas, para já, deixo aqui algumas fotos do local.
Sulejówek não tem muito que se lhe diga. É a típica zona suburbana, sem nada de especial. No entanto, lá pelo meio há uma ou outra casa digna de se ver. Uma delas é a do Piłsudski. Por sorte, está aberta só ao sábado e ao domingo, pelo que pudémos visitá-la.
Quando se começou a retirar um pouco mais da vida política, o marechal Piłsudski mudou-se para Sulejówek. A mulher dele encontrou lá uma casa boa para o casal e as duas filhas pequenas. Um par de anos depois, o exército polaco construiu outra ao lado, como agradecimento por tudo o que o marechal fez pela pátria. Piłsudski morreu poucos anos antes do início da IIª Guerra Mundial. Com a invasão da Polónia pelos alemães e pelos russos em 1939, a viúva pegou nas filhas e fugiu para Inglaterra, deixando a casa de Sulejówek ao cuidado de familiares próximos. Depois da guerra, os comunistas fizeram questão de dispersar essas pessoas e transformaram a casa num jardim infantil. Só há poucos anos é que conseguiram recuperá-la. Existe o projecto de fazer ali um museu, mas para já ainda está tudo muito provisório, pouco há para ver. A fase de jardim infantil alterou bastantes coisas no interior da casa e, apesar de agora já estar muito parecido ao que era, ainda pode ser melhorado. O piso de cima, por exemplo, não pode ser visitado por funcionar ali a administração da "casa-museu". O plano é passar essa administração para a casa antiga, lá ao lado, mas primeiro que isso aconteça... Essa casa está abandonada e aparentemente em muito mau estado.
O senhor que toma conta daquilo é um bom guia, que vai contando muitas coisas. Falou, entre outras coisas, da estadia do Piłsudski na Madeira, recomendada pelo médico, para ver se se tratava com os bons ares da ilha (tinha um câncro no fígado).
Mas, para já, deixo aqui algumas fotos do local.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Uma enfermaria em casa
Os últimos tempos têm sido de loucos. Com o tempo que tem estado por aqui, não foi de estranhar que a nossa casa acabasse por se tornar num hospital. O Staś e a Teresa a antibiótico, só eu é que me escapei (fiquei-me pelas "mézinhas"). Só que, para além de ter de servir de enfermeira a tempo inteiro, tenho estado com uns trabalhos para fazer, o que me rouba todo o tempo livre.
No início das doenças, quando fomos às urgências do centro de saúde e o Staś pediu ao médico para lhe passar um atestado, pergunta-lhe o médico: "Quer 5 ou 7 dias (úteis)?" Ele respondeu 5. Fiquei logo toda contente. Boa! Uma semana em casa! Comecei logo a dizer que podíamos ir aqui e ali. Ele, muito surpreendido, diz-me que a ideia é ficar em casa de cama. Achei um bocado exagero, mas lá aceitei que iamos ficar uma semana enclausurados. Pensei que eram mariquices de polacos. Entretanto a Teresa também adoeceu. Foi então, com estas idas todas ao médico e tal, que percebi que cá as pessoas levam a sério tomar antibiótico. Não é como em Portugal, que a pessoa mesmo com antibiótico vai trabalhar e faz a vida normal. Pelo menos comigo era assim. Só que cá, com o clima desta época do ano, é um risco andar na rua durante o tratamento. Isto porque é muito fácil ter uma recaída. Eu, que também estive meio adoentada, tive de sair uma ou outra vez de casa e senti que esses "passeios" não me ajudaram grande coisa. Ou seja, na Polónia, quando temos alguma constipação mais forte, é melhor não se armar em herói e querer fazer a vida normal. Bem, mas felizmente o pior já passou.
No início das doenças, quando fomos às urgências do centro de saúde e o Staś pediu ao médico para lhe passar um atestado, pergunta-lhe o médico: "Quer 5 ou 7 dias (úteis)?" Ele respondeu 5. Fiquei logo toda contente. Boa! Uma semana em casa! Comecei logo a dizer que podíamos ir aqui e ali. Ele, muito surpreendido, diz-me que a ideia é ficar em casa de cama. Achei um bocado exagero, mas lá aceitei que iamos ficar uma semana enclausurados. Pensei que eram mariquices de polacos. Entretanto a Teresa também adoeceu. Foi então, com estas idas todas ao médico e tal, que percebi que cá as pessoas levam a sério tomar antibiótico. Não é como em Portugal, que a pessoa mesmo com antibiótico vai trabalhar e faz a vida normal. Pelo menos comigo era assim. Só que cá, com o clima desta época do ano, é um risco andar na rua durante o tratamento. Isto porque é muito fácil ter uma recaída. Eu, que também estive meio adoentada, tive de sair uma ou outra vez de casa e senti que esses "passeios" não me ajudaram grande coisa. Ou seja, na Polónia, quando temos alguma constipação mais forte, é melhor não se armar em herói e querer fazer a vida normal. Bem, mas felizmente o pior já passou.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Outra ida ao médico
