Há uns tempos, em conversa com umas amigas, constatei um facto interessante. Já sabia que havia uma diferença nas medidas dos bebés polacos e dos portugueses quando nascem: os polacos costumam medir entre 55 e 60cm, enquanto que os portugueses andam à volta dos 45/50 e picos. O caso clássico é a Teresa, que nasceu com 50cm. Em Portugal todos dizem: nasceu grande. Na Polónia: que pequenina!
Noutro dia então descobri que acontece a mesma coisa com os tamanhos dos sapatos. As mulheres cá (os homens nunca reparei, mas penso que é igual) têm o pé maior que as portuguesas. Acho que não conheço ninguém que calce o mesmo que eu. Contou-me uma amiga que, sempre que vai comprar sapatos, tem problemas para encontrar o tamanho dela, porque é o mais procurado. Que tamanho é esse? 39/40!!... Eu disse-lhe que em Portugal tenho o mesmo problema, mas é para encontrar 37. Haviam de ver a cara de surpreendida dela. Para já, da minha experiência, não tenho sentido problemas para encontrar o meu tamanho de sapato; problemas tenho, isso sim, para encontrar roupa do meu tamanho. Em Portugal ainda se encontram em muitos sítios tamanhos S ou mesmo XS (apesar deste último ter deixado de me servir depois do parto). Cá é raro. É uma frustração andar à procura de roupa e ser tudo grande, grande, grande. No ano passado comprei um kispo quente para o Inverno, por exemplo, mas tive de percorrer um milhão de lojas até conseguir encontrar: 1. um modelo que me servisse, 2. dentro dos que serviam, um que fosse minimamente bonito. Ser portuguesa (e pequena) em terra de polacos nem sempre é simples.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Verão em Junho
Nos próximos dias vamos poder desfrutar da visita de familiares que todos os anos aproveitam os feriados de Junho para vir celebrar o patriótico aniversário da nossa filha. A pergunta, quase todos os dias tem sido: "Como está o tempo aí? Que roupa hei-de levar?". A resposta, invariavelmente: "Calor!!!" Apesar de volta e meia aparecerem umas trovoadas que fazem espectáculos no céu e refrescam minimamente o ar, o tempo tem estado bem quente. E a previsão é que este mês de Junho seja assim (graças a Deus!!). O pior disto tudo é o ar condicionado do nosso carro estar estragado. Só no Sábado vamos à garagem tratar disso. Entretanto já duas vezes tive de ir "à cidade" (para mim, ir a algum dos bairros que fiquem no centro ou depois do centro é como ir a uma cidade diferente, devido à distância), apanhei trânsito em algumas zonas e tudo isto à torreira do sol. Claro, de janelas abertas, ar a circular dentro do carro, mas um calor desmedido. Agora, quando não estamos dentro do carro, é muito agradável. No Domingo fizemos um piquenique fora de Varsóvia com uns amigos e foi excelente. As mantas estendidas à sombra de umas árvores, a relva ultra verde (como aliás toda a vegetação cá na Polónia, que tem uma tonalidade verde-alface forte), o calor e uma brisa suave volta e meia: sem palavras! Ai se a Polónia fosse assim o ano todo...!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Os infantários
Na Polónia, daquilo que me parece, todas as pessoas com filhos pequenos com idade de ir para o infantário pensam logo à partida inscrevê-los num infantário público. Da minha experiência em Portugal, só conheci uma família que tinha os filhos num infantário público; de resto, todos optaram pelo privado. Na minha zona, aliás, nem nunca soube onde ficavam os infantários públicos. Por este motivo, quando chegou a altura de inscrever a Teresa, nem sequer pus a opção de ir para uma escola pública. No clube onde ela costuma ir, em conversa com as outras mães, percebi que toda a gente queria ir para o público. O facto de nós nem sequer termos tentado foi algo invulgar. Aqui no bairro há mais de 20 infantários públicos (muitos deles sei onde ficam, ao contrário da situação em Lisboa). No entanto, a corrida é tão grande, que - disseram-me há dias - 700 crianças deste bairro não conseguiram entrar para nenhum desses mais de 20!... Dos nossos conhecidos, apenas uma criança entrou e foi por cunha. É impressionante, acho que nenhuma escolinha privada tem uma procura tão grande como estas públicas. Quais são os critérios de entrada? Há uma série de pontos que são atribuídos a cada criança (filhos de famílias monoparentais têm prioridade, crianças com alergias também, etc). Mas, no entanto, quando há "empate", decide o director da escola. E neste caso os critérios vão mais para: irmãos de alunos, crianças que tenham irmãos na escola primária que, normalmente, se encontra perto, e outros critérios ao gosto do director.
