quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Formas de tratamento

Há uma coisa nos polacos que sempre me fez alguma impressão. A partir dos 18 anos, mais ou menos, todas as pessoas são tratadas por "senhor" e "senhora". Na faculdade, por exemplo, os professores dirigem-se aos alunos desta maneira. Confesso que às vezes soa-me um bocado ridículo quando vejo tratarem um jovenzito desta forma, já que em Portugal não é nada assim.
Mas o que acontece é que neste aspectos os polacos são muito mais bem educados do que os portugueses. Há dias, por exemplo, vi um rapaz com idade de andar no liceu abrir o portão de entrada para o nosso condomínio. Estavam dois homens parados à conversa ali ao lado e ele quando abriu, virou-se para eles e disse: "Os senhores também vão entrar?". Ora, este gesto e estas palavras tão simples chamaram-me a atenção. Será que o adolescente português nas mesmas condições teria esta atitude? Será que ele diria algo como "os senhores"? É esta delicadeza nas formas de tratamento, que se vê já em crianças pequenas, que não deixa de me surpreender. Sempre que falam com uma pessoa desconhecida lá vem o belo d' "o senhor" ou "a senhora". Eu própria já dou por mim a falar desta maneira. Mas confesso que ainda me faz confusão virar-me para um jovenzito imberbe e chamar-lhe senhor.

3 comentários:

rui disse...

Eu fui educado assim em Portugal, mas fui educado á moda antiga. Hoje a malta é mais Morangos com Açúcar e Rebelde Way.

PM Misha disse...

de facto, reparei na deferência com que os mais novos tratam os mais velhos. uma grande diferença em relação às nossas crianças.

mas nós somos e/ou seremos os pais do futuro, compete-nos tratar desse tema porque tudo está nas nossas mãos.

Anónimo disse...

Nos meus tempos de faculdade os professores tratavam os alunos por Senhor e ai de nós se não íamos para as aulas de fato e gravata. Lembro-me de uma vez um professor refilar com um aluno por ir de camisola de gola alta.
Outros tempos em que a educação tinha outros termos.
Mas também penso que era um exagero, pois há alturas em que andar de gravata é incómodo. Mas na altura era normal e ninguém refilava