As idas ao centro de saúde aqui na Polónia dão sempre vontade de contar. Há sempre um ou outro pormenor interessante. Ontem fui a uma consulta de otorrinolaringologia ao centro de saúde. Quando lá entrei, passado pouco tempo já estava a suar. Não faço ideia como é que eles regularam os caloríferos, mas estava um calor exagerado. Para quem está constipado, isto não ajuda nada. Deixei o meu casaco no bengaleiro na entrada e dirigi-me à zona da laryngologia, como eles lhe chamam. Fiquei logo assustada quando vi a quantidade de pessoas sentadas à espera. Supostamente tinha marcação para as 19h. Eram 18h40 quando cheguei (preferi chegar com antecedência) e estavam 5 pessoas à espera... Mentalizei-me logo que ia ter de ficar ali uma eternidade. Passado um bocado, abre-se a porta do gabinete e aparece uma enfermeira com um papel na mão e a chamar um nome. A pessoa em questão levantou-se e dirigiu-se ao gabinete. Nesse momento, outra ao meu lado começa a reclamar, porque diz que estava marcada para as 18h15. A enfermeira perguntou-lhe o nome, olhou para o papel e disse que não, que estava para mais tarde. A senhora ainda rabujou, mas não lhe serviu de nada. Um homem também começou a falar com a senhora, a perguntar quando tinha marcação, ela olhou para o papel e disse que o nome dele não aparecia. Ele explicou que tinha estado lá de manhã a combinar, mas não serviu de nada. Porta fechada e ponto final. A senhora das 18h15 entretanto começou logo a mandar vir em voz alta, com frases do estilo: "Parece que voltámos ao tempo dos comunas, etc". Claro que entretanto outras pessoas começaram também a opinar e tal. O homem começou a contar a história toda da sua marcação inexistente e assim se gerou um ambiente típico de reclamação, todos a dizerem mal do serviço de saúde. Quando se acalmaram (entretanto entrou a senhora das 18h15), comecei a ouvir de dentro do gabinete uns berros interessantes, voz de homem. Pensei que ela estava a mandar vir com o médico e ele lhe estava a responder. Do outro lado do corredor, à porta de outro gabinete, uns pacientes também trocavam comentários pouco agradáveis em relação a quem seria o próximo a entrar.
Para minha grande surpresa, às 19h a enfermeira apareceu a chamar-me. Passei à frente de quase todos os que lá estavam. Entrei e afinal não foi tão mau. O médico não era nenhum monstro, nem que quis atacar. Foi super despachado - talvez despachado demais para o meu gosto. No fim, saí de lá e fui directamente à farmácia aviar a receita. Passou-me uma lista interminável de coisas, sobretudo porque alguns remédios mandou comprar logo 3 caixas de uma vez... Ou seja, aquilo que não gastei na consulta, acabei por gastar na farmácia! O mais curioso é que receitou-me um líquido para gargarejar cujo nome me soou muito familiar... Já uma vez falei dele aqui, num post sobre Chernobyl. Chama-se lugol e era o que as crianças polacas tiveram de tomar na sequência do desastre de Chernobyl, por causa das radiações. Devo dizer que achei sinistro. Bem, mas ao menos não tenho de beber aquilo, porque sabe mesmo mal (basicamente é tipo betadine...).
Tudo isto para dizer que até acho piada ir ao centro de saúde. Apesar de tudo não acho que seja mal tratada e sempre dá para ouvir umas bocas interessantes que as pessoas vão mandando umas às outras na sala de espera.