Ou seja, daquilo que observei das outras mães, poupei uma data de stresses com este processo de candidatura ao infantário público.
Ou seja, daquilo que observei das outras mães, poupei uma data de stresses com este processo de candidatura ao infantário público.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Já votei
No Domingo há eleições em Portugal e eu já votei. Fi-lo esta semana e por momentos pensei que não ia conseguir votar. Nas legislativas anteriores também votei por correspondência e não houve problema. Desta vez, deparei-me nos correios com uma funcionária que achou que o envelope estava mal preenchido. Tendo em conta que eu já recebo o envelope preenchido pelo Ministério da Administração Interna, gerou-se ali uma situação problemática. A carta não podia seguir de outra forma que não aquela e a senhora teimava que aquilo era uma salganhada e não se percebia nada. De facto, o envelope tem demasiadas coisas escritas. Depois do meu endereço, por baixo, ainda tenho de escrever o meu número de eleitor. Ora, a senhora vê ali um número qualquer escrito no fim do endereço e vai logo de perguntar: "Que número é este aqui? Isto não pode estar aqui!". Pensei que ia ter de ir à embaixada para tentar resolver a situação, mas decidi ainda tentar explicar à senhora que aquilo era uma coisa oficial, um voto, e tinha mesmo de seguir assim. Depois, o cabo dos trabalhos para enviar registada... Preenchi o papel para a carta seguir registada, mas... também aí a senhora teve algo a dizer! Ora, no destinatário o envelope tem escrito um nome com umas 10 ou mais palavras. No papel só cabia um terço daquilo. Primeiro escrevi siglas. "Não pode ser", disse ela. "Não é isso que está escrito no envelope". Ok, segunda tentativa. Escrevi o que vinha no início do destinatário ("Comissão de não-sei-quê"). Também não. Por fim, lá me disse ela para escrever Ministério da Administração Interna (pelos vistos ela percebeu a palavra Ministério - em polaco Ministerstwo - e achou que era isso que tinha de ser). À terceira foi de vez e lá seguiu o meu voto (espero!!), com um selo enorme comemorativo da beatificação do Papa João Paulo II. Vai ser um voto muito original, com a cara do Papa no envelope.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Dia da Criança
Como em Portugal, hoje na Polónia celebra-se o Dia da Criança. Os mais novos recebem presentes e são convidados a participar nas mais variadas festas. No palácio presidencial, por exemplo, pode-se entrar (mediante a apresentação do BI) e nas traseiras há brincadeiras para as crianças. Em frente à Câmara Municipal (o edifício principal) também há atracções, com ambulâncias, carros de polícia e de bombeiros que podem ser visitados por dentro e outras coisas do estilo. Depois há festas mais pequenas, por exemplo um café perto de nossa casa vai ter concursos e pinturas faciais para crianças, e até a nossa paróquia vai organizar uma festa. Com várias opções por onde escolher, depois de uma manhã de brincadeiras no clube onde a Teresa costuma ir, vamos à tarde à inauguração de um parque novo (um amigo nosso, deputado na assembleia municipal do nosso bairro, propôs-nos ir até lá). E se isso não for suficiente (penso que será, mas em todo o caso...), temos sempre outras opções na manga. Nestas coisas de se festejar o "dia-de-qualquer-coisa", os polacos são bastante sérios. É impossível ignorar a efeméride!
Update: Esqueci-me de referir que o novo estádio do Legia de Varsóvia vai estar aberto a visitas de pais com filhos e que aí também haverá surpresas para os mais novos!!
Update: Esqueci-me de referir que o novo estádio do Legia de Varsóvia vai estar aberto a visitas de pais com filhos e que aí também haverá surpresas para os mais novos!!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Como todos os anos
Recebi há dias o habitual convite dos embaixadores de Portugal para a recepção do dia 10 de Junho. É o único momento durante o ano em que recebo qualquer tipo de comunicação da embaixada. Só que, mais uma vez, vamos ter de recusar o convite. É que isto de ter uma filha que nasceu precisamente no dia 10 de Junho atrapalha todas as combinações, sobretudo por causa da família que vem de propósito cá para passar este dia com ela. Por isso, nos próximos dias, em vez de estar a pensar que roupa vou levar à recepção na residência do embaixador, vou estar a pensar que bolo vou fazer para a Teresa e como o vou enfeitar para ela ficar contente.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
As festas ao ar livre
No sábado, quando estava a passear com a Teresa, fui parar sem saber a uma festa ao ar livre, daquelas que nesta época do ano se fazem aqui por toda a parte. Desta vez o pólo da câmara municipal deste bairro organizou uma festa por ocasião do Dia da Mãe (que já foi) e do Dia da Criança (que vai ser). Quis tirar fotos, mas infelizmente a bateria do telefone estava em baixo e não deixou. No centro havia um palco, onde uma animadora estava a fazer jogos para mães e filhos, incluindo karaoke, e onde fizeram um teatro para os miúdos. Depois havia barraquinhas com comida (pipocas, churrasco, bebidas, batatas fritas, etc.) e zonas de brincadeiras para crianças de todas as idades: uma parede de escalada, matraquilhos humanos, pinturas faciais, escorregas, mesas onde podiam fazer desenhos ou pinturas, etc. Escusado será dizer que a Teresa adorou. Só foi pena no fim-de-semana ter estado mau tempo, porque a certa altura começou a chover e as pessoas tiveram de se esconder nas tendas que havia (nós, por sorte, já lá estávamos e arranjamos um bom lugar para comer enquanto chovia). No fim, a Teresa ainda trouxe um balão em forma de girafa.
Acho muita piada a estas festas que eles fazem, abertas a toda a gente. De facto, aqui na Polónia temos de saber aproveitar bem os meses em que o tempo está bom, para compensar os outros todos em que mal temos vontade de sair de casa.
Acho muita piada a estas festas que eles fazem, abertas a toda a gente. De facto, aqui na Polónia temos de saber aproveitar bem os meses em que o tempo está bom, para compensar os outros todos em que mal temos vontade de sair de casa.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Casamentos durante a guerra
Ontem fiquei a saber uma coisa curiosa que desconhecia. Com o recente falecimento do avô do Stas, a família vê-se agora a braços com diferentes burocracias que têm de ser resolvidas. E é preciso arranjar certidões de tudo, incluindo de casamento. Foi a propósito desta certidão de casamento dos avós que fiquei a saber algo novo. Os senhores casaram-se em 1944, ainda durante a guerra. Ambos viviam na zona oriental da Polónia, que tinha sofrido a ocupação nazi e estava a levar com a chegada dos vermelhos soviéticos. Basicamente não havia rei nem roque. Então, do que a avó conta, durante o tempo da guerra só se celebravam casamentos religiosos, porque na prática não havia uma autoridade civil que mandasse e que registasse o que quer que fosse. Ou seja, durante vários anos os avós não tinham nenhum documento civil oficial que declarasse que estavam de facto casados. Só com o comunismo se instituiram os casamentos civis.
Resta ainda dizer que, nos anos do comunismo, quem desejasse casar-se pela Igreja tinha de se casar duas vezes; é que não havia nenhum regime concordatário em que o casamento religioso tivesse também fins civis. Então fazia-se assim: de manhã os noivos empinocavam-se todos e iam com a família ao registo civil para a celebração do casamento e depois à tarde empinocavam-se novamente para irem todos à igreja, para a celebração religiosa. Em suma: passou-se de uma época em que só havia casamentos nas igrejas para uma em que os noivos tinham de se casar duas vezes no mesmo dia.