Para minha grande surpresa, às 19h a enfermeira apareceu a chamar-me. Passei à frente de quase todos os que lá estavam. Entrei e afinal não foi tão mau. O médico não era nenhum monstro, nem que quis atacar. Foi super despachado - talvez despachado demais para o meu gosto. No fim, saí de lá e fui directamente à farmácia aviar a receita. Passou-me uma lista interminável de coisas, sobretudo porque alguns remédios mandou comprar logo 3 caixas de uma vez... Ou seja, aquilo que não gastei na consulta, acabei por gastar na farmácia! O mais curioso é que receitou-me um líquido para gargarejar cujo nome me soou muito familiar... Já uma vez falei dele aqui, num post sobre Chernobyl. Chama-se lugol e era o que as crianças polacas tiveram de tomar na sequência do desastre de Chernobyl, por causa das radiações. Devo dizer que achei sinistro. Bem, mas ao menos não tenho de beber aquilo, porque sabe mesmo mal (basicamente é tipo betadine...).
Tudo isto para dizer que até acho piada ir ao centro de saúde. Apesar de tudo não acho que seja mal tratada e sempre dá para ouvir umas bocas interessantes que as pessoas vão mandando umas às outras na sala de espera.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O meu primeiro concurso na Polónia
Vá-se lá saber porquê, sempre tive tendência para ganhar passatempos. Em Portugal volta e meia participava, fosse nas promoções de Verão da Coca-cola ou do Ice Tea, ou em outras variadas. Ganhei uma máquina fotográfica digital, um discman que lia mp3, uma viagem de avião, um bilhete para o Rock in Rio, eu sei lá! Não sei se foi sorte ou não, simplesmente gosto de participar e por isso de vez em quando lá aparece um prémio.
Pela primeira vez resolvi participar num passatempo na Polónia. O suplemento de um conhecido jornal polaco criou uma página de internet dedicada às mulheres, na qual pôs uma série de passatempos, talvez como "promoção de abertura". Por curiosidade fui lá ver o que havia, olhei para os vários prémios, escolhi aquele que me pareceu mais interessente - e participei nesse. Dois dias depois recebi um mail a dizer que ganhei o prémio e agora tenho de o ir lá buscar hoje ou amanhã. Vamos ver se consigo. O mais curioso é que participei tanto só por participar que nem reparei que o prémio era um conjunto de cremes para quem tem mais de 35 anos... Quem sabe, pode ser um bom presente de Natal para alguém.
Pela primeira vez resolvi participar num passatempo na Polónia. O suplemento de um conhecido jornal polaco criou uma página de internet dedicada às mulheres, na qual pôs uma série de passatempos, talvez como "promoção de abertura". Por curiosidade fui lá ver o que havia, olhei para os vários prémios, escolhi aquele que me pareceu mais interessente - e participei nesse. Dois dias depois recebi um mail a dizer que ganhei o prémio e agora tenho de o ir lá buscar hoje ou amanhã. Vamos ver se consigo. O mais curioso é que participei tanto só por participar que nem reparei que o prémio era um conjunto de cremes para quem tem mais de 35 anos... Quem sabe, pode ser um bom presente de Natal para alguém.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mazúria
No Verão do ano passado passámos um fim-de-semana na Mazúria. Na Polónia é conhecida como a região dos lagos, pois nela encontram-se imenso e enormes lagos. Gostei muito e fiquei mesmo com vontade de lá voltar.
Há poucos dias, em conversa com uma amiga originária da Mazúria, fiquei a saber que aquela região só há relativamente poucos anos pertence à Polónia. Durante séculos esteve sob o domínio da Prússia. Só depois da IIª Guerra Mundial passou novamente a fazer parte da Polónia. Nessa altura, como aconteceu
com todo o lado ocidental da Polónia (na altura pertencentes ao Reich alemão), os habitantes da Mazúria viram-se forçados a sair das suas casas, para irem para a Alemanha. Sabia que isto tinha acontecido com os alemães que viviam em toda aquela zona da Pomerânia, Silésia, etc, etc, e com os polacos que viviam nos territórios actualmente pertencentes à Ucrânia e Bielorrússia. Não fazia ideia que o mesmo se tinha passado na Mazúria. Mas pelos vistos assim foi.
Essa minha amiga contou algumas coisas sobre a avó, que se recusou a sair da sua terra nessa altura. Diz que não se considera nem alemã, nem polaca, mas sim "mazura", se é que assim se pode dizer. Por causa disto, acabou por sofrer bastante quando os russos entraram por ali a dentro. Como era considerada alemã (pois vivia em território prusso), acabou por sofrer represálias por isso. As irmãs dela, por exemplo, tiveram vários filhos fruto de violações por parte dos soviéticos (tios desta minha amiga! Admito que faz impressão...). Eram assim, os russos. Já tinha ouvido a visão da avó do Stas, que vivia na zona oriental da Polónia, sobre eles e agora pelos vistos a avó desta amiga, de uma região completamente diferente, tem uma opinião igual. Os russos eram definitivamente bárbaros (e de certa forma continuam a ser...).
Com tudo isto fiquei então a saber que a Mazúria tem uma cultura própria e até teve (não sei se ainda tem) um dialecto próprio. Uma das nossas próximas viagens sem dúvida será para aqueles lados.
Há poucos dias, em conversa com uma amiga originária da Mazúria, fiquei a saber que aquela região só há relativamente poucos anos pertence à Polónia. Durante séculos esteve sob o domínio da Prússia. Só depois da IIª Guerra Mundial passou novamente a fazer parte da Polónia. Nessa altura, como aconteceu
com todo o lado ocidental da Polónia (na altura pertencentes ao Reich alemão), os habitantes da Mazúria viram-se forçados a sair das suas casas, para irem para a Alemanha. Sabia que isto tinha acontecido com os alemães que viviam em toda aquela zona da Pomerânia, Silésia, etc, etc, e com os polacos que viviam nos territórios actualmente pertencentes à Ucrânia e Bielorrússia. Não fazia ideia que o mesmo se tinha passado na Mazúria. Mas pelos vistos assim foi.Essa minha amiga contou algumas coisas sobre a avó, que se recusou a sair da sua terra nessa altura. Diz que não se considera nem alemã, nem polaca, mas sim "mazura", se é que assim se pode dizer. Por causa disto, acabou por sofrer bastante quando os russos entraram por ali a dentro. Como era considerada alemã (pois vivia em território prusso), acabou por sofrer represálias por isso. As irmãs dela, por exemplo, tiveram vários filhos fruto de violações por parte dos soviéticos (tios desta minha amiga! Admito que faz impressão...). Eram assim, os russos. Já tinha ouvido a visão da avó do Stas, que vivia na zona oriental da Polónia, sobre eles e agora pelos vistos a avó desta amiga, de uma região completamente diferente, tem uma opinião igual. Os russos eram definitivamente bárbaros (e de certa forma continuam a ser...).
Com tudo isto fiquei então a saber que a Mazúria tem uma cultura própria e até teve (não sei se ainda tem) um dialecto próprio. Uma das nossas próximas viagens sem dúvida será para aqueles lados.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Doçaria portuguesa
Se há coisa que me chateia na Polónia é não haver cafés normais. Existem pastelarias, onde se vendem só mesmo doces, padarias, onde se vende pão e alguns bolos e os cafés, onde se vende sobretudo café, chá, algumas sandes daquelas tipo área de serviço e uns bolitos. Faz-me muita falta o café à portuguesa, onde posso comprar bolos, salgados, pedir uma torrada ou uma tosta mista, comprar um pacote de pastilhas; às vezes até comer uma sopa ou um almoço normal. Por acaso uma vez descobri um sítio no centro onde fazem tostas mistas, mas era um sítio mínimo onde não havia praticamente nada.
Os bolos na Polónia são todos um bocado exagerados. Têm muitas mariquices. Muitos cremes, muitas misturas de sabores, muitas frutas, eu sei lá! Não é que não goste deles, mas às vezes sinto falta de pedir um simples queque ou outro bolo do estilo, ass
im sem nada de especia. O mais parecido que encontro com isto é o pączek, e mesmo assim não tem nada a ver. Há também a babeczka (na foto, a base típica da babeczka), mas normalmente tem um creme qualquer esquisito.