Resta ainda dizer que, nos anos do comunismo, quem desejasse casar-se pela Igreja tinha de se casar duas vezes; é que não havia nenhum regime concordatário em que o casamento religioso tivesse também fins civis. Então fazia-se assim: de manhã os noivos empinocavam-se todos e iam com a família ao registo civil para a celebração do casamento e depois à tarde empinocavam-se novamente para irem todos à igreja, para a celebração religiosa. Em suma: passou-se de uma época em que só havia casamentos nas igrejas para uma em que os noivos tinham de se casar duas vezes no mesmo dia.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Dia da Mãe na Polónia
Hoje é o Dia da Mãe na Polónia, um excelente dia para voltar a escrever no blog. Pela primeira vez na vida recebi um presente do Dia da Mãe (apesar de ter recebido já ontem por força das circunstâncias) e fiquei muito contente, porque sinceramente não esperava. A Teresa, nas aulinhas onde vai, decorou um coração para depois no fim me vir dar. Foi muito giro, porque normalmente no fim da aula as crianças fogem todas para a zona dos escorregas, trampolins e tal para irem brincar. Mas desta vez voltaram todas à sala dos trabalhos manuais para irem buscar as suas obras de arte e oferecer às mães. O ar de contentes deles, a correrem lançados na direcção das mães, foi demais. A alegria pura das crianças. Claro que as ditas "obras de arte" eram próprias de crianças com 2 / 3 anos. Aqui fica o meu presente. :)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Férias
É complicado escrever sobre a Polónia quando se está de férias em Portugal. Lá para Maio voltarei a dar notícias do Leste. Até lá, vou desfrutar as minhas férias e matar saudades.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Não é fácil
Não é fácil passar os primeiros meses de gravidez num país estrangeiro. Quando foi da Teresa, lembro-me que só me apeteciam comer empadas, queques e outras coisas que cá não se encontram. Agora desta vez já me aconteceu apetecer-me feijoada à brasileira, uma sopa creme de espinafres, arroz de marisco,... Que fazer?? Acho que a melhor solução para isto são mesmo as férias em Portugal que se avizinham.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Inglês escrito à polaca
Há muito que já tinha reparado que os polacos têm tendência para escrever palavras inglesas à polaca. Business, por exemplo, escrevem biznes - e este é um exemplo entre muitos. Estranhei a primeira vez que vi facebook escrito à polaca por um amigo meu no próprio FB, mas depois comecei a ver em jornais e revistas e vi que se tinha universalizado. Facebook na Polónia é fejsbuk. Claro que o site não se apresenta assim (porque é uma marca registada), mas é frequente encontrar esta grafia em vários sítios. Às vezes simplesmente fejs, para abreviar. Estes polacos inventam com cada uma!... E a gente que entenda o que eles querem dizer!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Outro!
Iupiii!! Ganhei outro prémio!! Nada mau para quem anda preguiçosa com o blog... :P
E supostamente devo dizer 7 coisas sobre mim... Hum... Não vai ser fácil...
1. Estou na Polónia (a sério??)
2. Tenho um blog (oh! não digas!!)
3. Sou casada e tenho uma filha bilingue e, se tudo correr bem, ainda este ano chegará mais um(a) :)
4. Sou péssima a cuidar de plantas (deixo-as todas secar...)
5. Formei-me em comunicação social, mas nunca quis ser jornalista
6. Gosto muito de história, sobretudo de curiosidades do passado
7. Gostava de morar junto à praia (quem sabe um dia?)
E supostamente devo dizer 7 coisas sobre mim... Hum... Não vai ser fácil...