Para tirar a barriga de misérias, volta e meia faço algum doce português. Em geral nunca faço nada muito complicado. Já me aconteceu várias vezes ir a uma festa ou algo do estilo e levar uma sobremesa. No início fazia mousse de chocolate (feita por mim, claro, nada de alsas nem afins), depois passei a fazer bolos, queques, etc. O mais curioso é que os polacos adoram estes nossos doces. Devem estar tão habituados a bolos ultra-elaborados, que quando vêem - e provam! - um bolo do mais normal possível, adoram! E repetem, e acabam-me logo com o dito. Bem, nem falo da mousse de chocolate, que é uma verdadeira perdição para toda a gente. Às vezes acontece-me fazer qualquer coisa só para nós cá em casa, mas infelizmente as quantidades dos livros de culinária são sempre para um batalhão. Nós, que ainda somos pouquinhos, não conseguimos nem por sombras dar cabo daquilo. Então, o Stas acaba por levar o bolo/doce para o trabalho e os colegas dele dão cabo dele em três tempos. Acho que eles são os meus maiores fãs. Mas também não admira, sou a única pessoa que lhes manda doces. Da última vez foi um cheesecake, já há algumas semanas. Só que ao que parece, já estão com saudades outra vez. Ontem o Stas chegou a casa e disse-me que eles perguntaram quando é que eu estava a pensar em fazer outro bolo...
Os bolos na Polónia são todos um bocado exagerados. Têm muitas mariquices. Muitos cremes, muitas misturas de sabores, muitas frutas, eu sei lá! Não é que não goste deles, mas às vezes sinto falta de pedir um simples queque ou outro bolo do estilo, ass
Para tirar a barriga de misérias, volta e meia faço algum doce português. Em geral nunca faço nada muito complicado. Já me aconteceu várias vezes ir a uma festa ou algo do estilo e levar uma sobremesa. No início fazia mousse de chocolate (feita por mim, claro, nada de alsas nem afins), depois passei a fazer bolos, queques, etc. O mais curioso é que os polacos adoram estes nossos doces. Devem estar tão habituados a bolos ultra-elaborados, que quando vêem - e provam! - um bolo do mais normal possível, adoram! E repetem, e acabam-me logo com o dito. Bem, nem falo da mousse de chocolate, que é uma verdadeira perdição para toda a gente. Às vezes acontece-me fazer qualquer coisa só para nós cá em casa, mas infelizmente as quantidades dos livros de culinária são sempre para um batalhão. Nós, que ainda somos pouquinhos, não conseguimos nem por sombras dar cabo daquilo. Então, o Stas acaba por levar o bolo/doce para o trabalho e os colegas dele dão cabo dele em três tempos. Acho que eles são os meus maiores fãs. Mas também não admira, sou a única pessoa que lhes manda doces. Da última vez foi um cheesecake, já há algumas semanas. Só que ao que parece, já estão com saudades outra vez. Ontem o Stas chegou a casa e disse-me que eles perguntaram quando é que eu estava a pensar em fazer outro bolo...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Um Outono a resvalar para Inverno
É o terceiro Outono que passo em Varsóvia e devo dizer que estou surpreendida. Este ano a passagem do Verão para o Outono foi um bocado à bruta. Há uns dias que veio um frio horrível, daqueles em que eu já usava o casaco que usei todo o Inverno passado.
Hoje, agora de manhãzinha, estava eu a tentar adormecer depois da T nos ter acordado com qualquer pesadelo ou algo do estilo, quando comecei a ouvir o som de um despertador. Olhei para o nosso, mas não era ele (até porque ele toca rádio). Levantei-me ligeiramente e reparei que vinha do nosso termómetro. No ano passado comprámos um termómetro para o carro, mas já depois do termos comprado vimos que não tinha luz e decidimos comprar outro. Este, entretanto, aproveitámos e pusemos no nosso quarto. Assim sabemos sempre quantos graus estão na rua e em casa. Ora, o dito termómetro começou a apitar do meio do nada. Como aquilo também tem relógio pensei que alguém teria tocado sem querer nos botões e tinha ligado o despertador (àquela hora nem pensei que os termómetros do carro não costumam ter despertador). Levantei-me e quando cheguei lá perto ele calou-se. Voltei a deitar-me. Passado um bocado volta a tocar. Desta vez foi o Stas que se levantou. E afinal o que era? Como este termómetro supostamente é para um carro, começou a apitar porque na rua estavam 2,5ºC, ou seja, perigo de gelo (o que é estranho é que já o temos há um ano e nunca o ouvi a apitar...). Se já é mau demais acordar cedo com uma bebé a choramingar, saber que na rua estão quase 0ºC é péssimo. Passado um bocado diz-me o Stas que está a nevar!!... Mal podia acreditar! Fui à janela, mas não vi nada. Era só aquela neve levezinha que derrete mal toca o chão.
Neste momento já são 9h, na rua estão 0ºC e está a nevar non-stop!! Telhados brancos, carros estacionados brancos, relva branca... Só os passeios e estradas ainda não mudaram de cor, porque a neve derrete logo. Mas, por este andar, daqui a umas horas ainda vou pôr aqui uma foto de tudo branquinho.
Mas, ó meus amigos, hoje é só dia 14 de Outubro!!!! Neve??? Alguém que fale com S. Pedro, porque isto já não está a ser normal!!...
Hoje, agora de manhãzinha, estava eu a tentar adormecer depois da T nos ter acordado com qualquer pesadelo ou algo do estilo, quando comecei a ouvir o som de um despertador. Olhei para o nosso, mas não era ele (até porque ele toca rádio). Levantei-me ligeiramente e reparei que vinha do nosso termómetro. No ano passado comprámos um termómetro para o carro, mas já depois do termos comprado vimos que não tinha luz e decidimos comprar outro. Este, entretanto, aproveitámos e pusemos no nosso quarto. Assim sabemos sempre quantos graus estão na rua e em casa. Ora, o dito termómetro começou a apitar do meio do nada. Como aquilo também tem relógio pensei que alguém teria tocado sem querer nos botões e tinha ligado o despertador (àquela hora nem pensei que os termómetros do carro não costumam ter despertador). Levantei-me e quando cheguei lá perto ele calou-se. Voltei a deitar-me. Passado um bocado volta a tocar. Desta vez foi o Stas que se levantou. E afinal o que era? Como este termómetro supostamente é para um carro, começou a apitar porque na rua estavam 2,5ºC, ou seja, perigo de gelo (o que é estranho é que já o temos há um ano e nunca o ouvi a apitar...). Se já é mau demais acordar cedo com uma bebé a choramingar, saber que na rua estão quase 0ºC é péssimo. Passado um bocado diz-me o Stas que está a nevar!!... Mal podia acreditar! Fui à janela, mas não vi nada. Era só aquela neve levezinha que derrete mal toca o chão.
Neste momento já são 9h, na rua estão 0ºC e está a nevar non-stop!! Telhados brancos, carros estacionados brancos, relva branca... Só os passeios e estradas ainda não mudaram de cor, porque a neve derrete logo. Mas, por este andar, daqui a umas horas ainda vou pôr aqui uma foto de tudo branquinho.
Mas, ó meus amigos, hoje é só dia 14 de Outubro!!!! Neve??? Alguém que fale com S. Pedro, porque isto já não está a ser normal!!...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Retratos de Kazimierz Dolny
No sábado fomos passar o dia a Kazimierz Dolny. Há imenso tempo que tinha vontade de lá ir, mas nunca se tinha proporcionado. Este sábado, mesmo depois de ter arrancado um siso na véspera, lá nos metemos a caminho. Tivemos sorte, porque nos dias anteriores tinha chovido, mas naquele dia não caiu uma gota. A viagem é um bocado chata - como a maioria das viagens na Polónia, pela qualidade da estrada. Quer dizer, há zonas boas onde não dá para andar muito depressa e zonas com piso péssimo onde até se consegue andar alguma coisa de jeito. Coitadinho do nosso carro!...
Kazimierz é uma cidade situada na margem do rio Vístula. O rei Kazimierz o Grande construiu ali um castelo para vigiar o acesso por barco a Cracóvia (na altura a capital do reino). Devo dizer que o castelo tem de facto uma vista estrondosa para o rio. Era impossível alguém passar por ali despercebido. Infelizmente o castelo foi destruido durante a guerra com os suecos e depois com as partilhas da Polónia (Kazimierz ficou na parte que pertencia à Rússia), os russos não deixaram reconstruir o castelo. Anos mais tarde, no período entre guerras ainda tentaram, mas de tal modo o castelo estava degradado que não havia mesmo hipótese. Note-se que à saída da praça do mercado encontrámos um muro de uma casa curiosamente construido com pedras iguais à do castelo (típico, as pessoas roubarem das ruinas para as suas próprias casas...).
Kazimierz é uma vila que lembra um pouco o estilo de Sintra. Tem uma praça central onde há algumas casas bonitas e muitas lojas de recordações. Dizem que é típico de lá pão em forma de galo. Nós por acaso não comprámos, mas vi à venda em vários locais. Para além disso vendiam também muitas coisas de verga.
Mas em vez de estar a descrever, vou mostrar alguns pormenores interessantes da vila (se quiserem ver alguma das fotos com melhor qualidade, cliquem em cima dela).