1. Estou na Polónia (a sério??)
2. Tenho um blog (oh! não digas!!)
3. Sou casada e tenho uma filha bilingue e, se tudo correr bem, ainda este ano chegará mais um(a) :)
4. Sou péssima a cuidar de plantas (deixo-as todas secar...)
5. Formei-me em comunicação social, mas nunca quis ser jornalista
6. Gosto muito de história, sobretudo de curiosidades do passado
7. Gostava de morar junto à praia (quem sabe um dia?)
quinta-feira, 31 de março de 2011
Era só o que faltava...
Hoje de manhã vêm-me com a notícia que sobre Varsóvia está uma nuvem radioactiva. "Não saias de casa, não abras janelas, etc". Ora esta! Entretanto fui pesquisar no google e vi que a nuvem não era perigosa. Este pessoal inventa cada uma...
terça-feira, 29 de março de 2011
Baixa
Mãe podre, filha doente, ... isto anda mal para estes lados... Espero em breve conseguir voltar...
quinta-feira, 24 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
A Biedronka volta a estar na boca do povo
Recentemente o líder do principal partido da oposição polaca foi com a comunicação social fazer compras a uma loja de bairro, para denunciar o aumento do preço dos bens essenciais. No inicio deste ano o IVA aumentou para 23%, sendo que uma das promessas eleitorais do actual governo era não o aumentar. O politico em questão lá fez as suas compras e mostrou quanto pagou, tendo sido realmente um bocado demais. Mas, para não haver dúvidas, ele explicou que tinha ido a uma mercearia típica de bairro (que muitas vezes são um pouco mais caras), justificando o aumento do preço da gasolina para muitas pessoas acabarem por fazer compras nos locais que têm mais à mão. Só que, no meio disto tudo, comentou que não tinha feito compras na Biedronka (conhecida pelos seus preços baixos) por esta ser uma loja para pessoas mais pobres (e ele queria um supermercado "normal"). Claro está, este é daqueles políticos que à mínima gaffe é massacrado por jornais e blogues. No facebook já surgiu um evento chamado "Faço compras na Biedronka porque é a loja dos pobres" e toda a gente goza com ele.
Só é pena não ter havido este burburinho na semana passada quando o presidente da Polónia, ao escrever num livro de condolências para o Japão, cometeu dois erros ortográficos crassos com duas palavras que até eu, que não sou polaca, sei como devia ter escrito!!... - o que, na minha opinião, foi muito mais grave do que esta questão da Biedronka. Os media na Polónia continuam a ser muito manipulados por certos grupos políticos e assim vão influenciando a opinião pública.
terça-feira, 22 de março de 2011
Sabedoria popular polaca
Por ter várias amigas polacas que irão dar à luz nos próximos tempos (ou já deram), lembrei-me de um conselho da sabedoria popular polaca que ouvi há pouco tempo.
Contou-mo uma amiga que teve um bebé faz agora um ano. Diz que quando as mulheres já estão no fim do tempo da gravidez e querem dar à luz, devem fazer bolos com massa levedada. Inicialmente quando ouvi isto pensei que seria daquelas coisas tipo: come cerejas e cresce-te bigode! (obviamente este exemplo foi absolutamente inventado...). Mas afinal, parece que há um quê de verdade nisto. É que a massa levedada tem de ser muito amassada, apanhar pancada, etc., e isto é um esforço físico enorme. Para uma grávida, pelos vistos, é o suficiente para dar início ao parto. Precisamente a pessoa que contou isto, quando já queria dar à luz, foi fazer bolos destes e nessa noite entrou em trabalho de parto. Outra amiga nossa, que já tinha passado das 40 semanas e não havia maneira de dar à luz, também decidiu numa tarde fazer bolos com massa levedada e... nessa noite entrou em trabalho de parto. Ou seja, parece que a coisa funciona!! A sabedoria popular tem sempre alguma coisa de verdadeiro.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Disto é que a minha mãe gosta cá!
Ainda que seja só para ver e não comer. Estas fotos (tal como as anteriores do museu e de Varsóvia) foram tiradas por ela, pois sempre que cá vem delicia-se com as montras das pastelarias (e esta nem era nada de especial).
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