Uma das casas bonitas da praça do mercado. Esta e a do lado têm a fachada toda esculpida, são muito bonitas.

Outra vista da praça, com umas arcadas onde há lojas e os típicos artistas que há em todos os centros de cidades...

A zona das esplanadas na praça central.

Uma fonte no meio da praça (já estava farta daqueles tipo que nunca mais saíam dali, por isso tirei a foto mesmo com eles...).


Um pormenor de uma janela e da porta principal da igreja de Kazimierz.

A vista do castelo sobre a cidade e o rio.

A torre, que fica a uns metros do castelo.

O castelo visto da torre.

Parte de cima da fachada do museu de Kazimierz.

Entrada da "Galeria do Vinho Tinto"...
Kazimierz é uma cidade situada na margem do rio Vístula. O rei Kazimierz o Grande construiu ali um castelo para vigiar o acesso por barco a Cracóvia (na altura a capital do reino). Devo dizer que o castelo tem de facto uma vista estrondosa para o rio. Era impossível alguém passar por ali despercebido. Infelizmente o castelo foi destruido durante a guerra com os suecos e depois com as partilhas da Polónia (Kazimierz ficou na parte que pertencia à Rússia), os russos não deixaram reconstruir o castelo. Anos mais tarde, no período entre guerras ainda tentaram, mas de tal modo o castelo estava degradado que não havia mesmo hipótese. Note-se que à saída da praça do mercado encontrámos um muro de uma casa curiosamente construido com pedras iguais à do castelo (típico, as pessoas roubarem das ruinas para as suas próprias casas...).
Kazimierz é uma vila que lembra um pouco o estilo de Sintra. Tem uma praça central onde há algumas casas bonitas e muitas lojas de recordações. Dizem que é típico de lá pão em forma de galo. Nós por acaso não comprámos, mas vi à venda em vários locais. Para além disso vendiam também muitas coisas de verga.
Mas em vez de estar a descrever, vou mostrar alguns pormenores interessantes da vila (se quiserem ver alguma das fotos com melhor qualidade, cliquem em cima dela).

Uma das casas bonitas da praça do mercado. Esta e a do lado têm a fachada toda esculpida, são muito bonitas.

Outra vista da praça, com umas arcadas onde há lojas e os típicos artistas que há em todos os centros de cidades...

A zona das esplanadas na praça central.

Uma fonte no meio da praça (já estava farta daqueles tipo que nunca mais saíam dali, por isso tirei a foto mesmo com eles...).


Um pormenor de uma janela e da porta principal da igreja de Kazimierz.

A vista do castelo sobre a cidade e o rio.

A torre, que fica a uns metros do castelo.

O castelo visto da torre.

Parte de cima da fachada do museu de Kazimierz.

Entrada da "Galeria do Vinho Tinto"...
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
As crianças têm destas coisas
Ontem à noite e hoje de manhã andei pela casa toda à procura do ursinho de peluche preferido da T. Fartei-me de procurar e não o encontrei em lado nenhum. E agora, há coisa de poucos minutos, ela apareceu ao pé de mim com ele na mão...
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